Você sabe o que é desdobramento?

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Na visão espírita opera-se desdobramento durante o sono do corpo físico. Há quem seja capaz de se projetar no espaço e ir a qualquer lugar do planeta. E retornar trazendo todas as informações sobre onde andou o corpo espiritual e com quem conversou. Não sei se algum santo-angelense já conseguiu essa proeza, nada fácil, evidentemente. O Chico Xavier contou muitas vezes que o Espírito Emmanuel o levava em estado de desdobramento a locais dos romances históricos – Paulo e Estêvão, Há Dois Mil Anos, 50 Anos Depois – que psicografava. Para melhor compreensão do que escrevia, inconscientemente. Tudo indica que Dante Alighieri conheceu em desdobramento a região trevosa por ele descrita em A Divina Comédia.

Há informações de que o Poeta de Florença, em verdade, descreveu o Umbral, chamado por ele de Inferno, termo usado pelas religiões tradicionais. O Espírito André Luiz, pseudônimo de médico sanitarista carioca, trouxe descrição impressionante do Umbral, no livro Nosso Lar, psicografado pelo Chico Xavier. Ao deixar o mundo físico, André Luiz passou algum tempo na área umbralina, objeto de cenas muito bem apanhadas no filme baseado na obra em referência. Onde o corpo físico não vai, o corpo espiritual vai, tranquilamente. Certa vez, André Luiz levou o Chico em estado de desdobramento para conhecer os quadros lamentáveis vividos por espíritos mergulhados no ódio, no rancor, no egoísmo. Todos eles vivendo no Umbral, mas não eternamente.

Conheço o Mário Brasil Antunes Gomes desde a infância na Rua Marechal Floriano, vizinhos que éramos lado a lado. Aposentado da Polícia Civil, o Mário é pessoa idônea, digna de crédito. Numa dessas noites frias, chuvosas, do inverno santo-angelense, o Mário viveu, mais uma vez, a experiência incrível de um desdobramento. Enquanto o corpo físico usufruía de sono profundo, reparador, o corpo espiritual do Mário foi conduzido em desdobramento por espíritos amigos a uma reunião mediúnica no outro lado da vida. Tudo igual a uma sessão mediúnica terrena, tudo muito nítido, segundo ele. Em volta da mesa, muitos participantes. Ambiente impregnado por silêncio respeitoso, com intensas emanações de paz. Em transe mediúnico, o Mário disse então as seguintes palavras, gravadas em sua mente:

– Aqui estamos reunidos em paz, onde não há preconceitos nem hierarquias. Passamos por experiências distintas. Tivemos nossas famílias e amigos, os quais ainda não esquecemos, em razão dos vínculos de convivência carnal. Agora somos livres para pensar e agir, pois a energia do pensamento não sucumbe com a morte. Essa liberdade nos une espiritualmente dentro de uma sintonia de vibrações positivas. Estas palavras iniciais servem para reforçar a nossa mútua confiança, abrindo caminho para novas missões. A vida não para e segue vencendo a morte. Mesmo porque a morte é uma simples passagem libertadora de corpos carnais.

Conhecedor da Doutrina Espírita, o Mário também já participou de sessões mediúnicas no plano físico. O depoimento dele é de alguém, pois, que sabe do que está falando. E vale, com certeza, para o aprendizado inicial de eventuais pesquisadores sobre tema de tamanha importância.

A FRASE DO CHICO XAVIER – destacada por Sola Wasiluk – Ao falar, devemos cuidar para que nossas palavras sejam melhores que nosso silêncio.