Primeiros momentos do desencarnado

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Em comentário sobre o falecimento do sogro Adroaldo Mousquer Loureiro, Robriane Raguzzoni Loureiro concluiu com as apropriadas palavras do Espirito André Luiz, captadas pelo lápis do Chico Xavier:

– Uma existência é um ato. Um corpo, uma veste…

A morte é sempre um impacto para os familiares e amigos, embora seja a coisa mais certa do mundo. A morte é uma transição do cenário terreno para o cenário espiritual. Como reage o recém-desencarnado à mudança de plano de vida? Depende do grau evolutivo de cada um. Quem não tem acentuada faculdade mediúnica não sabe dizer nada de concreto sobre a situação do desencarnado ainda na fase do velório.

Outro dia, viúva de alguém que estava na capela mortuária, despedindo-se da veste carnal, me perguntou:

– Como estará o fulano agora?

– Os primeiros momentos são um tanto confusos.

Recente publicação espírita traz oportuna recomendação a todos nós, que vale a pena ser observada já nos velórios, onde o máximo de silêncio é melhor para quem recém chegou no outro lado da vida:

– Nem sempre o espírito se reconhece como desencarnado após a morte. Nestes casos costuma gerar fantasias que se misturam com a realidade. Tenta se manter próximo das pessoas e dos lugares que habitou. As vibrações de dor e luto que recebe de seus entes queridos geram nele mais confusão, pois mostram a realidade do falecido que ele não aceita. Uma atitude caridosa é conversar (mentalmente) com o ente querido que morreu, agradecendo o tempo junto e pedindo para aceitar ajuda e seguir seu caminho no Plano Espiritual. Ou seja, quem fica também pode ajudar quem se vai.

Os longos, exagerados abraços nos familiares reunidos em volta do ataúde constituem renovação de sofrimento. Não ajudam os abraçados.  Precisamos aprender a nos comportar adequadamente num velório, em benefício, principalmente, daquele ou daquela que há pouco trocou de veste. Ao invés de palavras de profundo pesar, palavras de conforto. Nas casas espíritas, no momento de prece pelos desencarnados, costuma-se pedir muita Luz para quem ainda está envolto em sombras.

Em tal sentido, comentei na postagem da Robriane na rede social:

– A melhor ajuda que podemos dar a quem terminou mais um ciclo terreno é rogar amparo para ele (geralmente, o pai socorre o filho, dá a mão para ele) e muita lucidez.
Antigo ditado diz que tristezas não pagam dívidas. E só prejudicam a saúde física do familiar e perturbam quem retornou à origem.

-A FRASE DO ESPÍRITO ANDRÉ LUIZ, psicografada por Chico Xavier, curtida por Renan Ricardo Jung: “Quando fores tentado a examinar as consciências alheias, guarda os princípios do respeito e da fraternidade mais um pouco e a benevolência nos livrará de muitas complicações”.