Municípios

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Saúde, educação, agricultura, é base à vida cidadã.

A agricultura constitui-se no sustentáculo da economia, principalmente a familiar. Porém, continua sendo maltratada. Não fossem suas lideranças, avanços seriam poucos.

Quanto à saúde, há falta de hospitais, médicos e emergências fechadas.

A educação cumpre como pode seu papel, com baixos salários, evasão escolar e alguns prédios inadequados.

Embora as riquezas sejam geradas nos municípios, sobre os quais incidem os impostos, eles são abocanhados pela União. Repasses ficam aquém dos percentuais cabíveis, fragilizando serviços públicos.

Tentar compensar perdas ocorridas ao longo dos anos será um dos principais objetivos do novo presidente da Famurs, Valdir Andres.

Andres considera inconcebível o excesso de atribuições conferidas às prefeituras, sem a devida contrapartida do Estado e da União, prometendo dar continuidade à luta pelo Pacto Federativo para compensar as sucessivas perdas de receitas municipais.

 

Prisão

Envolta em brumas prisão do Tenente-coronel Florisvaldo Pereira, ex-comandante do 20º BPM.

Militar foi preso, acusado de receptar armas e munições. Faltaria um documento, na opinião da BM, julgado desnecessário pela defesa.

Para muitos, determinação do comandante-geral foi precipitada, expondo a instituição. Para outros é perseguição política.

Aguardemos!

 

Diversas

Previsões sombrias. Inflação maior, PIB menor em 2013.

***** Morreram Rui Mesquita e Roberto Civita. Aos seus detratores seriam ícones do golpismo. Aos que viam neles homens de visão, deixam lacuna. Considero Civita desbravador, seguindo o pai visionário.

***** Discussão sobre quais regimes, se aberto, semiaberto ou fechado podem resolver problemas setoriais, será inócua diante da falta de condições das cadeias gaúchas.

***** Na Capital faltariam 500 novas antenas para melhorar telefonia e tráfego de dados nas bandas largas.

***** Ausência de pardais, retirados há 30 meses, sob pretexto de mal regulados, seria um dos motivos ao crescimento dos acidentes na região metropolitana e interior.

 

Bolsa Família

Existem versões, sérias e não, como a publicada num blog.

Tudo teria começado com a veiculação de vídeo da campanha de 2002. Nele, candidato Lula da Silva acusava a oposição de distribuir tickets para comprar alimentos, condenando a população por ‘votar com o estômago, não com a cabeça’. Vídeo teria levado aos que o assistiram imaginá-lo recente. Programa estaria findando.

Sobraram críticas à oposição atual, imaginando-se o boato dela tivesse partido. Blog também publica críticas partidas da PF: ‘é uma oposição sem competência até para espalhar mentiras…’

Entretanto, matéria do jornal Folha de São Paulo parece mais próxima da verdade.

Sem avisar, a Caixa liberou saque de todos os benefícios totalizando 2 bilhões de reais, na sexta. Sábado foi iniciada corrida às agências, antes negada, mas finalmente confirmada pela instituição.

Aguardam-se maiores explicações, não apenas pedidos de desculpa.

Recordando: Dilma classificou ato como criminoso e desumano!

 

Ser missioneiro

Sobre o tema, advogado e pesquisador, José Roberto de Oliveira, escreve: “Há duas visões, que são resultado de processos milenares, históricos e que dicotomicamente nos constrói. Nunca se deve esquecer a data de 3 de maio de 1626, quando Roque Gonzales funda a primeira redução da primeira fase missioneira, primeiro contato não índio daquele período da Região e do Estado, toda nossa sociedade estava na Idade da Pedra Polida, ou seja, no Neolítico, não havia conhecimento algum de metais no território.

É o ser pós-neolítico que está na hegemonia do pensamento missioneiro, indígena, colaborativo da aldeia a que pertence e que aparece em momentos de grandes crises, como nas enchentes, ou quando há um sinistro. Um ser que precisa do espiritual, do seu pajé, da música, do mate, do ócio, do pescar, do caçar, da agricultura de subsistência. Cacique da sua aldeia pessoal que é a família: orgulhoso de não precisar se rebaixar para o patrão. Neste primeiro item está o nosso mundo ‘pelo duro’ e que se hegemonizou perante os imigrantes alemães, italianos, poloneses e de outras etnias que nos formam, diferente de outras regiões do estado em que a hegemonia foi dos imigrantes europeus. Perguntados estes sobre a perda de suas energias com relação ao desenvolvimento dizem que aqui nas Missões se ‘apeloduraram’. Todavia, um mundo que precisa de menos impacto sobre o meio, somos um bom modelo de sociedade equilibrada.

Este mesmo ser pós-neolítico é pouco colaborativo em coisas que precisem de geração de riquezas e empregos: nossos índices de capacidade humana e social para o desenvolvimento econômico e social são bem baixos, pois praticamente não somos empreendedores, a liderança para estes aspectos são frágeis; bem frágeis. Os níveis de confiança para a temática são pequenos, pois temos muito medo de que as pessoas venham a nos lograr e ainda nos interessamos muito pouco por negócios.

Quanto à educação, que é outro elemento fundamental para entender o índice que pesquisei, temos níveis de escolaridade muito baixos, chegando em alguns municípios a 20% de analfabetos e praticamente 80% de analfabetos funcionais (estes que se deres uma folha de ofício com um texto, até leem, mas não conseguem dizer do que se trata).

Estes números tão ruins não estão em todas as cidades, mas a grande maioria tem números que não condizem com as atuais ideias hegemônicas de necessidades de emprego e renda. Nossa educação é pouco empreendedora e produtiva, muito dos que formamos vão procurar alternativas fora da região, somos exportadores de jovens, remetemos diariamente nossa melhor força aos mercados produtores de Caxias do Sul, Bento, Farroupilha, Novo Hamburgo, Porto Alegre e outros locais dentro e fora do estado, exatamente de onde compramos produtos que consumimos por aqui.

O mais grave, parece, é que tudo isto não importa, não se deve falar sobre estas temáticas, pois elas não coadunam com a figura ideal de missioneiro que criamos”.