Pedro Belmonte

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Redistribuição dos royalties aprovada pelo Congresso, parcialmente vetada, adiou sonho de melhoria de orçamentos municipais. Estado passaria de 140 para 380 milhões de reais anuais. Santo Ângelo saltaria de R$ 300.000,00 para R$ 1.900.000,00. Riquezas minerais deveriam gerar benefícios coletivos. Veto será derrubado?****Após criticar a imprensa, sobre cobertura da Segurança, Governador anunciou concurso para 700 agentes civis, acenando com mais 500 PMs, na Capital, em 2013. Não é sem tempo. Na Capital faltam 2000. No Estado, 10.000 PMs****Rosemary Noronha, que encarapitou os irmãos Vieira, é bomba-relógio deixada por Lula da Silva, para estourar nesta administração. Secretária praticou tráfico de influência, pequenos e grandes golpes****Fiasco do PIB no trimestre é herança do governo anterior que não investiu na infraestrutura e qualificação de mão-de-obra****Médico e vereador, Paulo Azeredo, convidado a ocupar Secretaria da Saúde. Não teria aceitado por comprometido com seu consultório, Detran e Sindicato Médico*****Ufa, novembro passou. No rastro deixou-nos a saudade de parentes e amigos. Se foi o Tema, meu irmão. Também deixaram o plano terrestre os amigos Jocélia Ribas e João Ramão Rodrigues, há anos em Campinas, São Paulo.

Gestão – Realidade que aguarda aos novos prefeitos é diferente de anos passados.

Governantes das médias e grandes cidades gaúchas enfrentarão problemas novos e terão que gerenciá-los com poucos recursos se comparados com os múltiplos desafios.

 

Reformas – Gerenciamento de cidades vive de desafios.

Deve ser exercido por talentos, com recursos, projetos exequíveis que atraiam investimentos, gastando bem o dinheiro do contribuinte, enxugando pesadas e, às vezes, inoperantes máquinas públicas.

Incorporação de secretarias e CCs – sem escassear serviços – para gerar ou melhorar resultados, é medida de primeira hora, a bordo de ampla Reforma Administrativa.

 

DAER – Não sem razão, José Francisco Torma, recebeu nota zero de Beto Albuquerque. Descobriu-se, depois, ter viajado a expensas de uma empresa, à Suíça, por 10 dias.

Defenestrado do cargo de diretor geral do DAER prometeu processá-lo, acusando-o de ter feito viagem semelhante. Por conta disso, Albuquerque processará a Torma.

Esse departamento deveria resolver problemas. Entretanto, sua gestão é viciada, causando mais obstáculos que soluções.

Sobressaltos administrativos refletem-se na falta de obras e recuperação das estradas.

Barriga de Aluguel – Alugar barrigas tema de novela e filmes, imitado na vida real. Há dias o jornal Metro, da Capital, publicou matéria a respeito.

Preço da barriga varia de R$ 30.000,00 a R$ 150.000,00 podendo ser parcelado em 9 vezes, tempo da gestação.

Conselho Regional de Medicina é contrário à comercialização.

Penso que mesmo nos casos não comerciais, envolvidos deveriam considerar aspectos ético-legais.

Porém, a polêmica sempre existirá!

 

Desuso – No início dos anos 1980, Heitor Schmidt e eu colegas na rádio Progresso de Ijuí, ríamos das palavras empoladas.

Há dias postou no FB algumas delas, como amplexo (abraço) e edil (vereador).

Adiciono duas a que o radialista, ator de teatro e cinema, coloque na sua lista de palavras arcaicas: à sorrelfa (às escondidas) e túrbido (turvo)…

 

Alvorecer – A quase totalidade dos anos 1960 vivi em Santo Ângelo.

O alvorecer daquela década foi de coisas puras, tendente à ingenuidade.

Vindo de São Borja, passei a viver uma atmosfera diferente, nova realidade, se bem que a ‘Cidade dos Presidentes’ e a ‘Capital das Missões’ tivessem costumes parecidos.

 

Amigos – Nasceram as primeiras amizades. Várias perduram.

‘Fumanchu’, ‘Boca’, Orion, todos Camargo de Souza, como eu são-borjenses; Arnaldo Braatz; ‘Neisão’ Debacco’; Adroaldo Loureiro; irmãos Abel, Benjamim e Jorge Meneghetti; ‘Leleco’ Rolim de Moura; Edson Geiss, colega no curso de datilografia, do casal Isabel e Alvino Max Kegler (naquele tempo saber datilografia facilitava arranjar emprego. As máquinas eram os computadores atuais); Flavio e Claudio Bechler; Máximo Fortes; Gilberto ‘Cachorrão’ Mello; Cilon Brasileiro Garcia do Nascimento; os irmãos Fuchs, Alencar e Edgar; Rodney Nogueira; Roque Andres, colega do Colégio Estadual de São Borja; Valdir Andres; Cícero e Aparício Padão Samuel; Allan Fonseca; Danilo Schneider; Roberto Haas e José ‘Pimbo’ Elmann.

 

Comunitarismo – Meio século depois, Santo Ângelo permanece no meu contexto afetivo.

Ali iniciei na profissão; casei; residem irmãs, sobrinhos, sobrinhas, uma filha, netas e genro.

Nela estão inumados meus pais e irmãos.

A cidade cresceu, modernizou-se, mas continua acolhedora, com alto espírito comunitário.

Proximidade do final de ano propicia devaneios. Fazem bem à alma, remetendo-me a Arnaldo Jabor: “Você vai descobrir, mais cedo ou mais tarde, que o tempo para ser feliz é curto e cada instante que vai embora não volta mais”.

 

Mãe Terra – Neste momento de inquietações, algumas incertezas sobre o futuro próximo, reparto com o leitor trecho de alentador texto que propõe ‘paz e força interior através da União’:

“Não podemos curar os terremotos, furacões, ciclones, inundações e tornados. Podemos curar tudo com as meditações mundiais. É magnífico, tudo isso pode ser curado. Muitas pessoas pensam que a Mãe Terra é uma bola de terra dando volta através do universo.

 

Despertar – Mas isto não é verdade. Ela está repleta de seres de luz como os humanos. Ela tem um batimento como os humanos, porém há certos humanos que não se importam com ela.

Há humanos que não se importam em jogar tocos de cigarros sobre a sua face. O que fariam se alguém lhes atirasse tocos de cigarros sobre seu rosto? A realidade é que Guias como eu, o

Mestre Jesus e Buda, amamos a Mãe Terra e nem mesmo vivemos aqui. E também amamos vocês e não há um concurso sobre quem amamos mais. Os amamos a todos o suficiente para tentar despertá-los.

Alguém me disse que há tantas meditações mundiais que acha difícil saber qual fazer.

Bom eu sei. Façam todas!”

 

Reflexão de fim de semana – “Na falta de perdão, abre-te ao esquecimento’’ (Alfred de Masset).