Salvo pelo Espírito Santo

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O Luís me conta uma história verdadeira. E como se trata de pessoa idônea eu acredito e passo adiante. Antônio Castro Alves queria espalhar livros às mãos cheias para o povo pensar e eu, modestamente, sem a pretensão de querer me comparar com o poeta baiano, repasso episódios de conteúdo mediúnico para a atenta reflexão dos leitores. Mas o Luís esteve à beira da desencarnação em 2010. Não deixaria o mundo físico em razão de enfermidade, mas por algum tipo de desastre, especialmente de automóvel. Conhecedor dos atalhos da espiritualidade, em meio a inevitável pânico, o Luís suplicou mais algum tempo no cenário terreno para resolver problemas particulares, familiares. Pedido deferido, certamente justo, o Luís, aposentado, mais de 70 anos de idade, continua caminhando pelas ruas e avenidas da Capital das Missões. Volta e meia nós nos encontramos, quase sempre na Avenida Brasil. O amigo tem mais detalhes para acrescentar:

– Uma semana depois da moratória, estive conversando com um sensitivo chamado Guilherme, que não residia em Santo Ângelo e nunca mais o vi. Dotado de excepcionais qualidades psíquicas, o Guilherme falou que, efetivamente, estava assinalado o tempo para minha viagem de volta ao Plano Espiritual. Depois, discorreu sobre a conversa (psíquica) que então mantive com o Espírito Santo. O Guilherme até falou com admirável precisão sobre meus sentimentos e emoções vivenciados naquele instante. E, para meu espanto, avisou sobre o tempo que havia sido estabelecido para a minha permanência nesta dimensão. O sensitivo deixou bem claro que a “prorrogação” seria para solucionar os problemas tratados com Ele (Espírito Santo), envolvendo terceiras pessoas. O diálogo com o Guilherme foi testemunhado por amigos, que, às vezes, me interrogam sobre o evento, mas ainda assim alimentam dúvidas… Como também sou sensitivo, voltei a vivenciar o episódio de 29 de junho de 2010. Não me opus e deixei a consciência da alma (segundo a AMORC, Antiga e Mística Ordem Rosacruz) experimentar aqueles momentos passados. Nessa época, eu estava insistindo com o Espírito Santo a fim de obter determinado “dom”, algo que havia tentado com experimentos rosacruzes e fracassado. Pois o Guilherme descreveu o meu pedido e até o modo como eu pedia. Então informou que a minha pretensão tinha sido negada. Como duvidar do sensitivo?

Como integrante do Exército, o Luís esteve em várias cidades do Brasil. Ao fazer o relato acima, ele associou as recordações a outro episódio marcante de sua existência. Assim ele depõe para a coluna:

– Em outubro de 1965, eu participava de treinamento militar no interior de Minas Gerais. Lá pelas tantas, tomei conhecimento, com muita perplexidade, que o grupo seria enviado para o Vietnã. Naquela data longínqua, tomado de medo (eu tinha consciência do que me esperaria se, de fato, fosse combater na Ásia). Lá morreram centenas de jovens soldados americanos, que amavam os Beatles e os Rolling Stones… Silenciosamente, então, implorei ajuda à Divindade, socorro e salvação. Graças a Deus os militares brasileiros não foram combater na intrincada guerra do Vietnã, por decisão direta do presidente Castelo Branco. Mas quem é mesmo o Ser Espiritual que me tem socorrido em inúmeras vezes? Pelo conteúdo dos avisos e por contatos superiores, concluí que é o Espírito Santo. Claro que muita gente duvida e até parte para a zombaria, mas a verdade dos fatos é essa mesma.

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A FRASE DO CHICO XAVIER, curtida por Harry Fürstenau: “Ponha Deus no início e Ele cuidará do fim”.