JM, 34 anos

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Gosto de levar mensagens a Garcia. Em 1984 foi assim. O então vereador e diretor do Jornal das Missões, Adroaldo Mousquer Loureiro me convidou a ser seu Editor. Naqueles dias iria completar o primeiro ano de atividade. Nada melhor do que  ajudar a apagar a primeira velinha do jornal nascido dos ideais  dele, da mulher Neiva Debacco Loureiro e do sogro Marcelino Debacco, de oferecer um novo meio  de informação e formação de opinião a Santo Ângelo. A redação  transpirava democracia e nela vivenciei intensos e produtivos momentos, de junho a dezembro daquele ano. Retornaria em 1987 para mais um  período.  Na primeira passagem, reparti experiências com Isac Feijó e Clovis Kuntz.  Vi nascer um profissional hoje reconhecido,  Fernando Gomes. Na retaguarda gráfica  o experiente Heron Filiero. Era uma estrutura enxuta, abrigada na sede inicial do jornal,  a chamada esquina da informação, formada pelas Avenidas Brasil e Getúlio Vargas.

JM, 34 anos II
Vinte anos antes, ali havia iniciado minhas atividades profissionais, mas do outro lado, no numero 523 da Avenida Brasil, sede da legendaria Radio Santo Ângelo. Os equipamentos de editoração gráfica eram dos primórdios do sistema offset. Páginas compostas em maquinas ‘Composer’, montadas sobre papel vegetal. Títulos de página e cabeças de matérias, montados tipograficamente, xerocados, recortados e colados nas páginas,  impressas em maquina plana manual. Uma mistura de métodos antigos e o alvorecer do sistema de digitalização. Editorialmente, além de grandes reportagens,  entrevistas e matérias institucionais, o jornal era aberto à opinião publica, mesmo eventualmente não  compartilhando com sua linha filosófica-editorial. O hebdomadário cobria o município, da zona urbana ao interior.  Hoje com circulação trissemanal, nesses quase 34 anos o Jornal das Missões se consolidou como  veiculo, sem perder suas raízes e diretrizes, grafadas em editorial, naquele 15 de junho de 1983, evoluindo sempre, ao lado do leitor e dos seus anunciantes.

Interrogatório
Ainda o interrogatório de Lula da Silva. Foram cinco horas. Na sessão conduzida pelo juiz Sérgio Moro,  ele negou  ser dono do Tríplex do Guarujá e atribuiu o interesse do imóvel a sua falecida mulher Marisa Leticia. Disse não saber nada das propinas e se considerou um perseguido. Petista  é réu em cinco processos. Foi a primeira vez que falou. Alegou que a mulher morta em fevereiro, não fechou negocio por não gostar de praia. Confirmou intenção  de ser candidato em 2018  e se disse ‘vitima de uma caçada politica’. Não  faltou tumulto dos advogados de defesa. Consideram que as respostas  o livram das acusações.

Interrogatório II
Tentativa de culpar a mulher falecida pegou mal dentro e fora da sala de audiência. Como no interrogatório ninguém precisa fazer prova contra si, foi o esperado.  Defesa utilizou demasiadamente argumentos políticos e poucos jurídicos. Não passou despercebida a arrogância do réu. Tudo que foi dito, passou aos autos. Ex-presidente esqueceu que em boca fechada não entra mosca.  Conforme pesquisa na internet, maioria dos brasileiros acha que o tríplex pertence a Lula da Silva. Outra consequência do interrogatório é que policiais federais pretendem  processa-lo por denunciação caluniosa. Restam  mais  4 interrogatórios.

Tsunami em Brasília
Um tsunami se abateu sobre a politica brasileira na noite de quarta-feira (17). Presidente Michel Temer teria sido gravado avalizando a compra do silencio do ex-deputado, Eduardo Cunha. Os chefões da JBS, irmãos Joesley e Wesley Batista  teriam entregado material correspondente ao ministro relator da Lava-jato, Edson Fachin, em delação premiada até então sem homologação. Ainda teriam sido citados Aécio Neves, pedindo R$ 2 milhões e Guido Mantega, como sendo seu contato no PT.  A pergunta é: será suficiente para a queda de Temer? É provável depois de muitas démarches legais, culminando com  processo de impeachment cujo desdobramento é conhecido do eleitor brasileiro. No caso não impossível de ao fim e ao cabo ele cair, haverá eleição em 30 dias. Na mesma noite Temer largou nota negando todas as acusações

Cronistas
Na última festa da ACEG, no final do Gauchão, dentre  os homenageados meu primo-irmão João Carlos Calvano Belmonte e um ex-companheiro de atividade profissional, Orestes de Andrade. Tanto um como outro dignificam a profissão. João Carlos, que iniciou atividade em Uruguaiana, atuou na Difusora, Gaúcha e Guaíba. Foi repórter, cobriu varias copas do mundo e encerrou sua atividade como comentarista na Guaíba. Orestes, depois de vários prefixos interioranos, entre eles as rádios Santo Ângelo, Sepé e Progresso de Ijuí – nas duas últimas  trabalhamos juntos –, atua há anos na Guaíba. Narrador correto, criativo e experiente, é um dos melhores do Brasil.

HSA
Apesar do período de deficiências do atendimento das necessidades da saúde pública, no RS,  o Hospital Santo Ângelo passará por ampliação.  Prontamente, receberá verba de 460 mil reais,  destinada à construção de 58 novos leitos. Será  a primeira de três parcelas, totalizando  aproximadamente, 1 milhão e 300 mil reais. Informação ocorreu durante encontro, na Capital, entre o secretario João Gabardo, deputado Eduardo Loureiro, prefeito Jacques Barbosa e o presidente da Câmara, vereador Adolar Queiroz. Verba da Secretaria da Saude dará velocidade  à construção dos três pavimentos projetados  na ampliação. Construção qualificará  o atendimento do HSA, conforme o deputado Eduardo Loureiro. No inicio desta semana ele esteve reunido com o provedor do HSA, Odorico Almeida. Na pauta retomada da construção dos novos leitos. Também tratou do credenciamento do serviço de oncologia e liberação de recursos da consulta popular.

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