Livro

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Aproxima-se o lançamento de Crônica do Tempo II, durante sessão de autógrafo em dia, hora e local a ser anunciados. Aos que desejam saber um pouco de seu conteúdo, segue trecho de ‘Personagens que deixaram saudade’. Fico devendo a foto (estará no livro):
‘Circulou pela rede, provocando muitos cliques e compartilhamentos, fotografia feita na metade dos anos 1960, na granja do falecido empresário Alfredo Arno Andres, em São Borja, no seu aniversário. Nela são vistos Roque Auri Andres, filho do aniversariante, os convidados Nei Debacco (Neisão), Arnaldo Braatz, José Osmar Camargo de Souza (Fumanchu), Delcio Lucca, Luiz Carlos Aguirre Leite (Milk), Ivo João Schneider (o dono da foto) e o Ernani Jacu.’

Livro II
Foram figuras carimbadas naqueles pacatos anos. Amigos fiéis marcavam sempre presença nas festas de aniversário nos clubes e nas residências onde as chamadas reuniões dançantes eram realizadas para comemorar um aniversário, ou quando houvesse vontade, desde que o dono da casa fosse compreensivo e – como se dizia –, ‘inserido no contexto’. Bons tempos da ‘Cuba Libre’, do ‘Rum com guaraná’ e aos mais abastados, uísque a moda caubói ou ‘on the rock’. Cada um tinha uma historia particular. Eram ‘festeiros’, viviam a juventude em toda a sua plenitude. Talvez porque a maioria deles fosse viver pouco, atiravam-se sem pudor a curtir o que de bom esta viagem pode oferecer aos seus passageiros.

Livro III
Foram-se o Neisão, o Arnaldo, o Fumanchu, o Delcio e o Leite. Uns cedo, como Arnaldo e Neisão, outros como Fumanchu mais tarde e nos últimos anos Delcio e Leite, o ‘Milk’. De acordo com seus temperamentos deixaram estórias para a posteridade. Alguns tinham perspicácia, outros eram introspectivos, mas todos amaram a vida e dedicaram aos seus amigos e familiares o melhor que um ser humano pode proporcionar na sua passagem terrena. Não me deixam mentir o Roque Andres, há vários anos estabelecido em São Borja e o Ivo João Schneider, que foi funcionário da extinta Souza Cruz de Santo Ângelo, hoje morando na Capital. São testemunhas dessa parcela da vida comunitária santo-angelense e seus personagens inesquecíveis, nos clubes sociais, bares, restaurantes, em todos os lugares. ’

Tocha
Nada tão inócuo que recente discussãopor conta da visita da Tocha Olímpica. Tudo começa quando Lula da Silva eDilma Rousseff candidatam o país a sediar a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016. Ali, poderia ter sido discutido se tínhamos condições de sediar os dois eventos. Tirando a exorbitância dos gastos, eventuais malversações do dinheiro do contribuinte, por orainvestigados, os jogos são bem-vindos. A corrupção instalada no seu entorno deve ser deplorada e cobrada, colocar os corruptos na cadeia e, se possível,devolverrecursos desviados.O périplo nacional que a fogo olímpico realizou, saliente-se à custa do dinheiropúblico e privado,deve ser compreendido pela divulgação dos municípios. E se Santo Ângelo não estivesse na rota da Tocha Olímpica? Haveria quem cobrasse a incúria. Aplaudia distância o revezamento da chama olímpica por terras missioneiras.

Ceretta
Mais um amigo se despediu. Morreu Pedro Luiz Ceretta. Esse catuipense de Colônia das Almas chegou em 1971 a Santo Ângelo e a partir dai fez muito pelo setor empresarial da cidade,seu turismo esua hotelaria. Em 1978 inaugurou o Hotel Avenida que por sua infraestrutura ficou na liderança da atividade hoteleira por longos anos. Deixou sua marca em diversas ações comunitárias. Com Mario Simon, então Secretário de Turismo percorreu diversosestadosdivulgando o potencial turístico de Santo Ângelo e região. Como presidente da ACISA, liderou grupo de empresários e se integrou ao Poder Público,Câmara Municipal eJornal das Missões na campanha SOS Bombeiros, Comunidade Alerta. Foi Secretário de Indústria e Comercio em parte da administração Adroaldo Loureiro. Estava doente, desde 2008.

Poderes
O novo Presidente da Câmara de Vereadores, vereador Vando Ribeiro de Souza, acompanhado dos vereadores Pedro Pedrão e Diomar Lino Formenton, estiveramvisitandoao Prefeito, Valdir Andres. Visita foi de aproximação Legislativo-Executivo, objetivando agilizar demandas de interesse coletivo. Para o Presidente,é necessário manterum diálogo permanente entre os poderes. Bom para os munícipes!

Lotéricas
Quando as lotéricas começaram os serviços bancários, escrevi perguntando como ficaria sua segurança. Além das apostas, todos os serviços de banco caem nos caixas das pequenas e precariamente vigiadas lotéricas. Os assaltos são contínuos, causando prejuízos financeiros e colocando em riscos funcionários e clientes.  Como os efetivos policiais estão aquém das necessidades, sobra aos estabelecimentos mais esse ônus. 

Investimentos
Governador José Ivo Sartori assinou convênios que totalizam R$ 1,6 milhão para investimentos em abastecimento de agua e manutenção de estradas, para 16 comunidades interioranas.Sobre sua administração, ressaltou: “Antes de termos um quadro de normalidade dos serviços públicos, precisamos aprofundar as reformas do Estado, algumas das quais levarão anos para acontecer. Muitas dependem de nós, muitas da União. Mas todas dependem de uma nova cultura e de uma nova consciência politica. Ou o Estado brasileiro se volta para a maioria da população, ou ficará apenas refém do seu processo de retroalimentação.”
   
STF
Operação Lava-jato levantou algumas polemicas.Umaenvolve a atuação do egrégio Supremo Tribunal Federal, por serem os ministros nomeados pelo presidente que poderiampender para o lado do Governo. Isso estaria ocorrendo com parcela do atual Supremo? Até motivo de piada se tornou o STF. Circulou nasredes sociais foto com a prisão dum ladrãozinho de galinhas e botijões de gás. Na legenda exige, debochando: “Quero ser julgado no STF…”.