Baderna

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O Sete de Setembro, comemorativo aos 191 do Brasil Independente foi marcado – além das mostras de civismo e patriotismo – pelas repetitivas e sem noção manifestações de baderneiros e ‘Black-blocks’, estrangeirismo definidor dos arruaceiros mascarados.
Os tumultos e confrontos, no Dia da Pátria, com policiais em Porto Alegre, São Paulo, Rio e Brasília, demonstram que estamos longe do fim dessas badernas.

Em nome do que?

Depois das grandes manifestações e reivindicações de junho, protesta-se por protestar, aparentemente, embora a existência de bandeiras de conhecidos partidos políticos.

Baderna II

Há algo mais em jogo do que as simples badernas e quebra-quebras.

Talvez o uso das máscaras possa fazer com que se chegue mais próximos de saber com quem se lida.

Os mascarados denotam uma certeza: de cara limpa não teriam coragem.

Contrariamente, sem usar máscaras, agricultores da região de Erechim atearam fogo em um boneco representando a presidenta Dilma, descontentes com a política governamental para o setor.

Acaciano

Não têm sido poucas as vezes que utilizo o nome do Conselheiro Acácio e o termo acaciano, ao pretender ironizar, caricaturar ou dar uma conotação de coisa falsa.

Quiseram saber: por que o uso?

A primeira coisa que me veio à cabeça, enquanto tentava explicar, é que somos todos acacianos. Uns mais, outros menos, laboramos sobre o óbvio, como o personagem de ‘O Primo Basílio’, de Eça de Queirós.

Foi em uma campanha política que usei pela primeira vez o termo.

Campanha dura, mostramos que o candidato adversário era useiro e vezeiro de frases elaboradas, de convencionalidades e mediocridades, comuns a certos políticos. Um Conselheiro Acácio…

Acaciano II

Ano após ano, continuamos (jornalistas, políticos, advogados, literatos), citando o personagem menor de uma grande obra da literatura portuguesa, quando lidamos com frases feitas.

Embora secundário, o que seria do primo Basílio sem o Conselheiro Acácio, suas citações, seus chavões, suas encantadoras frases vazias?

Neste sentido, jornalistas, políticos, advogados e literatos mudaram pouco do século XIX para o XXI.

“Sem desdoiro a essas nobres categorias” – como diria o Conselheiro Acácio.

Patrimônio

As controvérsias estabelecidas sobre o tombamento de imóveis em Santo Ângelo não parecem ser motivo para levar os a favor e contras à troca de desaforos, muito menos às vias-de-fato.

O tombamento não é definitivo. Por conseguinte, pode ser modificado, melhorado e possibilitar a que os atuais prejudicados possam exercer seus direitos legais sobre os imóveis.

As 116 cruzes chamaram a atenção para o caso.

Aparentemente sem solução a não ser inumar os imóveis ou os direitos de seus donos, não é bem assim.

Patrimônio II

Quem é proprietário de imóvel, com razão, quer vender, alugar, reformar, modificar, utilizar.

Quem defende a preservação do patrimônio da história e cultura da cidade, também tem razão.

Nesse caso para evitar controvérsia, polêmica, erro de avaliação, seria bom que houvesse clareza no que é, efetivamente, prédio de interesse histórico-cultural e tombá-lo. Os demais, mesmo antigos, mas que não se enquadram na classificação estariam livres para ser negociados, transformados ou mesmo demolidos.

Patrimônio III

Legislação específica e esclarecedora está em falta. Somente assim as áreas provisoriamente tombadas no Centro Histórico, principalmente, poderiam ser preservadas ou não.

Seria hora da formulação de regras, em consonância com os interesses dos proprietários e do IPHAE.

Preservar, sim, mas com transparência e bom-senso! Vale o mesmo aos que desejam o inverso.

Feira

Mudança de local da IV Feira do Livro de Santo Ângelo, da praça para o Centro de Cultura, virou tema de discussão, aberta e velada.
Em local fechado, mudança tem vantagens, como não parar, chova ou faça sol.

Até aqui, exemplo seguido era o de Porto Alegre, onde estamos acostumados a circular por entre os livros, autores, editores e leitores, ao ar livre.

Não há impedimento, nem aqui, nem em Santo Ângelo, que aconteça noutro lugar. Penso que o importante é a sua continuidade e qualidade das obras expostas.

Feira vai ser realizada no período de 3 a 6 do próximo mês.

Feira II

Pretendo visitá-la, abraçando aos autores como Augusto Nardes, que lança livro com uma retrospectiva histórica da família Ribeiro Nardes.

Saga inicia com a chegada de seu trisavô às missões, o tropeiro Pedro Ribeiro Nardes, no ano de 1840.

“Os tropeiros lutaram para formar o Rio Grande do Sul sobre as patas de seus cavalos e lanças nas mãos. Se não o tivessem feito, talvez hoje não existisse a cultura Gaúcha, nem o Estado”, recorda.

Professores

Protesto da segunda (9), na frente da casa de Tarso Genro, pode ter sido o último ato desta greve dos professores.

As demandas, todavia, devem ser analisadas com cuidado e atentando aos prejuízos à educação gaúcha, nesses recorrentes enfrentamentos entre governo e CPERS.

Como os royalties do petróleo devem ser canalizados para a educação e a saúde pode ter chegado a hora de se resolver essas pendengas entre os professores e o governo.

Não pode mais é continuar como está. A cada ano, o governo afirma que não pode pagar e o magistério paralisa, com todos os generalizados prejuízos.

Antigo, já deveria ter sido solucionado na totalidade.

Marqueteira

Dilma não se emenda. Aproveitou o desfile de Sete de Setembro para discursar.

Não sobre a Independência do Brasil, mas para enaltecer seu governo que, segundo ela, avanços do último trimestre.

Ou seja, aproveitou para fazer campanha política fora de hora e prazo legais.

Pedágios

Quem diria, tem gente sentindo saudade dos pedágios.

Buraqueira depois que o Estado extinguiu a cobrança, aumenta em todas as rodovias, federais ou estaduais.