Getúlio

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Terça-feira, 24 de agosto de 1954. Em hora incerta, no início da manhã, o presidente Getúlio Dornelles Vargas colocava um fim na sua vida com um tiro de revólver calibre 32, na altura do coração.
Quando cheguei ao colégio das irmãs, Sagrado Coração de Jesus, em São Borja, onde estudava, as aulas estavam suspensas.
Morrera o ilustre filho da terra.

Ao ser empossado em 31 de janeiro de 1951, confidenciou a amigos a certeza de sua eleição. “Mas sei também que, pela segunda vez, não chegarei ao fim de meu governo” – vaticinou.
Getúlio foi oportunista, para uns, realista para outros.

Pouco importa. Verdade é que mudou para sempre a história do Brasil.

Suas iniciativas mais audaciosas surgiram nos tumultuados últimos anos de sua vida pública, entre 1951 e 1954.

Instituiu uma nova lei de remessa de lucros para o exterior, criou a Petrobras e a Eletrobrás, suscitando interrogações e provocando a fúria dos inimigos.

Getúlio II

Os deslizes e as deformações políticas de que Vargas se tornou responsável, em longos anos no poder, não podem ser apagados. Igualmente, não se pode esquecer, nem deturpar, suas contribuições positivas e qualidades espontâneas. Ressalte-se sua coragem pessoal e seu enorme amor pelo Brasil. Sobretudo foi um líder determinado, habilidoso, carismático e discreto.

Mesmo sendo homem do campo (quase um senhor feudal), essa condição não o impediu de transformar o Brasil. De um país rural, atrasado e oligárquico nasceu uma nação urbana, com garantias legais aos trabalhadores das cidades, rumando à industrialização.
Considerado o pai dos pobres, teve posta em dúvida essa paternidade e a ideia do trabalhismo. Entretanto, os fatos afastaram as dúvidas.

Aplaudido ou contestado, Getúlio foi figura dominante no processo de evolução da politica nacional. Tinha uma compreensão extraordinária do País e do futuro, possibilitando-lhe conduzi-lo por tanto tempo.
Queiram ou não, o estadista Getúlio Vargas, 59 anos depois de morto, continua incomparável.

Raridade

Ser desonesto é moda. Quando o contrário acontece, vira notícia.
O que fez um menino de 12 anos chamado Lucas Rosa, marca ponto favorável ao bem nessa batalha envolvendo as forças da luz e da escuridão.

Garoto humilde encontrou uma carteira contendo 1.500 reais e contrariando as estatísticas, devolveu à dona, uma senhora de 74 anos.

Tinha tudo para ficar com o dinheiro. Ninguém ficaria sabendo. A não ser sua consciência.

Ganhou notícia na imprensa e um aparelho de videogame como prêmio por sua honestidade. Não que deva ser recompensada, mas porque os tempos são sombrios e carentes desses exemplos.

Como ser honrado, digno, decente é raro, merece ser premiado.

Milagres

Os três santos missioneiros, padres Roque Gonzales, Afonso Rodrigues e João de Castilho, canonizados por milagres de cura de câncer, voltam à evidência.

Informa o advogado e historiador, Jose Roberto de Oliveira, que pelo reconhecimento das curas, romeiros de todo o país e países vizinhos, tem acorrido ao Santuário de Caaró, buscando as águas consideradas milagrosas.

“As Missões começam a criar coragem de falar dos milagres que vêm acontecendo no Santuário. Pessoas têm vindo para agradecer as curas registradas” – exulta Roberto.

Memorial

Tombamento, pela Secretaria da Cultura, do ‘Memorial Coluna Prestes’, repercutindo.

A ‘Coluna Prestes’ – ou ‘A Grande Marcha’, como também é conhecida – transcorrida entre 1925-1927, partiu de Santo Ângelo, liderada por Luiz Carlos Prestes.

Nascida no bojo do movimento tenentista foi motivada pela insatisfação de gaúchos e paulistas com a República Velha.

Zamboni

Recebi generoso e-mail do grande (como cidadão e no tamanho) Hilmar Zamboni, trazendo emoção e reminiscências. Seu vozeirão marcou época na Sepé. Em sua homenagem e aos citados por ele, transcrevo.

“Boa tarde Pedro, meu professor no rádio! Que bons tempos aqueles idos de 1979/1984. Que saudades do microfone. Tenho lido frequentemente, ‘online’, a sua coluna, do professor Dr. Oscar Pinto Jung e do grande mestre professor Mario Simon, no Jornal das Missões.

Já estou residindo há 22 anos na bela cidade de Dois Irmãos, no pé da serra, entre Porto Alegre e Nova Petrópolis, onde estou estabelecido com escritório de advocacia aplicando os ensinamentos obtidos na nossa grande FADISA.

Zamboni II

Falo seguidamente com o Orestes. Mas tenho muita saudade de todos. Karlinski, Botega, Jairo, Antônio Paulo (hoje mora em Gramado), Luimar, e você Pedro, com quem aprendi muito.
Lembro-me seguidamente dos companheiros Isaac e Juarez que já estão no oriente eterno.

Que tempo bom aquele Pedro.

Um grande abraço a todos e desculpem-me aqueles que, eventualmente, tenha me esquecido.

Falo seguido aqui em Dois Irmãos, Pedro, que se o mundo terminasse amanhã e me fosse dada oportunidade de escolher uma cidade para viver no último dia da minha vida, seria Santo Ângelo. Um grande abraço. Vou terminar aqui porque senão esse texto simples, mas tomado de emoção, irá virar um jornal.”.

Diversas

Vereador Paulo Azeredo apresentou projeto na Câmara de Vereadores, sugerindo ao Executivo instituir lar a pessoas com deficiência. Acolheria clientela específica, auxiliando a pais ou responsáveis.

*****Morte de idoso, na terça-feira, 20, sem atendimento, escancarou má educação, rispidez, prepotência, desinteresse pela vida humana. Diálogo do médico do SAMU da Capital com repórter, colocado no ar, revela o que acontece diariamente. Segue-se inquérito administrativo. Animadora entrada do MP no caso.

*****Ministro Gilberto Carvalho anunciou que investigações dos cartéis e superfaturamentos atingirão todos os estados com punição dos culpados, “Doa a quem doer”. Especialistas reconhecem as dificuldades para punir aos envolvidos, apesar do avanço da legislação e dos meios de investigação.

*****Tarso Genro autoconcedeu nota seis ao seu governo. Antes concordara ser regular. Regular é metade ruim, metade boa. Seis seriam 60% de aprovação. Fico com regular. Em Caxias do Sul, garantiu: “Vamos ganhar a eleição”. Será preciso melhorar os índices de aprovação.