Perguntas difíceis

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A gente sabe que são insondáveis os desígnios da Vida Maior. Os que buscam a fé raciocinada não se dão por satisfeitos, com respostas tradicionais, prontas, tipo “foi a vontade de Deus”, ante situações imprevisíveis e trágicas. Mas Deus não é justo e bom?

Por que punir uma cidade inteira ou só a família do vizinho que mora na esquina de cima? Diante do quadro em que a violência predomina em vários pontos deste planeta de provas e expiações são comuns as perguntas carregadas de inconformidade e desconhecimento das leis naturais do Universo.

Algumas dessas perguntas difíceis:

1 – Preciso saber se alguém que se suicidou recentemente pode perturbar uma pessoa que está vivendo aqui no plano terreno, causando-lhe algum mal físico?

2 – Por que um pai e dois filhos pequenos, todos com boa saúde, sofrem acidente de carro na estrada e todos eles voltam de imediato para a vida espiritual? Não precisariam mais continuar a experiência terrena?

3 – Um amigo e companheiro de vivência há cinco anos eliminou o próprio corpo físico sem motivos para tanto. Qual a razão para um gesto extremo assim?

4 – Por que pessoas detentoras de bons empregos, com ótimos salários mensais, querem mais dinheiro, mais e mais? Pensam que viverão duzentos anos? Diz um leitor que até agora não encontrou entre os recebedores de propina presos em Curitiba um só professor, um só aposentado do INSS…

Algumas tentativas de respostas:

1 – Sabemos muito pouco do fantástico mundo espiritual, voltamos pra cá e precisamos aprender as lições contidas nas leis de ação e reação e reencarnatória. Aí certamente está a explicação correta. Que os inimigos desencarnados podem nos prejudicar, isso podem. Mas não temos conhecimento de que também podem causar algum mal físico a quem anda por aqui.

2 – Outro caso em que só o conhecimento da ficha cármica do pai e filhos permite a compreensão do porquê da brusca volta dos três para a vida espiritual. As fichas cármicas – registros das vidas anteriores – não estão ao nosso alcance. Logo, nada a dizer.

3 – Ninguém tem a resposta precisa. Só o suicida sabe. Meras suposições não valem, não consolam ninguém.

4 – Há os que se contentam com o que têm, com o que ganham. Não invejam ninguém. Outros querem três automóveis, dois aviões, cinco palacetes… Os primeiros vivem felizes, mesmo com parcos recursos financeiros e não sabem onde fica a delegacia de polícia… Por outro lado, os insatisfeitos, mais dia, menos dia, trocarão os carrões, os palacetes, por algemas e celas das penitenciárias.

A FRASE DO ESPÍRITO SHEILLA, curtida por Francisca Mousquer Loureiro: “Trabalha no Bem e o Bem responderá com a paz na tua consciência”.