Estorvo

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‘Um estorvo’.

Assim Bernardo Boldrini era considerado pela madrasta, pelo pai, decretando sua morte.

Tudo indica, pai e madrasta objetivavam se apossar da herança deixada pela mãe. Por isso, eliminaram a barreira que os separava do herdado.

Médico e enfermeira nutriam ódio pelo menino, às vezes contido, noutras escancarado.

Para eles, Bernardo Boldrini era apenas um cifrão, que somente poderia gerar benefícios se eliminado.

O eliminaram, fria e calculadamente. Com ajuda profissional, tentaram repartir as culpas e quem se livraria das malhas da lei.

Só não contavam com uma incansável e diligente delegada de jeito simples, emotiva, mas que sabe onde pisa e faz e uma promotora que poderia ter ido cumprir sua missão noutra Comarca, mas permaneceu até o fim.

Pior, desprezaram a indignação popular.

 

Eleições

Esta eleição é diferente da passada.

Até homologação, Dilma está pré-candidata. Tudo bem não fosse a sombra de Lula da Silva. Impasse entre criador e criatura não parece problema maior.

Momento difere da eleição passada num pormenor: a oposição se mostra mais articulada e a situação não tem os trunfos daquela.

 

Eleições II

Dilma não é Lula da Silva; euforia do ‘pré-sal’ diminuiu; Conselho e executivos da Petrobras jogaram bilhões de dólares numa sucata texana; empresa despencou de sua posição no ranking mundial, valendo metade do seu valor; inflação dispara, economia estagnou, divida interna é estratosférica, PAC emperrou e Dilma, sem meias-palavras, culpa administração anterior pelos problemas atuais.

Tropeços e metas descumpridas fizeram com que despencasse sua popularidade e as chances de vencer no primeiro turno.

 

Eleições III

Maior que a indecisão no nome, será arcar com os problemas e encontrar soluções.

Cantilena de que a Petrobras seria vendida não será usada, como em 2010.

Contrariamente, hoje ela favorece ao discurso oposicionista. Gestão é problemática, inclusive caloteando repasse de royalties aos municípios produtores.

Todo esse largo tempo no poder causou desgastes, brigas, ciúmes e dissensões entre os parceiros.

 

Vergonha

Para presidente do TCU, João Augusto Nardes, Brasil passará vergonha na Copa. Comentou que devido a obras inacabadas muitas cidades receberão mal aos visitantes.

Criticou a cultura do jeitinho dos governantes e disse que o Brasil precisa aprender a planejar. “Temos que avançar mais na governança”, pregou.

Espera que os problemas não se repitam nas Olimpíadas.

 

Desgraça

Lula da Silva afirmou que Dilma será reeleita para “desgraça das elites”.

Quais as elites: a contra ou a favor do PT?

Parte da elite brasileira bajula o governo e se dá bem.

PT tem uma paixão antiga pelas elites, queria ser elite. Mas, como ficaria seu discurso dirigido aos pobres?

Nada mais dúbio que o ex-presidente decretar a desgraça das elites caso Dilma vença.

 

Santo-angelenses

Cajar Onésimo Ribeiro Nardes, médico veterinário e político, prestou seu depoimento à ‘Santo-angelenses’. Alguns trechos:

“Como todos sabem, aqui na nossa cidade, nasci em uma família de produtores rurais. Sou o irmão mais novo de seis filhos. Por ser o caçula, confesso que sempre fui muito protegido por todos. Hoje, cada um de nós escolheu o seu caminho e construiu suas famílias. Casei com Janine e por um desses acasos do destino acabamos indo residir em Brasília, onde levamos uma vida tranquila. Fizemos essa escolha em função de eu ter atuado durante quase cinco anos no Ministério dos Transportes.”

 

Santo-angelenses II

“Comecei minha vida trabalhando como médico veterinário em Santo Ângelo e região. Em 2004, fui para o Mato Grosso, onde estava meu irmão, José Nardes, em Primavera do Leste, para trabalhar no meio rural. Depois de três meses de muito trabalho e dedicação fui surpreendido pelo governador do Mato Grosso, Blairo Maggi, com o convite para ser assessor na Secretaria de Meio Ambiente. Ali, encontrei uma grande oportunidade de crescer e ser reconhecido, tanto como profissional, assim como um homem responsável que queria fazer política e ajudar a criar políticas públicas que visassem o fortalecimento das cadeias produtivas e a defesa do meio ambiente”.

 

Santo-angelenses III

“Com determinação e muito trabalho fui convidado para ser secretário de Meio Ambiente, em 2007, cargo que exerci até 2008. Em 2013, assumi o cargo de secretário adjunto de Planejamento, Gestão e Participação Cidadã do RS. Voltei para minha terra com a certeza que poderia contribuir para o crescimento do RS. Tenho a convicção que a batalha foi dura e que os resultados passaram a fazer parte da realidade e da vida de cada gaúcho e gaúcha. Na área da política acredito que temos que renovar e acreditar que podemos fazer mais, sonhar e realizar.”.

 

Diversas

Bombeiros continuam uma instituição respeitada. Comprova postagem na rede da psicóloga Ana Paula Peres Lopes, indignada com não atendimento do Samu. Somente com a intervenção deles conseguiu levar sua mãe ao hospital.

*****Geovani Gisler informando que cidades históricas ganharão apoio da Embratur para promoverem atrações. Fundação dos Municípios das Missões esteve no órgão, confirmando participação. São Miguel ganhará vídeo institucional e material de divulgação.

*****Agradecimento aos que solicitam exemplares de meu livro. Milton Walter, há 27 anos em Dourados (MS), informa-se das coisas da terra pelo Jornal das Missões, pela coluna de Oscar Pinto Jung e pela minha, conforme escreveu.

*****Conjugação de fatores tirou da disputa ao Senado o ex-governador Germano Rigotto. Justificativas são diversas, demonstrando o que de mais nefasto existe nos porões dos partidos. Lasier Martins agradece.

*****Mesmo tardio, meu pesar pela morte dias atrás do amigo, como eu colorado, Newton Furtado Fabricio. Aos 86 anos saiu da vida deixando realizações na vida familiar, social e profissional. Solidariedade aos familiares.