Pedro Belmonte

0
104

Tinho
Logo que soube da morte de Tinho, publiquei postagem no FB e choveram manifestações, demonstrando sua popularidade. Quando morei em Santo Ângelo, brilhava na Crupsa, com passagem no futebol.
Wilson ‘Tinho’ Bauer residia há anos em São Borja.

Não obstante minha pouca intimidade com a bola, sentado a uma mesa da Copa do Clube 28 de Maio, no inverno de 1966, enquanto combatíamos seu rigor com um encorpado vinho tinto colonial, propus a Tinho: “Vamos fotografar este ataque arrasador. Eu de centroavante, você de ponta-esquerda”.

No fictício ataque, na ponta-direita, Zé (irmão do Nelson ‘Pussuca’ Zimner), na meia-direita Jesus Severo, eu, um dos gêmeos Gamermann na meia-esquerda e Tinho.
Foto está perpetuada na página 158 do meu livro ‘Crônica do Tempo’.

Tinho II
Cleber da Silveira, que trabalhou no BB, nos anos 1960, hoje de volta ao Rio, lembra na internet: “Tinho dizia que a Alemanha tinha o Beckenbauer e Santo Ângelo o Beque Bauer”.
No FB, Dílson Maciel Pinheiro Machado recorda: “Quando piá, ficava à espreita, no Clube 28 de Maio, para treinar com os adultos da Crupsa. Joguei muitas vezes com o Tinho”.
Conselheiro do TCE, Adroaldo Loureiro, postou: “Pessoa amiga, muito querida em Santo Ângelo. Grande centroavante. Pêsames à família”.

Seu grande companheiro de jornadas nas quadras da cidade e região, nos anos 1960-70, Nure Antônio Farah, manda dizer que “uma das grandes virtudes de Tinho era fazer gols de cabeça”.
Wilson Bauer deixou a esposa Bety, os filhos Rodrigo, poeta, e Renan, bioquímico, e netos.

Centro
Como a coluna antecipou, com exclusividade, meses atrás, Prefeitura retomou o local onde se localizava originalmente o estádio do Elite CD.
Ali será construído o Centro Administrativo, abrigando secretarias, departamentos e, provavelmente, a Câmara de Vereadores.

Projeto se justifica por dois motivos: economia com pagamentos de aluguéis e, fundamentalmente, os perigosos problemas estruturais existentes no histórico prédio da PM santo-angelense.

Gaza
Combates em Gaza não são novos.
A não ser aos rebeldes do Hamas ou doutra facção antissemita, eles não interessam ao povo palestino ou judeu.

Tirando questões de política geoeconômica, religiosa ou interesse dos vendedores de armas, trata-se de conflito sem razão, se bem que judeus e seus vizinhos, desde a criação do Estado de Israel, vivem em guerra.

Antes como hoje, maiores interessados são os governantes, não a população.

Gaza II
Se existe chance à paz, resta o entendimento entre governantes dos dois lados. Se for cobrada uma atitude ao Hamas, Israel terá de demonstrar interesse concreto em acabar com o conflito.

Que o avanço por terra cesse e a Faixa de Gaza interrompa o lançamento dos seus foguetes, com o que serão atendidos os anseios da população mundial e dos habitantes dos países envolvidos nesse confronto de muitas baixas humanas.

Holocausto em que milhões de judeus foram mortos não pode se repetir, agora inversamente.

Anão
Mesmo admitindo-se que deixando o palco do conflito, Brasil não tem voz ativa nas decisões, foi arrogante o porta-voz das relações exteriores israelense Yigal Palmor, referindo-se ao embaixador brasileiro chamado pelo Itamaraty.

Classificar nossa diplomacia de anã é esquecer os anos 1940, quando Osvaldo Aranha foi decisivo na criação do Estado de Israel.
Todavia, a diplomacia brasileira, por sua pendularidade, favoreceu o deboche e a desfaçatez do porta-voz. Itamaraty um dia seria cobrado. Exemplificando, no atual conflito Rússia-Ucrânia, se fez de Pilatos.

Pasadena
Ajudem-me a entender: Dilma e integrantes do Conselho de Administração foram absolvidos pelo TCU, mas antigos diretores julgados culpados.

E a lógica? Ou a compra de Pasadena é um negócio abstrato?

Ilógico, mas real, o pagamento de US$ 1,25 bilhão, em duas parcelas.

Intrigante é que Pasadena havia sido adquirida pela Astra Oil por US$ 42,5 milhões em 2005, revendendo-a em 2006 à Petrobras.

Direita-esquerda
Período eleitoral proporciona discussões sobre ideologias.

Quem é de direita, esquerda?

Há quem negue suas existências.

O falecido Ariano Suassuna defendia a existência de esquerda e direita:

“Acho que quem nega existirem normalmente é de direita”.

Poderá haver alguém de esquerda com momentos direitistas, como de direita tendo minutos esquerdistas, por conveniência ou demagogia.

Antagônicas, cada qual no seu quadrado.

Duro é tolerar o radicalismo de um direitista ou de um esquerdista cego pelo fanatismo.

Homenagem
Advogado Silvano Saragoso, atualmente na assessoria parlamentar da Subchefia da Casa Civil do Governo gaúcho, foi homenageado por conta dos seus 50 anos de atividade pública, em sessão especial na segunda, 28, da Câmara de Vereadores.

Justíssima homenagem.

Livro
Tulio do Nascimento telefona solicitando envio de ‘Crônica do Tempo’.

Advogado, filho do decano da classe em Santo Ângelo, Pedro Osório, faz parte de uma família de amigos de todas as ocasiões.

Altair ‘Gugu’ Albuquerque, santo-angelense, residente em São Paulo, também solicitou seu exemplar. É uma das filhas do falecido coronel Sebastião Tenório Albuquerque.

Black-blocs
O que era apenas suposição parece se confirmar.

Embora as negativas, Black-blocs que depredam o patrimônio público e privado, apoiados, entre outros, por Elisa Quadros (Sininho) e Rebeca Martins de Souza, filiada ao PT (conforme Certidão do TSE), teriam cobertura de dirigentes do partido.

Difícil negar as evidências, quando se noticia que o presidente Rui Falcão assinou nota de repúdio à prisão dos vândalos.

Para muitos, os Black-blocs hoje são uma ‘milícia’.

Black-blocs II
‘Não dá mais para esconder’ – diz imprensa do centro do país – a cobertura aos baderneiros por dirigentes petistas, como Gilberto Carvalho, secretário-geral da presidência.

Vandalismo interessaria ao governo, mediante a infiltração tumultuando as manifestações daqueles que desejavam demonstrar, pacificamente, insatisfação com os problemas nacionais.
Como ninguém quer ser ferido ou preso, acusado de baderneiro, os movimentos ordeiros, contra o governo, cessaram.