Um risco de luz

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A Marjorie é outra sensitiva que, mesmo angustiada de contar “essas coisas que a gente não entende muito bem”, decidiu contar e começar a entender melhor. Tudo que ela achava ser coincidência, não era coincidência. Por exemplo: numa certa tarde, a Marjorie, em rápida saída, encontrou uma rosa caída em calçada da Avenida Brasil. Recolheu, voltou para casa, colocou a rosa num copo com água para presentear a avó. Irmão dela tinha retornado recentemente para a Vida Espiritual, para surpresa dos familiares, a tristeza era imensa na casa. Em prantos, a avó perguntou a Marjorie onde ela andara, dada a resposta, especialmente como tinha achado a rosa, dela ouviu a seguinte informação:

– Dias antes, pedi, mentalmente, a meu irmão desencarnado que, se ele estivesse bem, que me enviasse uma flor. E você trouxe a flor.

A Marjorie me conta outro episódio com nítida influência espiritual:

– No dia 27 de dezembro de 2012, dia de muita chuva e vento, eu estava finalizando uns trabalhos no computador, sozinha em casa, quando senti um cheiro forte de flores. Lembro-me de ter ido à área de serviço para ver se algum produto de limpeza havia caído e virado. Abri as janelas para ver se alguém estava lavando roupas, mas o clima não permitia nada e o cheiro estava apenas no ambiente onde eu estava. Durou cerca de dois minutos e sumiu à noitinha. Na mesma noite fui informada de que meu ex-companheiro havia falecido em Porto Alegre.

A Marjorie tem mais um relato, que também encerra veemente indício de mediunidade:

– Em noite recente, sono alto, fui acordada por forte cheiro de cigarro dentro do meu quarto. Eu tenho asma e precisei levantar às pressas para pegar minha bombinha de aerolin. Acordei meu marido e perguntei se ele também estava sentindo. Disse que não. O ar-condicionado ligado, a casa toda fechada e não havia nenhum cheiro fora do quarto. Comentei o assunto com o esposo ao amanhecer e esqueci. Hoje (eis o elo com o livro), lendo “Pra Cabeceira da Cama”, deparo com a crônica sobre estranho cheiro de cigarro. Fiquei intrigada e resolvi escrever essa montanha de bagunçadas linhas. Seu livro é um alento, um risco de luz nesse meu tatear no escuro.

Diante de tamanhas evidências, a Marjorie e o marido optaram por mudar muita coisa em suas vidas. Segundo ela, tiramos os olhos de nós mesmos e começamos a fazer trabalhos voluntários, além de praticar bons pensamentos, humildade e perdão. Nossa vida mudou muito, para melhor, sem dúvida. É oportuno realçar o seguinte: quem não tem sinais ostensivos de mediunidade não sente cheiros de flores ou de cigarros, como também não vê os desencarnados à sua volta. Para a Marjorie, que está enveredando pelo rumo certo, e para todos nós, a receita é começar pelo começo: estudar “O Livro dos Espíritos”, para que o ser humano saiba donde vem, porque anda peregrinando na Terra, porque sofre temporariamente e possa ver por toda a parte a justiça de Deus. Então desaparece a revolta com Deus, desaparece a inconformidade ante a desencarnação de um familiar.

A FRASE DO CHICO XAVIER – destacada por Luzanídia Rodrigues da Veiga: “Todos evoluem desidratando, seja pelo suor do trabalho ou pelas lágrimas do sofrimento”.