Pedro Belmonte

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No feriadão, de surpresa, meu irmão Ademar Belmonte Filho, o Tema, partiu aos páramos. Deixa a Sueli, a Roberta, o Ademar Neto e demais familiares. Obrigado aos que se manifestaram nas redes sociais e SMS. Nestes momentos, penso no que escreveu Emmanuel: ‘A morte física não é salto do desequilíbrio, é passo da evolução, simplesmente’****Asfaltamento de inúmeras ruas e acessos continua sendo ordenado pelo prefeito Eduardo Debacco Loureiro, sob os aplausos da população****Buenas Publicidade premiada pela campanha dos 40 anos da Unimed-Noroeste, categoria Top Sustentabilidade da ADVB/RS ****Sorteadas mais 424 moradias populares destinadas às famílias de baixa renda, em Santo Ângelo. Resulta de uma parceria entre governos municipal e federal.

Novo governo – Como será a futura administração santo-angelense? O que esperar do novo administrador? Quais seus projetos principais? Para obter respostas, ainda antes de o prefeito eleito Valdir Andres viajar à Europa, enderecei-lhe algumas perguntas.
No seu retorno me enviou as respostas.

Prioridades – Sobre a prioridade das prioridades, disse que pretende “promover uma reforma administrativa e um profundo corte de gastos, enxugando despesas e otimizando ações”.
No começo, introduzirá uma economia de guerra, pois diz ter lido na imprensa que “está ocorrendo uma queda muito grande de receitas federais e isso vai impactar o início da administração”.
Quanto ao secretariado revelou que “todo ele será conhecido na mesma data. Vou começar as conversações, junto com a vice-prefeita Nara Damião, a partir de primeiro de dezembro”. Adiantou que a única secretaria definida é a da Saúde, a ser comandada por alguém indicado pelo PMDB.

Coligações – Anunciou que irá promover reuniões com seu partido, o PP, com PMDB, PTB, PSDB e todos os demais partidos que fizeram parte da coligação vitoriosa. “Pretendo também ouvir entidades e pessoas apolíticas e técnicas de nossa cidade”, acrescentou.
Sobre o pretendido Governo de União, Andres confirma: “Sim, é verdade. Falei isso no primeiro debate que aconteceu no Iesa. Confirmo, agora, passada a eleição, que convidarei partidos que não estavam na nossa coligação para ajudarem Santo Ângelo. Pretendo formar uma ampla coligação que possa ajudar a melhor governar Santo Ângelo”.

União – Andres pretende governar ouvindo todos os segmentos da opinião pública de Santo Ângelo. “Será um governo de união da comunidade. Posso anunciar a formação do chamado Conselhão, no qual terão assento todas as entidades, lideranças representativas, sindicais e representações de bairros e do interior do município. Vamos prestigiar também os demais conselhos e todas as formas de manifestações comunitárias”, prometeu.

40 anos – Finalizando o contato com a coluna, Valdir Andres assegurou que a sua administração irá “preparar Santo Ângelo não para 4 anos, mas para 40 anos, com um olhar no imediato, mas com ações concretas que possam programar o nosso crescimento a médio e longo prazo. As políticas do novo governo serão todas com vistas ao futuro de Santo Ângelo. Não serei um imediatista, mas semearei para que futuras administrações possam colher. O planejamento eu reputo como uma das coisas mais importantes para o administrador e, por isso, pretendo focar no futuro as ações do governo”.

Insegurança – Recentes atentados em Santa Catarina confirmam crescimento de facções. Por tudo que vem acontecendo em São Paulo e antes no Rio, o RS pode ficar na rota do crime organizado.
Os gestores da segurança continuam sem apontar solução antecipando-se aos roubos a banco, explosões de caixas eletrônicos e outros crimes que amedrontam a população.

Metáfora – Outra vez fala-se em falta de efetivos. Igualmente falta logística, trabalho mais apurado de inteligência, saindo na frente da bandidagem, hoje fortemente armada, pilotando veículos velozes e instrumentais eletrônicos, vários conectados aos presídios.
Em vez de apontar caminhos de minoração da onda criminosa, ministro da Justiça, José Eduardo Cardoso, diz preferir morrer a ser internado em um dos presídios brasileiros. A metáfora não é improcedente, por conta das condições medievais dos presídios. Mas não serve de consolo ou solução.

Crime organizado – Dias atrás, defensoria pública do RS teve negado pedido de prisão domiciliar para inúmeros apenados. Tentativa, em nome da falta de vagas nos presídios, se aceita, colocaria nas ruas novo contingente de criminosos.
É meridiano, o crime organizado, as facções cariocas e paulistas, orquestram todos esses movimentos que intranquilizam os estados do sul e sudeste. Resta apurar as formas de combatê-lo, obstaculizando a migração, evitando que nasça!
Promotor aposentado e jornalista, Claudio Brito, dia desses, simplificou: “o Haiti é aqui”, pedindo que as tropas treinadas para a missão se envolvam garantindo a lei e a ordem.
Concordo!

Ética – Discutia-se numa roda heterogênea ética profissional, respeito às fontes, ao leitor, sem esquecer a fraterna convivência entre companheiros de trabalho. Ponto comum: a verdade é o ideal. Falseá-la, seria nefasto aos que lidam com produto de tamanha importância social. É necessário conter iras e que aborrecimentos diários (dentro ou fora das redações), não se reflitam na notícia, fazendo-a verter fel puro em cima do leitor.

Tapete – Na atividade, cruzei e cruzo com profissionais dentro e fora do arquetipo idealizado. ‘Puxada de tapete’, fofoquinhas, ‘queimadas’ sob a alegação de brincadeiras pueris, existem e azedam o ambiente de trabalho.
Ser comunicador, além de exigir preparo, equilíbrio e conhecimento, requer coleguismo, boa conviência e profissionalismo.
O falecido Raul Quevedo, membro da Comissão de Ética do Sindicato dos Jornalistas, escreveu: “Não creio que exista nada mais abstrato e mítico do que a propalada filosofia da ética. O que não nos impede, naturalmente, de continuar lutando por ela”.

Reflexão de fim de semana – “Eu não me envegonho de corrigir os meus erros e mudar de opinião, porque não me envergonho de raciocinar e aprender” (Herculano).