Chávez

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Centralizador, autoritário, intervencionista. 

Assim Chávez era visto por adversários, dentro e fora da Venezuela.

Também era polêmico, falastrão, especialmente no relacionamento de amor e ódio com os norte-americanos, aos quais estava atrelado economicamente.

Animado pelo sucesso do seu golpe em 1992 quando depôs Carlos Andres Perez sob o pretexto de debelar a crise econômica, praticava tudo excessivamente.

Anos depois veio a certeza de que implantara uma ditadura, mesmo para quem o idolatrava.

Para manter o poder, mudou a Constituição.

Atacou o analfabetismo, assim como a saúde, trocando médicos cubanos por petróleo, sempre enaltecido por seus defensores.

Em 2010 sua vitória nas eleições, por maioria simples, foi considerada derrota.

Dois anos depois com a eleição do vice, Nicolas Maduro, sinalizava o fim próximo.

Estava tomado pelo câncer que o matou na terça (5), sem assumir novo mandato.

Futuro político-econômico da Venezuela é incerto.

Há problemas como a degradação do transporte público.

Dependente de exportações terá que se valer de parceiros importantes como o Brasil.

A censura é tangível.

Maduro não possui o seu carisma.

Futuro do Chavismo está em aberto…

 

Não

Na manhã de segunda (4), liguei ao prefeito Valdir Andres perguntando o resultado da sua proposta de trazer o Partido dos Trabalhadores à base aliada.

“O PT decidiu neste momento, não integrar o governo” – me respondeu perto do meio-dia.

Rejeição a que o partido participasse da base aliada, tem aspectos a serem observados.

Não foi inédito, pois PT e PP estão coligados no Estado e fora dele; insere-se no desejo de Andres em fazer um governo de união partidária; não parece ser um cooptação, um ato de aniquilamento da oposição, mas uma coligação ampla, possibilitando a que a administração enfrente com mais tranquilidade os problemas municipais.

Penso que foi perdida uma chance de composição administrativo-partidária, em beneficio coletivo.

Não obstante o fracasso da tentativa, Andres continuará levando seu governo, seus propósitos de união, progresso.

Ficaria mais fácil com a participação (não entendo como adesão filosófica ou fisiológica) do PT, suas lideranças e cabeças pensantes na administração do município.

Seria uma convergência de esforços, um trabalho pluripartidário, em beneficio do coletivo!

 

Papa gaúcho

Jornais ‘La Stampa’ e ‘ll Messaggero’ publicaram reportagens dando conta de que cardeais italianos articulam a candidatura de um latino-americano.

Cresceria a possibilidade do gaúcho de Cerro Largo, Dom Odilo Scherer ser eleito no próximo conclave, com os italianos garantindo a Secretaria de Estado do Vaticano.

Perfil do religioso por sua descendência alemã facilitaria a escolha.

Não é a primeira vez que um gaúcho é cotado.

Cardeal Dom Aloisio Lorscheider, primeiro bispo de Santo Ângelo, foi votado no conclave que elegeu João Paulo II. Fato foi recentemente lembrado pelo Cardeal Arcebispo Emérito, Dom Paulo Evaristo Arndt.

 

Abono

Semana passada escrevi sobre as desditas do PM, ferido no assalto a uma joalheira em Cotiporã.

Pois o governador Tarso Genro assinou decreto instituindo abono a ser pago durante a licença médica do brigadiano, retroativo a 1º-12-2012.

Mais: a partir de agora funcionários, nessas condições, da BM, PC, Susepe e IGP serão beneficiados com ele.

É isso!

 

Otimista

Guido Mantega continua incorrigível. Anualmente otimiza o fraco desempenho do PIB nacional.

– Ano que vem será melhor – repete o ministro da Fazenda, a cada índice mirrado!

Para ele, culpa dos 0,9% foi da crise internacional…

 

Royalties

Na discussão em torno do veto presidencial à distribuição dos royalties do petróleo, ouvi do autor do projeto, Ibsen Pinheiro: “De cada 10 poços que são prospectados, em apenas um há petróleo”.

Como os custos do fracasso das 9 tentativas são rateados entre os brasileiros, nada seria mais justo do que distribuir o resultado do sucesso!

 

Pressa

Recebi de Silvano Saragoso: “Na pressa do dia-a-dia agitado formatei mal frase publicada em sua prestigiada e inteligente coluna no Jornal das Missões. Solicito ao amigo que publique a frase no sentido que pretendi dar ao texto.

Falando sobre quem eram missioneiros – gente, índios, brancos que não faziam parte das reduções, sequer eram facilmente recebidos nas Missões… – foi no sentido de afirmar que missioneiros eram apenas os reduzidos”.

 

Ser missioneiro

Continuando os depoimentos, é a vez do advogado Paulo Joel Bender Leal.

“Provocado pelo Pedro Belmonte a responder se ser missioneiro é um estado de alma, uma civilização ou e apenas residir na histórica região, atrevo-me a responder afirmando que ser missioneiro é tudo isso.

O missioneiro é legatário da história de pessoas que habitam a região e que, por serem diferentes, clamam para serem conhecidas. Um povo que se relaciona com o mundo com base no respeito à natureza. Que fundamenta a existência de Deus não apenas na vida do homem, mas em todas as vidas da terra.

O verdadeiro missioneiro é, então, um estado da alma humana evoluída a um mundo de sentidos, de integração, de reconhecimento de que divino está presente na terra, nas plantas, nos rios e os demais seres de um planeta, que nos tem como breves passageiros.

Mas ser missioneiro hoje é, antes de qualquer coisa, ser guerreiro em defesa da história dessa região que mais uma vez encontra-se ameaçada pela cobiça dos que, assim como já fizeram com os espíritos Karaís e a história guaranítica, sepultarão também as reminiscências do centro histórico, na argamassa dos arranha-céus e da ganância imobiliária”.