Zé Pilintra & Padre Ceolin

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O Luiz Nicola me fala que é católico e adepto da Doutrina Espírita. E convive em perfeita harmonia com as duas. Ele tem muita experiência na área espiritualista, sem discriminação de qualquer espécie, a vida dele tem sido recheada de acontecimentos insólitos, alguns até inacreditáveis. Sem medo de zombarias, seja de quem for, ele me traz mais um dos tantos episódios vivenciados por ele:

– Em março de 1981, tive encontro aqui em Santo Ângelo com uma senhora de São Leopoldo, que incorporava o espírito conhecido como Zé Pilintra. Por quase uma hora, dialoguei com o Zé, mais ouvi do que perguntei. Lembro-me de uma resposta que muito me chamou a atenção. Ele me falou que em breve tudo mudaria no Brasil, nosso presidente (Collor) seria cassado, o vice assumiria, como de fato aconteceu. Sobre outro assunto que então me preocupava, o espírito comentou que eu havia sofrido as consequências de uma revolução porque assim optara quando estava na vida espiritual.

Disse mais que “via” em décadas próximas pessoas nas ruas, desequilibradas emocionalmente, gritando, saqueando, matando e sendo mortas. Então fez uma pausa, olhou-me e disse realmente não saber o que seria: talvez uma nova revolução, insurreição ou convulsão social. Preocupado com o que ouvia, pedi instruções sobre como agir se esses acontecimentos funestos viessem a ocorrer. Zé Pilintra me deu as instruções de como fazer e de como não fazer. Mas, acrescentou ele, o Pai Celestial está no comando de tudo e Ele pode mudar tudo. Jamais acreditei que a última previsão do Zé Pilintra se confirmasse. Mas…

Há poucos dias voltou para o plano espiritual o padre Ceolin, aos 83 anos de idade, em hospital de Passo Fundo. Várias vezes eu presenciei funerais conduzidos por ele. Sempre pedindo que o falecido fosse levado pelos anjos ao paraíso. Bem fiel à convicção dele, é claro. Pouco antes de abandonar o corpo físico, o padre Ceolin reuniu forças e ditou suas últimas palavras, anotadas por outro sacerdote, palavras dignas de serem repetidas por todos nós, de qualquer crença religiosa ou sem nenhuma crença:

– Como é bonito morrer sem ódio e sem rancor, cercado de amor.

Ele falou também que “é bonito morrer cercado de amor como fui pelas queridas irmãs Carmelitas, padres Jacinto e Marcos, pelos funcionários da casa paroquial, pelos paroquianos que me conduziam ao hospital de Ijuí, pelos que me assistiam de dia e de noite no Hospital Santo Ângelo e na casa paroquial (Igreja da Sagrada Família)”.

Já com dificuldade, o padre Ceolin pronunciou as suas últimas palavras:

– É mais que bonito morrer cercado de tanto amor dos amados paroquianos que tanto oraram por mim.

O padre Ceolin tinha toda razão: ódio e rancor são inimigos íntimos, que precisamos eliminar com todo o empenho possível. Para melhorar a vida física e para chegar bem no outro lado da vida.
A FRASE DO CHICO XAVIER – destacada por Maria Terezinha Andres Machado – O Cristo não pediu muita coisa, não exigiu que as pessoas escalassem o Everest ou fizessem grandes sacrifícios.

Ele só pediu que nos amássemos uns aos outros.

PRA CABECEIRA DA CAMA – De Porto Alegre, o desembargador Carlos Cini Marchionatti manda bondosa mensagem sobre o que leu no meu recente livro de crônicas. Daqui, a amiga Lala Meneghetti conta por via eletrônica que gostou muito do livro.