Nas profundezas do espaço

0
130

Uma das mais fascinantes aventuras é a do conhecimento, especificamente, da consciência do cosmos. Há bem pouco tempo somente os cientistas tinham o privilégio de conhecer o espaço, de estudar astronomia, de se utilizarem de meios técnicos para prospecção do universo… então, desconhecido e intrigantemente desafiador. Hoje, com o advento da Internet, qualquer cidadão pode se assenhorar de informações astronômicas em suas próprias casas e acessar fotos impressionantes de galáxias, estrelas, constelações… O conhecimento está acessível para todos. É só olharmos lá fora, para a imensidão sem fim, para conscientizar-nos de duas coisas básicas: A nossa pequenez… a nossa insignificância nesse contexto; e a suprema glória dos mundos e astros a rodarem silenciosamente nos espaços sem fim.

Creio inadmissível, nos dias atuais, um ser humano viver longos anos na Terra e desconhecer – com toda a oferta de fotos, filmes e documentários – a realidade do espaço, a posição singela que ocupamos em um braço quase exterior da Via-Láctea, nos subúrbios da grande cidade de luz. Ao conhecer, temos consciência da realidade de nossa humilde morada, a Terra, hoje amparados pela excelente tecnologia disponível e popularizada. Planetários, telescópios em terra e em órbita, estações orbitais… a nos apresentarem uma visão fantástica. É impossível não emocionar! É impossível não conceder o mérito a um Ser Criador acima de qualquer dúvida. Um Arquiteto único, inconcebível de classificá-lo, quer por sua magnificência, quer por nossa insignificância de tecer conceitos e entendimentos. Um Pai, um Deus que emociona por suas obras. Obras que nos escapam ao entendimento mas, sabemos sermos, igualmente, uma de suas principais criações.

O telescópio espacial Hubble, desde abril de 1990, apresenta a um ser humano, boquiaberto, a insofismável realidade do espetáculo das estrelas. A foto da galáxia do Sombreiro, a M 104, distante 28 milhões de anos-luz* é considerada a melhor foto do telescópio. Depois, a nebulosa da Formiga, a 4500 anos-luz; a nebulosa do Esquimal, a 5000 anos-luz; a nebulosa Olho de Gato; a nebulosa do Cisne, a 5500 anos-luz; a nebulosa do Anel; a Órion, enfim… uma viagem.

As palavras nos faltam quando nossos olhos contemplam esses monumentos de luz e cor. Em seu interior observamos processos de formação de jovens estrelas criadas entre formidáveis emissões gasosas. Quando sentires que teus problemas são enormes, crendo mesmo, insolúveis, contempla os astros… Perceba que já estão cientificamente descobertos, centenas de planetas. Mundos iguais ao nosso, rodando presos a um sol, mesmo a sóis binários. Humanidades dispersas na imensidão das distâncias que, um dia, serão descobertas e socializadas com o homem terreno.

Carl Sagan popularizou o conhecimento científico com uma obra documental magnífica, a série para TV, chamada: Cosmos. Da mesma forma, Stephen Hawking, mesmo tetraplégico, portador de rara doença degenerativa, é físico inglês que abriu janelas para maior conhecimento do espaço, tipo os buracos negros, resolvendo significativos enigmas. Ele afirma que a simbiose entre o orgânico e a máquina acontecera em breve. Esses e tantos outros cientistas deram a sua preciosa contribuição para que o conhecimento dessa magnífica realidade se tornasse acessível ao homem comum.

Assim como o micro-mundo, o macro-mundo fascina por seus encantos. A cada dia nos deslumbramos com as realidades espaciais, espetáculo quase inconcebível ao nosso pequeno entendimento dos processos do existir e de ser. Sabemos que o amanhã nos reserva gratos descobrimentos, emocionantes confirmações de realidades que ora, nos escapam. O universo é um espetáculo para o homem, entregue na medida que desperta para as grandes verdades da vida.

O universo está em plena expansão. Mundos e mundos a se criarem diariamente em um obrar incessante e profícuo. Os mundos não são apenas físicos, mas, também, moradas espirituais. Como dizia o Mestre: “Na casa de meu Pai, há muitas moradas”.

– Hoje à noite, olhe as estrelas! Contemple o teu futuro e as novas moradias que algum dia te acolherão.

*Ano-luz é unidade de distância, sendo que a luz viaja a 300 mil km/segundo.