Bolsa Família

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Lembram-se dos boatos, considerados pela presidenta criminosos e desumanos, sobre o encerramento do Bolsa Família? 

Resultado imediato foram os transtornos à Caixa, levando beneficiários a invadir agências, com saques de R$ 150 milhões.

Agora leva pensadores, estudiosos e políticos a diagnosticar as verdades e lendas que cercam o programa.

Primeira constatação: não é novo, migra do governo de FHC – com outro nome e mais abrangente. Outra: antes que se resolvam os problemas da educação, saúde pública e emprego, não pode ser descartado.

Não é mais um programa da administração Dilma, mas de Governo, que repaginado, aparadas arestas, terá que ser mantido, mesmo sendo considerado um paliativo caro, beneficiando 13 milhões e 500 mil pessoas, consumindo mensalmente mais de 2 bilhões de reais do Orçamento.

Entretanto, ignorá-lo é impossível.

Pela boataria e pelos desencontros da Caixa, semanas atrás, foi ensaiada a convulsão que seu término poderá provocar!

Mesmo com as armadilhas, fraudes, seu eventual uso indevido (como os nomes duplos em que os beneficiários recebiam duas vezes) terá de ser mantido, vigiado, evitando-se sua utilização escusa, especialmente eleitoreira.

É isso ou oferecer, imediatamente, mais emprego, educação e saúde.

 

Comparações

Alguém disse que as manifestações e confrontos com a polícia, em várias capitais brasileiras, como em Porto Alegre, se parecem com 1968.

Aquele ano, no mundo todo, foi de rebeliões juvenis.

No Brasil contra o regime, acabando no AI-5; nos Estados Unidos a Guerra do Vietnã e na França pela imaginação no poder.

Hoje há criminosos fichados alguns vindos de outros estados, infiltrados nos movimentos sociais.

Aproveitando-se do direito de livre manifestação, misturam-se assaltantes, punguistas, drogados, que promovem quebra-quebras e utilizam molotovs, especialmente contra o patrimônio público.

Os verdadeiros manifestantes cobram ações sobre as altas tarifas de ônibus, demarcações de terras indígenas, falta de teto, custos excessivos dos estádios, superfaturados, acrescidos dos gastos da Copa, corrupção, violência, insegurança, inflação, as Olimpíadas, os impostos escorchantes e os altíssimos gastos em viagens e hospedagens da Presidência da República.

Na abertura da Copa das Confederações e em alguns dias seguintes, foram protagonizadas cenas de guerra.

Antes do jogo Brasil x Japão, sessenta mil torcedores vaiaram, estrepitosa e demoradamente, Dilma Rousseff, que declarou mais tarde não estar intimidada com elas.

Aproveitando os olhos do mundo sobre nós, o grito das ruas se faz ouvir! Ele protesta contra tudo de errado que existe no país!

A pergunta é: haverá perigo de convulsão social?

 

TSE

Gera preocupação entre dirigentes partidários – evidentemente não ligados à situação –, nomeação de dois ex-advogdos integrados na campanha de 2010 ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Luciana Lóssio foi a primeira, depois o advogado Ademar Gonzaga, ambos da campanha de Dilma Rousseff. Ainda que as nomeações tenham sido por competência jurídica há o temor na hora de julgarem futuras campanhas.

Gonzaga atuará no julgamento dos pedidos de respostas de candidatos nos programas de rádio e TV.

 

CPI

Há quem não pareça afetado pelos sérios problemas da telefonia móvel da Capital.

Incrivelmente, entre esses os componentes da CPI da Câmara de Vereadores formada para discutir o problema. No dia de Santo Antônio a sessão foi cancelada por falta de quórum. As justificativas não convenceram.

Por que esses vereadores aceitaram participar?

Sabe-se que o lobby das operadoras é forte, mas não da forma que impeçam o assunto de ser colocado em discussão.

Com a diáspora dos vereadores, alguns reconhecidos pelo trabalho combativo e corajoso, fica impressão que algo mais sério existe, não apenas os recorrentes problemas de falta de atenção das operadoras, das ligações não conseguidas ou interrompidas.

 

Constituinte

Ex-governador Germano Rigotto pregando a realização de uma Constituinte Exclusiva para tratar das reformas tributária, política e do Pacto Federativo.

Teria a duração de um ano e livre de ingerências politicas.

É torcer a que Rigotto consiga sensibilizar federações e instituições, alcançando seu intento.

Não será fácil!

 

Posses

Dois amigos da coluna empossados em cargos da administração gaúcha.

Cajar Ribeiro Nardes como secretário substituto do Planejamento e Leoveral Gölzer no Conselho de Cultura do RS.

Parabéns.

Sucesso a ambos!

 

Música

Enquanto escrevo, na manhã de domingo, ouço a dupla formada por Frank Sinatra e Luciano Pavarotti interpretando ‘My Way’ no programa de Rogerio Mendelski, na Guaíba.

Quem gosta de clássicos populares, garimpe e ouça-a.

Trata-se de um espetacular momento musical.

 

Ser missioneiro

Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, ex-prefeito e deputado, Adroaldo Mousquer Loureiro e seu depoimento: “Para mim, acima de ser uma condição de natureza geográfica, ser missioneiro é uma condição de alma, anímica.

E cada um pode ter a sua interpretação pessoal desta condição. Temos uma identidade própria, que nos faz diferentes.

É motivo de orgulho termos nascido nesta querência sagrada, palco de acontecimentos marcantes na história da humanidade.

Aqui índios e religiosos jesuítas protagonizaram uma das páginas mas ricas da história da civilização. A experiência missioneira das Reduções, democrática, socialista, cooperativa foi reconhecida por grandes pensadores como Voltaire e Montesquieu como o “triunfo da humanidade”.

Somos herdeiros de Sepé. Antônio Sepp, Diogo Hazze, os pioneiros. E depois os imigrantes europeus chegaram para fazer a miscigenação atual da nossa raça.

A civilização do Rio Grande começou pelas Missões. Jaime Caetano Braun escreveu:

‘Neste imenso território

Que foi o laboratório

Do Gaúcho e do Brasil.’

Têm grande valor, aqueles que mantêm viva esta história através da música, da poesia e das artes, como os chamados troncos missioneiros – Cenair Maicá, Noel Guarani, Jaime Caetano Braun e o Pedro Ortaça, que está firme na luta.

Quando deputado aprovei na Assembleia Legislativa um Projeto de Lei instituindo a semana missioneira, que tem se realizado todos os anos, visando manter viva a chama desta rica história que faz orgulharmo-nos de ‘ser missioneiro’”.