Quem explica?

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Outro dia acompanhei documentário sobre o Universo, produzido por canal especializado, em que a constatação de que os cientistas ainda conhecem pouco do sistema planetário, dos buracos negros, das galáxias, foi evidenciada em vários momentos. Do mesmo modo, ainda não estamos preparados para conhecer o fantástico mundo espiritual, em todas as suas minúcias. André Luiz contou muita coisa na série de livros que começou com Nosso Lar, mas não contou tudo. Patrícia, desencarnada aos 19 anos de idade, trouxe seu depoimento em Violetas na Janela (mais de dois milhões de exemplares vendidos) e também merece atenção. Mas são inúmeras as situações em que o pesquisador tem dificuldade para dar resposta convincente.

Eu não conhecia o Agenor, creio que nunca tinha me encontrado com ele em alguma rua da Capital das Missões. Quase pedindo desculpa pela aproximação, o Agenor pediu só um minuto de prosa. Aposentado do serviço público municipal, com mais de setenta anos de idade, ele pediu explicação para algo estranho que ocorre durante os seus sonhos. Seguidor de um ramo evangélico, o Agenor, cidadão humilde, faz orações e abençoa os atormentados, em nome de Deus. Com toda seriedade que autoriza a credibilidade, o Agenor faz seu relato:

– De pouco tempo pra cá, em três ou quatro vezes quando sonhei com determinadas pessoas, elas morreram poucos dias depois. Na última, sonhei com um amigo que estava com ótima saúde e com menos de cinquenta anos de idade. Dois ou três dias depois eu me encontrei com ele. Em razão do sonho, por precaução, pedi que procurasse alguma crença religiosa, porque ele andava preocupado só com as coisas terrenas. Muita gente é assim, não tem tempo ou não quer pensar que de repente pode morrer. Vinte dias depois do meu sonho com ele, o amigo faleceu, o que não me surpreendeu, mas me deixou muito pensativo. É isso que não estou entendendo.

Pela internet, uma amiga fala de uma criança que nasceu surda. Não fala e não ouve. Por que será? Na vida passada ela também era surda? Como ninguém conhece as vidas pretéritas da criança ninguém tem a resposta precisa para dar. Outra amiga virtual menciona o caso de um menino de seis anos de idade que adora ir ao cemitério. E não é coisa de agora. Desde os dois anos a criança começou a manifestar desejo de ir ao cemitério, visitar os túmulos e pedir informações sobre os corpos físicos ali sepultados. Algo totalmente inusitado. Que fortes recordações esse menino, recém reencarnado, traz de outros tempos? Qual a ligação que teve com esse local que apavora tanta gente? Por que a criança se dá bem num cemitério?

Todas as interrogações acima alinhadas exigem respostas fundamentadas. Qualquer resposta não serve. Um dia saberemos dá-las, com precisão. Mas, uma coisa é certa: nada existe por acaso em nossas vidas.

A FRASE DO CHICO XAVIER – destacada por Mônica Schnepfleitner, extraída do livro Pra Cabeceira da Cama – Ninguém vem a nós por obra do acaso.

PS – Meus agradecimentos ao Willibaldo Ries, residente em Porto Alegre, casado com a Leda Stocker Ries, que mandou dizer que gostou muito do Pra Cabeceira da Cama. O Willibaldo foi um dos proprietários do Supermercado Cocefel, que existia na Rua 25 de Julho, e patrocinava o Grande Jornal Falado da Rádio Santo Ângelo, no tempo em que eu fui um dos seus redatores.