Pedro Belmonte

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Boate – Nesses dias que antecedem ao reencontro dos santo-angelenses, recebi e-mail perguntando se além de radialista e jornalista na cidade, fui decorador. Respondi que ‘Não, mas gostava de desenhar’.
História já foi contada e recontada. Com Flávio Bechler, (Flavião), no ano de 1968, crieipequena empresa dedicada à decoração de clubes e produção de flâmulas, impressas na ‘King Publicidade’.
No início de 1970 fomos convidados por Roaldo Gomes a Silva, presidente doGaúcho a projetarmos sua boate.

Boate II – O Comercial presidido por, Ely Coelho Marchetti, tinha inaugurado a Boate ‘Sideral’, baseada na alunissagem da Apolo 11, tema atualíssimo. Sugeri algo antigo. Concluídos os desenhos nas paredes, cobrimos com tinta acrílica colorida, que a luz negra proporcionava efeitos tridimensionais. Léo Rockembach deu o toque final, criando mobiliário e quiosque.
Por anos o casario, calhambeque, os lampiões de gás, casais enamorados, a carruagem e igreja, da ‘Vila Antiga’, foram cenários de casamentos, aniversários e baladas incontáveis.

Santo-angelenses – Faltam três dias para o reencontro dos santo-angelenses no Gaúcho.
Começa às 20 horas, animação de Os Fugitivos e do DJ Paulo Klitzke. Buffet, da Chica Sperling.
Estarei revendo amigos e confraternizando com os amigos daAssociação dos Santo-angelenses em Porto Alegre que ajudei a fundar em 2003.

Santo-angelenses II – Reencontro se dá na cidade onde muitos nasceram, trabalharam ou estudaram.
Filho de São Borja, mas santo-angelense desde 1961, além de atividades comunitárias, contribui profissionalmente com os jornais A Tribuna e Jornal das Missões e as rádios Santo Ângelo e Sepé, em diversas oportunidades, entre 1964 e 1987, o que me arraigou a esta terra.

Algodoeira – Santo-angelense Ivete Bandeira Portella lançando o livro ‘Algodoeira & Nestor Portella da Silva’ amanhã na Praça do Brique, às 10h. Publicação destaca anos em que seu pai, Nestor Portella, foi diretor da Algodoeira e passagens de sua vida, como empreendedor e homem de comunidade.

Saragoso –Silvano Saragoso, advogado, ex-vereador, pós-graduado em Gerenciamento de Cidades, após ter trabalhado no gabinete parlamentar da Casa Civil no governo Tarso e atualmente no Gabinete do Deputado Eduardo Loureiro, colocou seu nome ao dispor do partido às majoritárias, no próximo pleito municipal. Com 50 anos de vida pública, o politico acha-se preparado para enfrentar novos desafios, desta vez concorrendo a vice-prefeito “em uma chapa de pura cepa trabalhista” – como informa. Colocando-se à disposição do PDT, Saragoso dá o pontapé inicial na sucessão de 2016.

Reminiscências – Onze anos atrás, em 2004, aos 88 anos, morria no Rio, ex-governador Leonel Brizola.
URI Santo Ângelo completava 12 anos entre as melhores.
D. José Clemente Weber substituía D. Estanislau Amadeus Kreutz.
Gabinete do prefeito Lima Gonçalves era arrombado, sem pistas e impressões digitais.

Reminiscências II – Integrantes da Beija Flor, visitavam região, colhendo subsídios para enredo do Carnaval de 2005 – ‘7 Povos das Missões’.
Morriam candidato a prefeito e presidente da Câmara de Vereadores, Juárez Alves Lemos, aos 53 anos e o médico Renato Ketner, 51 anos, de parada cardíaca.
Eduardo Debacco Loureiro era eleito prefeito, vice, Adolar Queiroz.
Ocorria a instalação do Comando Regional de Policia Ostensiva Missões, em Santo Ângelo. Coronel Nilson Nobre Bueno, assumia o comando.

PMDB– Devagar para não parecer pressionada, Dilma mudaministério.
Trocou petista Pepe Vargas (magoado, aceitou a Secretaria de Direitos Humanos), pelo vice-presidente Michel Temer na articulação politica.
Escolha pessoal de Dilma, diante da pálida atuação,Pepe foi contestado por aliados e Lula da Silva.
Vice-presidente Temer poderá transitar livremente, mesmo perdendo a presidência do PMDB, agora do senador Waldir Raupp, investigado na Lava-jato. Embora negando, Temertambém é acusado de corrupção ativa e passiva em processo do STF.

PMDB II – PMDB tomou conta da administração federal.
Apostar que agora vai ninguém se atreve. Sem avanços em 100 dias do segundo mandato, Dilma entrega comando politico a Temer, emborase diga que ele será, mesmo, de Eduardo Cunha.
Por ora, diminuiu a revoada de urubus, no céu do Planalto.
Presidente pode ter tirado último coelho (Temer) da cartola para enfrentar a inflação crescente,o desemprego, sem esquecer a operação Lava-jato, com muito ainda a revelar, para seu desprazer e desconforto. Falta, igualmente, reconquistar os movimentos sociais.

Cunha – Para o presidente da Câmara, vice-presidente Michel Temer errou aceitando a articulação politica. Afilhado de Temer, deputado abandonou o padrinho, infligindo algumas derrotas ao governo, como avalizar na CCJ da Câmara a diminuição para 20 ministérios e a aprovação da lei das Terceirizações.

Brossard – Aos 90 anos morreu domingo, 12, Paulo Brossard de Souza Pinto. Quando parlamentar foi voz altiva contra a ditadura (que inicialmente apoiou). Ministro da Justiça comandou o judiciário na transição à democracia. Ajudou a moldar um novo país como presidente do TSE e ministro do STF.

Manifestações – Com número menor de participantes do que em 15 de março, brasileirosvoltaram às ruas no domingo, manifestando-se principalmente contra a corrupção, o governo, o PT e favoráveis ao impeachment de Dilma.
Destoaram grupos pedindo intervenção militar.
Antes, protestos contra a terceirização de empregos promovidos por movimentos sociais e sindicatos, também tiveramparticipação muito aquém do aguardado.

Manifestações II – Fraco índice de aprovação de Dilma, em 13%, foi apuradopelo Datafolha antes doprotesto.
Para levanta-lo, governo precisa melhorar muito.
O povo não é antipetista como alguns arautos querem fazer crer, nem devota ódio ao petismo, como comprova tanto tempo no poder. Mas o PT necessita livrar-se das alianças oportunistas, feitas para se manter governando, combater e não se meter em corrupção.
A respeito, inconformado, pelas redes sociais, ex-governador Tarso Genro classificou o PT de “acessório do governo”. Para ele o partido vive novo recomeço ou estará “a caminho do fim”.