Quem tem medo de morrer?

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Há gente por aí que pensa em viver duzentos anos, no mínimo, em nosso planeta.. Morrer nem pensar. Muitos morrem de medo só em pensar… Mas pensar é preciso, como diria o Fernando Pessoa. É a coisa mais certa do mundo, como todo mundo repete. Apesar disso, muitos se recusam a qualquer conversação sobre o arrepiante tema, como assim é considerado. Certa vez, amigo endinheirado, bem solícito, se prontificou a colaborar com cem reais para determinada finalidade na casa espírita. E deu.  Para retribuir o gesto, falei que lhe brindaria com dois livros espíritas.

– Não, dou o dinheiro, mas não quero livros que falam de morte.

Outro amigo, diplomado em curso superior, não queria saber de notícias de pessoas em estado terminal e ficava apavorado quando algum familiar viajava para o outro lado da vida. “Por caridade, não me conte isso”, é o que ele costumava dizer.  Quem estuda assunto de tamanha importância compreende e aceita tranquilamente a transitoriedade da vida terrena. É o caso, por exemplo, do Vieira, atento leitor desta coluna. Além de participar de atividades espiritualistas, o Vieira tem muita leitura e dele recebi o testemunho seguinte:

– Minha irmã Angelina faleceu no Hospital de Caridade de Ijuí, aos 77 anos, por complicações oncológicas. Eu, particularmente, sou tranquilo ao enfrentar o evento morte, quer de parentes, amigos ou estranhos. A bem da verdade, sinto-me feliz nessas ocasiões, pois considero que o ser humano passou pela transição. Cumpriu sua missão neste plano terreno e por vontade do Criador Universal regressou a outra dimensão. Durante o velório da irmã esteve lá o meu falecido pai (desencarnado em 1991) e com ele tive breve diálogo. Relatou-me que estava tranquilo e feliz com o regresso de sua amada filha ao Plano Espiritual, onde ele vive bem. Morreu aqui, renasceu lá. Tudo no devido tempo, de acordo com leis precisas e inexoráveis. Conversando sobre a minha saúde (muito delicada) e sobre meu tempo de permanência por aqui, fui informado de que meu pai está sabendo do meu quadro de saúde. E muito em breve, segundo ele, depois que meus problemas terrenos estiverem resolvidos, estarei regressando à Pátria Espiritual.

Alguns ficam cem anos ou mais na Terra, outros voltam jovens. Há poucos dias, santo-angelense que trabalhava em Caibaté, ao chegar ao expediente normal de serviço sofreu fulminante ataque cardíaco e deixou o organismo carnal, com 48 anos. Com o mesmo problema, moça santo-angelense faleceu em Camboriú, com 32 anos. Com qualquer idade, é oportuno que se conheça a finalidade da nossa passagem terrena e para onde retornaremos. Trata-se de informação importantíssima. Não convém desembarcar no outro lado em completa ignorância espiritual. Por outro lado, precisamos cuidar da nossa saúde física, não temos o direito de antecipar o retorno. A medicina, cada vez mais aperfeiçoada, deve ser procurada para resolver ou atenuar as enfermidades que aparecerem.

Francamente, quem tem medo de morrer?

PS – Parabéns para a Cristiane, mãe do coração, e bota coração nisso!, que teve o primeiro Dia das Mães com três filhos adotivos. Não tinha nenhum, agora foi premiada em dose tripla. Casal e avós estão encantados com a chegada das crianças. Belo reencontro de amigos de vidas passadas.

A FRASE DO CHICO XAVIER, curtida por Igor Pacussich: “O lar é o coração do organismo social. Em casa começa nossa missão no mundo. Entre as paredes do templo familiar preparemo-nos para a vida com todos; somos lá fora o prosseguimento daquilo que já somos na intimidade de nós mesmos”.