Associação

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Em 2003, convidado por Adroaldo Loureiro, participei do grupo que, após sucessivas reuniões, fundou a Associação dos Santo-angelenses em Porto Alegre.

Fundação ocorreu na quarta-feira, 1º de outubro de 2003.

Participaram, Adroaldo Loureiro, Ademar Stocker, Arnoni Lotermann, Benjamin Meneghetti, Carlos Marchionatti, Cristiane Ribeiro, Dirce Pippi, Ernesto Ferreira, Ethiane Severo, Fábio Medeiros, Fernanda Ritter, Glaci Loureiro, Jorge Tonetto, José Alcebíades de Oliveira Jr., João Paiva, José Caetano, Mauro Azeredo, Marcos Meneghetti, Orestes de Andrade, Paulo Rebelato, Pedro Belmonte, Rudy Kother e Sandra Viñas.

Apolítica, apartidária, objetivava congregar aos santo-angelenses, natos ou ‘adotados’, vivendo na Capital e região metropolitana. Nesses quase 10 anos, cumpriu suas finalidades.

Para voltar a proporcionar os grandes encontros, jantares (sempre com número superior a 500 participantes), seu idealizador, conselheiro do TCE, Adroaldo Loureiro, os ex-presidentes Mauro Azeredo e Jesus Severo e eu nos encontramos na semana passada tratando, preliminarmente, da festa dos 10 anos.

 

Papa

Jorge Mario Bergoglio, o Papa Francisco, continua surpreendendo.

Surpreende pelo desapego. Continua andando a pé, conversa com peregrinos, os abençoa, beija crianças e por último – como São Francisco de Assis – conquistou as pombas brancas que, entre santos e profetas, pintam a paisagem Vaticana.

Esteve na TV, nas redes sociais, a ave pousando sobre o braço do Pontífice, enfiado as pequenas garras na túnica alva que o envolvia e dali se negava a sair. Apenas com a intervenção dos seguranças foi espantada, mas continuou voejando próxima dele.

Ele assistiu a tudo, mantendo seu largo e aprovador sorriso. É um bom homem, um Papa singular, esperança ao mundo cristão sobre o que ainda pode reservar de boas surpresas.

Franciscano, coloca-se cada vez mais distante da pompa, do ouro, da prata, dos adornos e costumes da Igreja. Nasce uma Igreja estreitamente ligada aos humildes e pobres. Está no Vaticano alguém moldado na simplicidade, nunca na Igreja da Idade Média.

Poderá ser o São Francisco de Assis desta época e praticar o que Deus ensinou ao Santo: “Renuncie a solidão, cômoda demais, vai de aldeia em aldeia e prega!”.

 

Bolsa

Boatos (considerados por Dilma criminosos e desumanos) sobre encerramento do Bolsa Família causaram transtornos à Caixa, levando beneficiários a invadir agências. Saques foram de aproximadamente 150 milhões de reais.

Existem hipóteses, entre elas motivação politica.

Serviria a quem? Ao governo que estaria dando um tiro no pé? À oposição, sabendo que se chegar ao Governo terá de mantê-lo? Apressar seu fim?

Continuo considerando o programa um paliativo caro, beneficiando 13 milhões de pessoas, consumindo mensalmente mais de 2 bilhões de reais do Orçamento, sem erradicar os problemas-alvo.

Mas, como ignorá-lo? Viu-se o ensaio da convulsão que seu término poderá provocar…

Resta investigar, com rigorismo e melhorar, efetivamente, com emprego, saúde e educação.

 

Cenair

Recente postagem de Jânio Bones, no FB, me fez recordar Cenair Maicá, falecido precocemente, aos 43 anos, em janeiro de 1989. Foi um precursor, deixando excelentes composições, evocando à terra guaranítico-missioneira.

O conhecia superficialmente, até que em 1967, com Noel Guarani foi gravar músicas para um disco, no salão do 28, aproveitando sua acústica. Acompanhei todo o trabalho.

Daí em diante nos aproximamos.

Certa manhã de 1979 seu violão desapareceu do interior do carro. Procurou-me na Rádio Sepé. Fizemos o apelo no Aldeia Global e, horas depois, o violão foi devolvido.

Derradeiro encontro foi em 1987, durante seu show, em Gravataí, na Expo-Vale promoção da rádio que Roberto Rammê e eu dirigíamos.

 

Transporte

Apedido das empresas transportadoras de passageiros solicitando a renúncia fiscal de alguns impostos soou intimidatório!

Desde março, quando a Justiça reduziu a tarifa, de R$ 3,05 para R$ 2,85, alegam prejuízo de 20 milhões.

Independente da tarifa, transporte coletivo da Capital não atende satisfatoriamente ao usuário.

EPTC, por exemplo, vem aplicando sucessivas multas diárias por atrasos dos coletivos. Em 30 dias foram quinhentas!

 

Teatrinho

Recente votação da MP dos Portos demonstrou que o Executivo carece de sensibilidade política; a base do Governo não se entende e a oposição é contrária, mesmo em temas de interesse nacional.

Mostrou, fundamentalmente, não haver nada melhor do que um dia depois do outro, para aferir partidos, ideologias e pessoas.

A situação, para quem a palavra privatização soava como blasfêmia, parece ter entronizado a desestatização no altar dos seus cultos. A oposição de hoje, outrora empurrada pelos ventos neoliberais privatizantes, foi contrária, usando artifícios para evitar a votação e aprovação da MP.

Prevaleceu o bom senso na votação ‘a toque de caixa’, da Medida Provisória, uma demasia ao gosto do Governo que a prefere ao Projeto de Lei.

Poderia ter passado sem teatrinho, em que os atores mal ensaiados, encenaram uma peça mambembe diante de uma plateia preocupada com seus representantes no Planalto, Senado e na Câmara.

Consola que, daqui em diante, setor portuário não será mais passível de negociatas políticas e se modernizará com investimentos privados.

 

Barbosa

A propósito, presidente do STF, Joaquim Barbosa, disse aquilo que a população sente, mas não possui meios para verbalizar: os partidos brasileiros são de mentirinha.

Acrescentaria: poucos seguem uma ideologia. Atrelamento ao Executivo é visível.

Discute-se a forma como Barbosa escancarou a opinião.

Teria faltado respeito à liturgia dos cargos?

 

Ser missioneiro

Advogado Edson Muniz Castanho participa da série:

“Ser Missioneiro é nascer marcado de glória, de cultura e história.

É um estado de espírito, é ter coragem, garra e fé.

É ser um Gaúcho diferenciado pela maneira especial de ser da gente desta terra vermelha, sentimento forjado com o sangue e suor dos homens e mulheres que povoaram essas plagas. Ser Missioneiro é o orgulho de dizer que esta ‘Terra Tem Dono’ e fazer retumbar, através dos tempos, a sua herança.”.

 

Reflexão de fim de semana

“Nascer, morrer, renascer ainda e progredir sem cessar, tal é a lei” (Allan Kardec).