Aproveite o tempo

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Nosso tempo na matéria é finito, teve um princípio e terá um fim. Como tudo nesse plano está sujeito ao desgaste das horas. Temos uma data de regresso embora não saibamos qual seja. Criatura alguma escapa da Lei que rege esse mundo. O tempo é precioso! Não importa em qual quadra da vida trilhemos, o tempo deve ser aproveitado ao máximo. Aproveitar o tempo não é cair na farra, afastar-se das responsabilidades e cair na gandaia. Aproveitar o tempo é escrever a sua história de luta, de privações, de conquistas, de dor e de alegria. É viver intensamente tendo por objetivo o crescimento interior, aquele que transcende à matéria e que forma o ser espiritual e inteligente.

Há duas provas acerbas que sujeitam o homem nesse plano, uma tão difícil quanto a outra: a riqueza e a pobreza. O rico normalmente esquece da responsabilidade que Deus lhe deu e invés de aproveitar o “empréstimo” auxiliando no progresso e na elevação de seus semelhantes, pensa em si, dá vazão ao egoísmo achando que é merecedor daquela situação e nunca terá contas a acertar. O pobre, pela carência de recursos, reclama e queixa-se à Divindade por seu triste destino. Nenhuma das duas situações é definitiva, mas tanto um como outro passam por ambas para serem testados em fraternidade, em moralidade, principalmente. O tempo de fartura e de carência são igualmente distribuídos e de acordo com a empregabilidade de ambos.

Se pensarmos astronomicamente, tendo uma pequena visão do que seja o universo, o que seja distância e tempo astronômico, como por exemplo ano-luz, nós entenderemos de outra forma o que seja tempo. Perceberemos o quanto insignificante é o espaço de uma vida material. Pensemos em planetas, em sóis e estrelas e, sem sairmos da Via-Láctea, nos surpreenderemos com o binômio espaço-tempo. O tempo pode ter a eternidade de um minuto e um minuto da eternidade. Tudo é relativo.

O tempo de espera é um tempo longo, angustiante, desgastante, muito embora seja composto das mesmas horas de outro tempo qualquer, absolutamente igual. O tempo da felicidade é veloz, passa num átimo, nos surpreendendo quando constatamos a sua medida percorrida. Já passou? – nos questionamos incrédulos. O tempo é relativo, é uma medida essencialmente humana. Relógios, cronômetros e calendários são essenciais no plano físico, no plano físico apenas.

A maior frustração da criatura é quando percebe que o tempo é findo… aí vem o desespero! A vontade desesperada de voltar e fazer diferente. Nesse momento supremo quando encontramos o tempo final, aí nos acordamos para a realidade, para verdades que sabíamos, mas desconsideramos por achar que ainda havia tempo para consertar, para rever, para reescrever nossa história. Tudo o que é material têm princípio, meio e fim. E o tempo que rege esses princípios, é inexorável!

Aproveite o seu tempo! Faça coisas que seu coração aprove. Ele é sábio e te dirá lá na consciência caso esteja empregando erroneamente o teu tempo. Ame, desculpe, auxilie, perdoe! Marque outros corações com a tua presença, imprima no calendário de outras pessoas a tua passagem em suas vidas. Que elas tenham por você um pensamento positivo do tempo que viveram e conviveram. Somos portadores de um relógio que bate em nós e por nós as horas difíceis da construção de nossa felicidade.

Há um tempo para amar e outro para sofrer. Há tempo da felicidade e tempo de decepção. Essas alterações comportamentais fazem parte do viver e do mundo que estamos estagiando, um planeta de provas e expiações. Um mundo prestes a dar um salto de qualidade junto à humanidade renovada, selecionada pelas atitudes positivas da vida.

Lembro do passado… quando o sino badalava no campanário do pequeno burgo, da mísera aldeia… O sino nos dava, além da hora, os sinais importantes do viver. Conforme o repicar, chamava para a missa, para a festa, para o enterro, para a invasão de forças poderosas e inimigas, nos assinalando o iminente fim.
Aproveitemos o tempo! Vivamos a oportunidade de estar aqui e agora. Agradeçamos pelo privilégio de percorrer agora, a longa, difícil, mas construtiva estrada do viver.