Pedro Belmonte

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Aberta quarta (5) e segue até este domingo mais uma edição da saborosa Cidade das Tortas, na Praça Pinheiro Machado***61 milhões de brasileiros encontram-se endividados. A média seria de R$ 1.000,00 por pessoa. Dentre os motivos pequenos empréstimos, financiamentos de eletros-domésticos e cartão de crédito. Há quem culpe a redução do IPI***Ricardo Pio Medeiros anunciando sua exposição, de 15 a 30 de outubro, denominada de Escultura Telúrica. Pelo que vi na internet é de rara habilidade e sensibilidade. Resulta de seu olhar artístico sobre pessoas, objetos e coisas que nos rodeiam, moldados em hastes de árvores. Gostei de ‘Bailando na Garoa’***Universindo Diaz, sequestrado em 1978 em Porto Alegre, morreu no domingo (2), aos 60 anos, de câncer na medula, em Montevidéu. Foi uma das vítimas da famigerada Operação Condor***Dirigentes do PT desgostosos com a presidenta Dilma. Motivo: não concordam com seu posicionamento diante do julgamento do Mensalão. Preferiam um tratamento à moda Lula da Silva***Prefeitos a serem eleitos continuarão sofrendo com problemas da escassez de investimentos. Concentração dos impostos pela União (85% do total) empobrece aos estados e municípios. Alguém precisaria sensibilizar Brasília, a fim de que sobre para investimentos em áreas vitais.

Debate – Realizado primeiro debate entre os candidatos a Prefeitura.

Valdir Andres, Adolar Queiroz e Fernando Diel estiveram frente a frente na quinta (30), sob a mediação reconhecida como impecável do advogado e experimentado homem de comunicação, Claudio Muzak Karlinski. Chancela foi da Comissão Eleições Livres da OAB.
Desse trabalho que enriquece a campanha eleitoral, transcorrido, ao que sei, em alto nível, pincei três colocações dos debatedores.

Fernando Diel –“Estou me colocando à disposição da população para ser uma ferramenta para melhorar a vida de quem vive aqui”.
Adolar Queiroz – “Esse projeto que represento planejou Santo Ângelo para o futuro”.

Valdir Andres – “Meu propósito não é outro senão retomar o desenvolvimento e fazer uma cidade maior para todos nós”.

Destaque – Como sabido, prefeito Eduardo Debacco Loureiro recebeu sábado, 1º, o Prêmio Mérito em Administração Pública 2012.

O que superlativa a premiação, concedida pelo Conselho Regional de Administração, é que o prefeito santo-angelense foi escolhido destaque como administrador público, por entidade apartidária, senão apolítica.

Ser destacado dentre tantos e preparados administradores públicos, no RS é, por igual, um prêmio à comunidade santo-angelense.

De Sepé, Silvano e cemitério – Silvano Adroaldo Nascimento Saragoso postando nas redes sociais filme em que defende a existência de cemitério onde estaria enterrado o corpo do índio Sepé Tiaraju.

O advogado trata ao herói missioneiro como Cacique Dom Sepé e o coloca ao lado de outros vultos da história universal. Ressalta que a existência do cemitério está embasada em trabalho de pesquisadores da história dos Sete Povos das Missões.

Julgamento – Mensalão desviou em torno de 350 milhões de reais para financiamento de campanhas, compra de políticos e votos, com dinheiro do Fundo Visanet, do Banco do Brasil e fictícios empréstimos no banco Rural.

Passaram-se anos, desde que a Polícia Federal concluiu relatório, informando que o mensalão existiu.

Ele existiu com ou sem o epíteto que o popularizou, cunhado por Roberto Jefferson. Tanto que o STF julga aos seus envolvidos. Na primeira das sete etapas, oito ministros votaram pela condenação lavando a alma do povo brasileiro.

Os mais proeminentes condenados: Marcos Valério e o ex-deputado, até então candidato a prefeito de Osasco, João Paulo Cunha.

Na segunda (3), julgamento foi reiniciado, com novas condenações.

Bilhetinho – Ideli Salvati e Izabela Teixeira receberam bilhetinho da presidenta Dilma. “O governo não assumiu responsabilidade em negociar” – escreveu, referindo-se ao pretenso acordo no Congresso sobre o Código Florestal.

Puxão na orelha de suas ministras de Relações Institucionais e Meio Ambiente faz-me lembrar o ex-presidente Jânio da Silva Quadros e seus bilhetes. O Homem da Vassoura era fã deles.

Ontem e hoje, são curtos, diretos e com efeito devastador. Principalmente quando flagrados pela imprensa, como agora!
Felizmente, não se tratava, ainda, do bilhete azul…

 

Erro – Ministério da Saúde reconhece que a política de combate e prevenção à gripe A foi equivocada. Antes tarde do que nunca. Desde o ano passado defendo uma vacinação em massa, sem discriminação de idade. Sem isso vamos continuar chorando a morte de pessoas inocentes, por culpa da incúria do Poder Público. Principalmente nos estados do Sul.

Pesquisas – Sem dados oficiais sobre pesquisas em Santo Ângelo, manuseio os últimos resultados publicados em Porto Alegre e São Paulo.

Dos três principais candidatos, Villaverde arrancou atrás, continuando com baixos percentuais. Manuela e Fortunati são os ponteiros e salvo algum desastre, irão ao segundo turno. Hoje é uma incógnita quem vencerá.

Em São Paulo, Haddad recupera-se, mas não a ponto de passar confiança de vitória. Serra não vai bem. Esta é a última chance de se manter na proa, com possibilidades de voltar a concorrer à presidência. Russomano é uma enorme surpresa para quem não conhece seu trabalho como deputado e especialmente na TV lutando pelo respeito ao contribuinte. Colhe os frutos.

Retorno – Em 1984, após aceitar convite de Adroaldo Loureiro para editar o Jornal das Missões, passei meses trabalhando ao lado dele, Neiva Loureiro, Heron Filiero, Isac Feijó, Fernando Gomes e Clovis Kuntz, entre outros, na Avenida Brasil, proximidades da Rádio Santo Ângelo.

Misturavam-se métodos antigos e o início da digitalização. Editorialmente respirava-se democracia, favorecendo a liberdade de expressão.

Quando retornei em 1987, permanecia o clima democrático na redação, refletido na linha editorial com abertura de generosos espaços à opinião pública, ainda que, eventualmente, não refletissem sua linha filosófica e editorial. Campanhas institucionais – hoje marca do JM – começaram a nascer. Nunca se perderam de vista as raízes e a notícia da esquina que fidelizam leitores e parcerias comerciais.

Com a coluna, de certa forma, volto a me envolver nessa atmosfera. É revigorante ao veterano repórter. Grato às inumeráveis e prazenteiras manifestações de leitores, amigos, ex-companheiros de trabalho, por e-mails, torpedos, telefonemas, bem como aos que compartilharam a versão digital do JM.

Reflexão de fim de semana – “O homem não foi feito para a derrota. Pode ser destruído, mas não derrotado”. (Ernest Hemingway)