Manifestações

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A tomada das ruas nas capitais brasileiras e principais cidades do interior do país, por diversas vezes nos últimos dias, plasma uma certeza: após esse movimento de massa o Brasil não será o mesmo. 
A dúvida é se mudará para melhor. Parece que sim!
Todos buscaram a sua dignidade sempre posta em dúvida, o direito de indignar-se.
Povo foi às ruas para reclamar seus direitos de ter melhor educação, saúde, moradia, serviços públicos condizentes com o tamanho dos impostos, segurança, menos violência, de ir e vir sem ser assaltado, o fim da impunidade e a prisão dos condenados do mensalão.
Usou um pretexto próximo dele, que o incomodava: o alto preço das passagens de ônibus, conseguindo redução em várias capitais e cidades brasileiras e a possibilidade de conseguir o passe livre a determinadas categorias.
Principalmente, o povo pediu que os governantes o respeitasse, deixando um recado cristalino: não roubem, zelem pelo dinheiro público, gerado pelos estratosféricos impostos que lubrificam as engrenagens da faminta máquina governamental e empreguem-no para o bem coletivo.

Manifestações II
Negativa a infiltração, no meio do povo pacífico, de minorias criminosas, mercenários, encapuzados, saqueadores, baderneiros, arruaceiros, extremistas de esquerda e direita.
Aos partidos políticos, seus dirigentes, um recado meridiano: é preciso ter cuidado com o que dizem e fazem.
Verdade é que o futuro do país, do pleno emprego, da saúde abrangente, educação de qualidade, das rodovias trafegáveis, da segurança, de mais moradia, sem inflação, melhoria das politicas públicas, da economia forte, teria de passar por esse momento, que fez baixar o IBOPE da presidenta Dilma Rousseff.
Sua popularidade caiu dos 79% em março, para 71% em junho! No conceito bom-ótimo ao governo, foi pouco superior a minguados 38%!
Nem a ‘maré vermelha’, sugerida pelo marqueteiro João Santana aos dirigentes do PT, vingou.
Tampouco o primeiro discurso presidencial foi animador, muito ao feitio do Conselheiro Acácio. Trouxe promessas velhas, que já deviam estar concretizadas e depois repassadas ao seu pronunciamento de segunda, 24. Nesse propôs 5 pactos: Responsabilidade Fiscal, Reforma Politica, Saúde, Transporte Público e Educação.

Manifestações III
Com o mundo transformado em uma aldeia global, graças à internet, as promessas contidas nos pactos deverão ser reiteradas, cobradas e vigiadas!
Cabe ao Governo e Congresso providenciarem e implantarem, verdadeiramente, os pactos desenhados muitos, como a Reforma Política, sempre protelados. Se as intenções forem genuínas, não haverá necessidade de plebiscito e a instalação de uma mal explicada Constituinte Exclusiva. As ruas foram plebiscitárias. Qualquer coisa semelhante servirá apenas para desviar a atenção dos problemas maiores. Episódio mostrou na prática a forma atabalhoada como o Planalto trata de coisas sérias.
Ainda na senda do grito popular, foi votada na Câmara a destinação dos royalties do pré-sal. Dele 75% se destinarão à educação e 25% à saúde. Agora segue a análise do Senado.

Manifestações IV
Dentre os pactos acenados inicialmente, como se vivêssemos num ‘mar de rosas’, notou-se a ausência da segurança. O próprio Congresso prometeu tratar do assunto nos próximos 15 dias, sem recesso de julho.
Prefeitos também devem se apropriar das reivindicações apresentadas nas passeatas ocorridas no sábado (22), nas principais cidades gaúchas. Entre elas a segurança, educação, saúde, mobilidade urbana e o preço das tarifas dos ônibus.
Respeitar esses pleitos da rua, alguns constantes dos pactos, poderá apressar o final dos protestos.
Manifestações levaram o Congresso a trabalhar e o governo a encarar os desníveis sociais da nação.
Faz lembrar um dito popular: ”Nada como o perigo para acordar o borracho”…

MPL
Movimento Passe Livre, que esteve por trás das mobilizações e deflagrou os protestos em todo o país, se sabe um ‘Braço’ do PT. Receberia, através duma ONG, subvenções da Petrobrás, Ministério da Cultura e pode captar recursos da Lei Rouanet.
Com essa força e as costas esquentadas pelo Planalto não é estranhável o seu sucesso.
Por todos esses laços de união, não deve ser difícil que o Governo exija um ponto final às mobilizações, ao mesmo tempo em que tenta cumprir as promessas constantes dos 5 pactos.

PEC-37
Empurrada pelo eco das ruas, enfim a polêmica Proposta de Emenda Constitucional (PEC) foi votada e arquivada.
De autoria do deputado Lourival Mendes, visava alterar a Constituição indicando que a apuração de infrações seria função privativa das polícias Civil e Federal. Com isso impediria que o Ministério Público participasse das investigações.
Desde o início foi encarada como uma proposta de caráter corporativo, apresentada por um delegado de polícia aposentado, atualmente deputado pelo PT do B maranhense.
A PEC-37 concentraria o poder penal na polícia alijando o Ministério Público, menos suscetível às injunções políticas.
Agora é inumar a PEC-33!

Greve
Semana será de trabalho para a presidenta. Terá de dissuadir as centrais sindicais de deflagrarem greve geral no início de julho.
Partidos
Senador petista, Lindbergh Farias afirmando em alto e bom som que os partidos políticos não representam mais a população.
Senador foi presidente da UNE e um dos líderes dos caras-pintadas que ajudaram a defenestrar Fernando Collor.

Blog
Voltou à rede durante esse tempo de turbulências postagem informando que o Ministério Público Federal bloqueou bens do ex-presidente Lula da Silva.
Foi em 2011 e a notícia saiu no jornal português ‘Correio da Manhã’, em 2012. Acusação é de improbidade administrativa, por usar verbas públicas com intento de promoção pessoal.
Blogueiro se esqueceu de informar em que pé encontra-se o processo!

Ideia
Li postagem do empresário e publicitário Jeferson Teixeira nas redes sociais sobre as manifestações populares.
Segundo argumenta, dá para se fazer a Copa e atender aos problemas com a saúde, educação, segurança pública, infraestrutura, dentre tantos.
Concordo. Tudo se circunscreve à capacidade gerencial, recursos, não tirar de um em prejuízo dos outros.
Dúvida: gestor público estaria preparado?