Um espírito na sala

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Pessoas de todos os rótulos religiosos possuem a faculdade da vidência, ou seja, são capazes de ver e conversar com desencarnados. Umas saem em busca de explicação para a faculdade, no objetivo de aprimorá-la. Então ingressam em casas espíritas ou em outras escolas espiritualistas. Depende da afinização de cada um. E se tornam úteis aos semelhantes. Outros, sentem medo e procuram abafar essa capacidade de qualquer jeito. Sob alegações religiosas, sob desculpas de falta de tempo, fogem do compromisso assumido na dimensão maior. E deixam fugir a oportunidade de se esclarecer e de esclarecer irmãos mergulhados na dúvida, quando não na mais completa ignorância espiritual.

Amiga leitora pede informações sobre a vidência. Ela e o esposo têm percebido coisas estranhas no ambiente doméstico. Ela está saindo do escuro e me conta o que ocorre em sua casa, tal como sucede em milhares de lares terrenos. Umas relatam o fenômeno, outros não contam a ninguém, receosos de zombarias. A leitora da coluna é sincera em suas revelações:

– Por este ser um caminho ainda novo, eu e o Leandro estamos com algumas dúvidas sobre como proceder diante de alguma visão. Ele tem visto um senhor, nas madrugadas, de pé em nossa sala. A primeira vez que ele o viu, imediatamente bateu continência, pediu licença, tomou água e voltou para a cama. Foi uma ação automática e ele não sabe me dizer porque fez isso, talvez reminiscência do seu tempo de Exército. O espírito se encontra sempre no mesmo lugar, perto da porta, em frente ao sofá, e olhando em direção à parede. Veste roupa social e usa um chapéu claro. Não o vi, apenas meu marido. Como devemos agir nessas situações?

Meu pai dizia, cara leitora, que, em nome de Deus, devemos perguntar, mentalmente, ao espírito, do que ele está precisando, o que o está afetando. Mas encontrei num site espírita resposta mais ampla ao pedido da leitora da coluna:

– Quando se enxerga, quando alguém ouve ou sente a presença de um espírito, devemos endereçar-lhe pensamentos de respeito e afeto. Quando ainda não temos condições de compreender que tipo de espírito está à nossa volta, devemos tratar, como no mundo material, a todos com o respeito que merecem e com a fraternidade que nos une. Ore por ele, converse mentalmente com ele, transmitindo tudo que há de bom em você nesse intercâmbio mental.

Quem tiver a faculdade da vidência em estágio inicial e queira compartilhar o que tem visto, o que está vendo, não se faça de rogado. Conte as visões que lhe aparecem, comunique-se pela ferramenta eletrônica, disponha-se a conhecer mais sobre o fascinante tema. O proveito será de todos nós, meros aprendizes no educandário terreno.

A FRASE DO CHICO XAVIER – destacada por Rafaela Marchionatti Kliemann – Não raro, são os próprios filhos desencarnados que atraem os seus pais aos centros espíritas: desejam dizer que não morreram, que continuam vivos na outra dimensão, que os amam e que haverão de amá-los sempre.