Os inexplicáveis (?) dramas da vida

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Certa vez presenciei no aeroporto de Porto Alegre episódio pungente: a mãe empurrava menino de uns sete, oito anos, numa cadeira de rodas, em meio ao saguão lotado. O menino sem os dois braços se divertia empurrando um balão colorido com os pés. A reação de todos em volta significava unânime incompreensão. Por que tão duro castigo? Deus não é justo e bom? É um Deus punitivo? Lembrei-me de muitas crianças e adolescentes em cadeiras de rodas lá no Grupo Espírita da Prece, em Uberaba. Dramas semelhantes. E, particularmente, me lembrei de senhora que se aproximou do Chico Xavier e falou:

– Meu filho nasceu surdo, mudo, cego e sem os dois braços. Agora está com uma doença nas pernas e os médicos querem amputar as duas pernas para salvar a vida dele. O que faço?

Enquanto o inolvidável médium pensava na resposta, o Espírito Emmanuel veio em socorro:

– Chico, explique a ela que este nosso irmão em seus braços suicidou-se nas dez últimas encarnações e pediu, antes de nascer, que lhe fossem retiradas todas as possibilidades de se matar novamente. Agora que está aproximadamente com cinco anos, procura um rio ou um precipício para se atirar. Avise que os médicos estão com a razão. As duas pernas dele serão amputadas, em seu próprio benefício.

No romance “50 Anos Depois”, o mesmo Espírito Emmanuel nos conta história ligada ao Cristianismo do século II. Na vida anterior, Emmanuel tinha vivenciado a figura de Públio Lentulus, senador romano, e representante do poderoso Império na Judéia. Cinco décadas depois o orgulhoso senador cumpriu a lei de causa e efeito, ao voltar como um escravo, de nome Nestório. Ao invés das honras e prestígio de outrora, trabalhos pesados, castigos severos. Esse escravo mostra, na sua volta à Terra, uma postura mais humilde, agora numa categoria que seu coração orgulhoso havia espezinhado na vida passada.

A compreensão das Grandes Leis Universais, naturais, inderrogáveis e irrevogáveis, clareia para o pesquisador atento, livre de preconceitos, os chamados inexplicáveis dramas da vida terrena. Todos nós, de todas as raças, de todos os segmentos sociais, de todos os pensamentos religiosos, estamos subordinados à Lei da Reencarnação, à Lei de Causa e Efeito e à Lei da Evolução. Sem qualquer exceção. Cada experiência corpórea significa oportunidade de reeducação do espírito, de correção de rumos, de acordo com o processo evolutivo de cada um. Só assim para se concluir, convictamente, sem dogmatismos, que Deus é justo e perfeito. E nós estamos longe, muito longe, da justiça e da perfeição. Um dia, porém, depois de muitas vivências, estaremos livres da roda das vidas sucessivas.

PS – Antes de ler “50 Anos Depois”, leia-se “Há Dois Mil Anos”, ambos de autoria do Espírito Emmanuel, com dados exclusivos de quem esteve no planeta naquele tempo e dialogou com o próprio Mestre Jesus. Leituras emocionantes.

A FRASE DO CHICO XAVIER, curtida por Astrid Gatz Capobianco: “Sinceridade é a verdade com amor.”