Pedro Belmonte

0
116

Se você estiver lendo a coluna, o mundo não acabou! Presságios e profecias do fim do mundo são antigos. Inquietam a humanidade, levando-a à introspeção, mergulhar nos confins da alma, penitenciando-se de pecados e pecadilhos, tornar-se digna de seu lugar entre os eleitos. Anunciada onda higienizadora não foi agora. A vida segue. Mas, não se enganem, voltaremos a ler, ouvir e falar sobre o tema****Acontecimento incomum desde ontem: alinhamento da Terra, Lua, Sol e Alcyone, a maior estrela da Via Láctea. Evento, que se dá a cada 25 mil anos, terá seu ápice entre 11h16min e 11h26nin de hoje. Conforme entendidos, é momento para vibrar energias positivas, elevar o pensamento, sentimentos e ações na busca de paz, amor e felicidade, principalmente naqueles 10 minutos de energia cósmica. Resultado pode ser um mundo regenerado, pacífico, de compreensão, feliz, uma nova era de espiritualidade. Dura até amanhã.

Nardes – João Augusto Ribeiro Nardes assumiu a presidência do Tribunal de Contas da União (TCU). O futuro no cargo certamente não será de menor importância que seu passado político, de posicionamento respeitoso com a coisa pública e seus concidadãos, desde seu inicio na atividade na aurora dos anos 1970.

Nosso primeiro contato se deu quando tentou ser deputado estadual em 1974. Já o conhecia por elogios de nosso amigo comum, Telmo Fortes.

Estreitei relacionamento no meio de duríssima disputa eleitoral, como coordenador de sua campanha, ‘A Força Jovem Rumo a Assembleia’.

Slogan sintetizava uma aspiração. Sobretudo uma promessa.

Derrota – Não se elegeu, mas fez campanha singular, que o remeteu à suplência, pingando voto em todos os municípios do RS.

Foi o impulso a uma carreira como deputado estadual e federal, sempre aumentando suas votações.

Resultado de 1974, além de acordar a juventude para a política-partidária, revelou um modelo de decência, sem esquecer promessas. Foi, sobremodo, valorizado por ter vencido ao legendário Hed Borges, no município. Mais ainda, porque seu partido, não apenas ignorou sua candidatura como ofereceu obstáculos, vencidos um a um.

Como na mitologia, foi sua batalha das Termopilas…

Mágoas foram saradas. Tudo passou.

Sua carreira é demonstração da capacidade como ser humano e político.

Cacique – Sempre que escrevo sobre João Augusto Ribeiro Nardes – que politicamente simplificou para Augusto Nardes –, não esqueço Onésimo Nardes, seu pai a quem apelidei de ‘Cacique’.

Não era figura de linguagem. O velho Onésimo era isso: um paizão, um chefe. Premonitório e corajoso ‘Cacique’.

Definitivamente, Nardes foi um operário no exercício dos seus cargos parlamentares.

Fez muito, deixou legados.

Não estive com ele na Assembleia ou na Câmara, mas nos primeiro e difíceis tempos.

Descomprometido, analisando sua atuação, o coloco na galeria dos melhores políticos rio-grandenses, das últimas décadas.

Vem sendo um destemido ministro.

Será um exemplar presidente!

Ladainha – Cansativas as tentativas de culpar a imprensa e inimigos políticos pelas desditas do ex-presidente, no resultado do Mensalão e seu silêncio no caso Rosemary Noronha.

A secretária-afilhada foi catapultada após ação da PF, por supostos envolvimentos em trafico de influência, pequenos e grandes golpes.

No meio do furacão o presidente mais popular da história, que tirou milhões da pobreza extrema, ganha blindagem de parcela do PT, culpando jornalistas e veículos.

Ambiguidades – Lula da Silva vem afogando-se na ambiguidade ao não tratar claramente de Mensalão e Operação Porto Seguro.

Marcos Valério na Procuradoria da República atiçou a fogueira, ao confessar que várias contas particulares do ex-presidente foram custeadas por ele. Basta que conteste e então acalmará militantes que parecem não entender que foi Valério o autor das novidades.

A imprensa apenas vem repercutindo, como fez no julgamento.

Dizer que não sabia de nada e depois contradizer-se, mancha o seu currículo.

Seria recomendável que falasse à Nação, posicionando-se, evitando a queda de popularidade.

O cara – Dia desses as redes sociais foram inundadas por postagem sobre o presidente do Uruguai, José Mujica.

Se junta a outras, especialmente sobre seu Fusca, transformado em carro oficial.

Considerado pobre Mujica diz: “Não sou pobre. Pobres são os que acreditam que sou pobre. Tenho poucas coisas é certo, mas embora poucas me fazem rico”.

Arrematando: “Tenho que cuidar dos interesses do país, se tivesse muito teria que cuidar dos meus interesses…”.

Hipérbole – Não se trata de ficção, uma hipérbole, é pura verdade.

Num tempo de misturar o privado com o público, trata-se de um exemplo de vida espartana, de respeito às instituições que devem estar voltadas a melhorar a vida do contribuinte.

É um modelo de austeridade e virtudes mostrado por Mujica, ao mundo.

Ele é o cara!

Trevas – A CEEE e seus administradores, tiram a paciência de Frade.

Basta um ventinho e a luz se vai. Uma chuvinha, a luz apaga.

Se usarmos demais os condicionadores de ar, ventiladores, no verão, a luz cai.

No inverno, se venta ou utilizamos demasiadamente ar condicionado, aquecedores, a luz falta.

Promessas – Dias atrás durante temporal, a luz sumiu, fazendo com que a população penasse por dias.

Foram prejuízos incontáveis, por conta da morosidade em resolver problemas.

Um tratamento desburocratizado ao público decodificando as informações de providências para recuperar estragos depois de vendavais ou pés-de-vento seria bem-vindo.

O governador prefere culpar as administrações passadas pelo caos.

Menos mal que prometeu medidas e recursos para melhorar a Companhia e a vida do usuário.

A conferir!

Reflexão de fim de semana – “Conheça todas as teorias, domine todas as técnicas, mas ao tocar uma alma humana seja apenas outra alma humana”. (Carl Jung)