Pode ter sido ela?

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Não conhecemos as regras do plano espiritual sobre quando e como podem os recém desencarnados contatar com familiares e amigos. Apenas sabemos que não há prazos fixos para o recebimento de notícias dos que viajaram de volta para o outro lado da vida. Às vezes, a notícia não demora. Às vezes, demora muito. A professora Diorne Maria Grassel, respeitada por colegas e alunos, com atividade profissional em dois estabelecimentos de ensino da cidade, traz, a propósito, contribuição significativa para o entendimento do apaixonante tema. Eis o que a professora nos conta, com toda a sinceridade e sem preocupação de fazer apologia espírita, até porque creio que ela não é espírita:
– Anos atrás tia minha (tia Nair), com a qual morei por muitos anos em Rio Pardo, sofreu AVC e foi hospitalizada em Porto Alegre. Quando a tia entrou em estado de coma fomos visitá-la (eu, minha irmã e uma sobrinha). Só podia entrar uma pessoa de cada vez na UTI. Quando chegou minha vez, falei muito com a tia, pois acredito que a pessoa em estado de coma ouve tudo que se fala em volta dela. Pedi que não morresse de madrugada, pois ela sabia que eu não gosto de madrugar… Sempre me dei bem com a tia, que não teve filhos. Saí do hospital bem tranquila e então fomos para a casa de outra tia para passarmos a noite. Ao acordar de manhã senti um perfume muito agradável no quarto em que dormia. Eu me levantei e disse para os familiares:
– A tia Nair faleceu!
Quando acabei de falar, o telefone tocou e veio o aviso do hospital de que a tia Nair acabara de falecer. Lembrei do que dizia minha mãe “quando a gente sente perfume e não sabe de onde vem é sinal de que alguém do outro lado da vida veio nos visitar”.
O episódio da tia Nair dando aviso imediato do seu falecimento me ocorreu porque quando do meu recente aniversário eu estava colocando roupa na máquina de lavar e de repente senti ao meu redor perfume muito agradável. Forte arrepio percorreu meu corpo, seguido de sensação muito agradável. Parecia que eu estava sendo fortemente abraçada pela minha mãe. Em outras vezes também senti a presença dela junto a mim, apesar do óbito ter ocorrido há pouco tempo. Recordei do ensinamento dela “quando a gente sente perfume”… Pode ter sido ela que me trouxe perfume quando colocava roupa na máquina?
Entendo que pode ter sido o espírito da mãe da professora Diorne que lhe veio trazer sinal ostensivo de que não morreu, apenas trocou de endereço. Ela usou exatamente o sinal conhecido entre ambas: o perfume! A mãe da remetente saiu do plano físico, onde estamos só de passagem, e voltou para a pátria espiritual, que é o nosso verdadeiro lar. Mas a saudade fere nos dois mundos, como dizia o inesquecível médium de Uberaba, e nada mais sensato do que a mãe aparecer para abraçar a filha amada.
PRA CABECEIRA DA CAMA – Agradeço as manifestações calorosas dos leitores Leo Roque Arnold, Ilhani Bárbara Leichtweiss, Camila Eickoff Souto Menezes, Dalgiverle Freitas e Grupo Santo Ângelo Viva Gente, que já pedem o volume 2.
A FRASE DO CHICO XAVIER – destacada por Giovana Wexel Morais – Quem fala menos ouve melhor. E quem ouve melhor, aprende mais.