Guerra e paz

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O presente artigo não está fazendo referência ao romance com o título acima, de Leon Tolstói, e sim, traçando um comparativo do atual momento no planeta onde o bem e o mal batem-se ferrenhos. A Sociedade estertora com a presença massiva do mal, brotando como cogumelos ao sol, após rápida chuva de verão. Essa corrente destruidora, virulenta, que se faz presente hoje entre os homens, é praga mundial, em todo canto, explode! A intolerância religiosa, opiniática… O descaso à velhice, o abuso à infância, às minorias…

Em tudo há razões e motivos para o mal se manifestar. Nada se manifesta sem um objetivo oculto, velado, sem a sua razão de ser. Ao sentir-se desalojado, retirado à força por suas próprias escolhas, manifesta-se em desespero. Sabe que suas horas estão contadas. Não que vá acabar-se, mas manifestar-se-á obrigatoriamente em outras paragens. O portal fecha-se para ele, e incapacitado de viver no bem, usa de seu poder destruidor, em desatino.

Quando o mal estava seguro de sua permanência no Planeta não havia necessidade de mostrar-se tão acintosamente quanto presencia hoje. Cito um filme, recentemente em cartaz, no cinema: O mal se tornou global, com Milla Javovich. É como um quadro que pinta o momento espiritual pelo qual passamos. É o desespero! A hora última da permanência. O despejo do orbe já foi determinado. Eis porque o crime grassa, as atrocidades, o ódio, a xenofobia… O desespero de quem não importou em semear boas sementes. Navegantes desatentos, desorganizados, imprevidentes, esqueceram de preparar um bote, de usar coletes ou boias salva-vidas.

Hoje, a paisagem, o panorama, assusta!

Absolutamente, não devem preocupar-se as pessoas comprometidas e laboriosas. Aquelas que entendem que “a semeadura é livre, porém, a colheita é obrigatória”. Isso tudo de agora é apenas pó passageiro que o vento da mudança levanta. Logo, logo, benéfica chuva purificará os ares e a normalidade retornará. E melhor, sem a presença dos baderneiros de plantão. Sem a presença do vírus da discórdia e da insatisfação. Logo, o sol mostrará outras tonalidades, e as estrelas oferecerão outras luzes.

A Sociedade, em todos os quadrantes, levanta-se aflita! Não sabe porque mas está agitada, insatisfeita, temerosa. Move-se com as mudanças. O fogo toma conta das cidades. Os tempos se sucedem em suas ordens e objetivos, fazendo com que todos se posicionem. Não há mais como ficar em cima do muro. O muro cai! Ou fica-se de um lado ou do outro! Sair da zona de conforto mexe com brios, desperta sentimentos, os mais desconexos. A hora da mudança dá-se para uns e outros. O grande Transatlântico, ou melhor, a grande nave Transespacial, soçobra, permitindo a cada um se posicionar para enfrentar o mar. Para alguns o mar representa mudança, prosperidade, fartura, novos horizontes… Para outros, só desespero. E todos recolhem o seu devido obrar.

O bem é, incontestavelmente, maioria; mas, tímido, esconde-se calado. Eis que virá a lume e mudará todo esse estado de coisas.

Toda mudança traz sua carga de sofrimentos. A mudança agora é profunda, visceral.

Vivemos uma época de ouro, espiritualmente falando, onde as oportunidades de crescimento, de conhecimento e de ascensão estão dimensionadas, altamente potencializadas. Eis momento impar para ser aproveitado, uma existência incomparável para somar, para se elevar da matéria.

O planeta Terra dará o salto junto com a humanidade renovada. Passa de planeta de Provas e Expiações para planeta de Regeneração, onde o bem, finalmente dominará. O habitante melhorado receberá uma casa renovada. O mal ainda estará presente mas não com a intensidade de agora, e seu poder será minimizado. Felizes os habitantes dos próximos séculos. Bem-vindas às crianças da Nova Era que já chegam. Bem-vindos outros cidadães do espaço, de alguma forma ligados ao destino desse planeta.

“Uma mudança tão radical quanto a que se elabora, não pode se cumprir sem comoção; há luta inevitável entre ideias. Desse conflito nascerão forçosamente perturbações temporárias, até que o terreno seja diluído e o equilíbrio restabelecido. Será, pois, dessa luta das ideias que surgirão os graves acontecimentos anunciados, e não cataclismos, ou catástrofes puramente materiais. Os cataclismos gerais eram a consequência do estado de formação da Terra; hoje não são as entranhas do globo que se agitam, são as da Humanidade.” Item7. Cap.XVIII. A Gênese . Allan Kardec.