Adeus

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Sua fachada não é nem sombra do passado esplendoroso. Os grandes bailes, o som da valsa, do rock, iê-iê-iê, samba, bolero, são apenas lembranças.

Anos atrás soube das suas dívidas consideráveis. A utilização da sede era restritíssima com a transferência das atividades à sede campestre.

Integrante de diretorias e do Conselho do 28 de Maio, anos passados, lamentei o anunciado leilão da sede social da Rua 3 de Outubro.

 

Adeus II

Na metade dos anos 1960, quando foi adquirida área vizinha, até a esquina da Rua Marechal Floriano, Eloy Pedrazza, Alceu Berwanger, José Pedrazza e eu, entre outros, sonhávamos uma vida mais longa e próspera à entidade.

Imaginávamos a construção de complexo formado por edifícios de apartamentos, lojas comerciais e escritórios, que garantiria a restauração e manteria a sede!

 

Adeus III

Décadas depois, o patrimônio será levado à hasta pública. Não sei o que levou o tradicional clube a essa situação.

Alguém, certamente, poderá explicar os motivos que levarão à venda o local que embalou os sonhos de várias gerações.

 

Malala

Na terça (15), quando arrematava a coluna, pensei o que escrever sobre o Dia do Professor.

Lembrei-me de Malala Yousafai, que desde os 12 anos desafia a cruel milícia Talibã, tentando estudar. Na vila onde nasceu esse direito é apenas dos homens. Mulheres devem cozinhar, casar, ter filhos…

Quando tinha 15 anos, milicianos a feriram na cabeça e sobreviveu. Foi para Londres fugindo dos que a impediam de lutar pelo direito de estudar.

Recebeu dias atrás o prêmio Sakharov do Parlamento Europeu e esteve próxima de ganhar o Nobel da Paz.

Sua cruzada é pelo direito do acesso de meninas à educação, no Afeganistão e Paquistão.

Pensei: Malala, sua luta e coragem são emblemáticas e apropriadas a contextualizar a data!

 

Digressões

Não precisa ser sociólogo ou cientista político para concluir que desde 1964 – tirando os anos em que os militares governaram –, dois presidentes se tornaram referenciais, apesar de eventuais desvios de conduta praticados nos mandatos: FHC e Lula da Silva.

Inicio esta digressão lembrando episódio envolvendo o último presidente eleito indiretamente. Em curto intervalo aquele homem discreto tornou-se esperança e desilusão.

Eleito em 15 de janeiro de 1985, Tancredo Neves, horas antes da posse era operado no hospital de Base de Brasília. Ao final de um mês de agonia e várias cirurgias, morria no dia 21 de abril.

Incrédulo, o povo foi às ruas.

José Sarney, vice-presidente, governou por 5 anos, sem ser a salvação do país.

 

Digressões II

O vácuo de um líder natural continuou com a eleição de Fernando Collor. Ao bravatear que tinha apenas um tiro para matar a inflação, o ‘caçador de marajás’, outra vez levou os brasileiros à falsa ilusão de terem elegido o homem certo. Um ano mais tarde a inflação subiu e o Brasil teve de recorrer ao FMI.

Para apurar acusações de corrupção de membros de sua equipe, foi aberta CPI. As investigações levaram ao seu impeachment, evitado por sua renúncia, tendo seus direitos suspensos até o ano 2000.

Ascensão à presidência do vice, Itamar Franco, leva ao governo alguém com visão voltada aos endêmicos problemas econômicos. Com ele se iniciam – sem pirotecnias – o combate à inflação e fortalecimento da moeda.

 

Digressões III

Quando Fernando Henrique Cardoso foi eleito, praticamente havia um caminho a seguir: continuar e ampliar o que de bom havia herdado de Itamar, introduzindo novas formulações para melhorar a economia, indústria, infraestrutura, saúde, os empregos, salários, itens essenciais.

No fim dos seus dois governos, deixava a impressão de ter passado pela presidência alguém interessado em governar em bases modernas, visando o crescimento de setores cruciais.

 

Digressões IV
Cheia de interrogações, a primeira eleição do ex-metalúrgico Lula da Silva acabou levando o país à continuidade de parte do programa de FHC, com a ampliação de vários programas gestados nos governos tucanos na área social, geração de mais empregos e combate à inflação.

As administrações Lula da Silva e de FHC são aquelas mais próximas do ideal de governar.

 

Digressões V

Com Dilma Rousseff, quase nada de novo aconteceu. Não há diferencial para melhor. Falta infraestrutura e, apesar de combatida, inflação continua. O PIB não passará de 2,5% neste ano, o pior entre os países emergentes, resultando no encolhimento de áreas vitais (como a indústria), sem esquecer problemas na saúde, educação e no saneamento básico. Outra preocupação é a divida interna, atualmente superior a 2 trilhões de reais!

 

Digressões VI

Finalizando este rápido passeio, apesar da proximidade de nova campanha, conclui-se haver tempo para o governo cumprir suas metas, sem dilações.

E que vença alguém capaz de levar o Brasil a avançar, mediante moderno projeto de governo, sem desvio do dinheiro público e descarado clientelismo.

 

Diversas

Secretário de Cultura, Mario Simon, comunicando estarem abertas inscrições ao concurso ‘Poema no Ônibus’, até 30 de novembro. Objetiva divulgar talentos e proporcionar ao usuário do transporte público o contato com poesias e poemas. Concurso tem abrangência nacional e internacional.

******Saída do medico Cláudio da Luz do PP na mesma. Sabe-se, dirigentes do partido trabalham para ele reconsiderar. Sua posição à coluna: “Minha decisão está posta. Não retiro nada dela”.

******Mesa da Câmara acatou decisão do TCU de cortar supersalários de servidores. Economia será de R$ 70 milhões anuais. Também serão devolvidos R$ 300 milhões pagos a mais.

******Depredação, no Dia do Professor, na frente da residência do prefeito Fortunati, em endereço errado. Quem maltrata o professor: o Estado, ou o Município? Ou a manifestação teria outra motivação? Mereceram críticas a pouca presteza da BM e a lhaneza dos seus comandantes!