Pedro Belmonte

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‘Poste’ Fernando Haddad cala seus críticos e derrota José Serra, em SP. Fortalece o PT e torna Aécio Neves o maior nome do PSDB às eleições presidenciais*** Alguns dos envolvidos no mensalão seriam “delinquentes e criminosos”. Opinião do ministro Celso de Mello *** Supremo analisa confisco dos passaportes dos mensaleiros para evitar fugas***Pesquisa revela que brasileiros são os que menos dominam o idioma inglês. Argentinos são os melhores poliglotas*** Recordam a Catarina, citada na coluna? Moradora de Itapema, SC, leiloou sua primeira noite sexual. Recebeu 750 mil dólares por seu hímen. Aconteceu num reality-show australiano, de enorme acesso nas redes sociais, suscitando as mais desencontradas opiniões***INSS faz mutirão dia 10 de novembro, para atender perícias médicas. Procurado por segurado, registrei na coluna espera de até 90 dias para o trabalhador ser periciado. Recebendo os primeiros 15 dias do empregador, no restante do tempo pena para conseguir sobreviver.

Julgamento – Julgamento dos envolvidos no mensalão, pelo STF, chegando ao final. Tudo começou em 2005 e muitos dos crimes estavam às vésperas de prescreverem.
Para alguns o mensalão teria sido uma ‘lenda urbana’.

Para Lula Silva, ele não existiu.

Escândalo – Visto sem tapa-olhos ideológico-partidários, foi o maior escândalo da moderna história política brasileira, em que o dinheiro de várias origens foi desviado para campanhas eleitorais.

José Dirceu, José Genoíno, João Paulo Cunha, Marcos Valério, Delúbio Soares e Silvinho Pereira, entre vários, estiveram envolvidos.

O mensalão foi denunciado por Roberto Jefferson, na época presidente do PTB, que cunhou o termo, durante a CPI que lhe custou o mandato de Deputado Federal.

Exemplo – Muitos foram condenados, outros escaparam. A multiplicidade de réus e crimes vem ditando o somatório das condenações.

O processo ultrapassou as expectativas da sociedade.

Trata-se de belo exemplo dado pelo STF. Ninguém está acima da lei.

Impressionaram os debates e as divergências, entre o relator ministro Joaquim Barbosa e o revisor, ministro Ricardo Lewandowski.

Julgamento da ação 470 pode ter apontado comportamentos futuros na lida com o dinheiro do contribuinte.

Pesquisa – 2/3 das rodovias do Brasil estão em situação regular, ruim e péssima.

Dados são de recente pesquisa da Confederação Nacional dos Transportes. Três itens fizeram parte da avaliação: pavimentação, geometria e sinalização.

Situação piorou comparada com pesquisa do ano passado.

No RS oito rodovias estão nessa situação.

Depreende-se, o governo, ao mesmo tempo em que facilita a aquisição de veículos, baixando imposto, deveria se preocupar também com a infraestrutura.

Dados da CNT são um indicativo da falta de cuidados das estradas, pedagiadas ou não.

Apagão – Problemas recorrentes de apagões no norte e nordeste reativa velho debate: é preciso mudar o perfil da matriz energética brasileira. Outras formas de geração de energia precisam ser incentivadas como o carvão e a eólica que na administração Germano Rigotto foi cogitada.

Enquanto isso não ocorre, manutenção, distribuição e transmissão devem ser melhoradas, urgentemente.

Presidente Dilma ficou irritada com os discursos que ouviu de seus auxiliares, tentando explicar o black-out.

Telenovelas – Não é de agora minha indignação com o conteúdo das telenovelas.

Com raras exceções, a teledramaturgia brasileira tem privilegiado os vilões. ‘Mocinhos’ e ‘mocinhas’ sofrem moral e fisicamente em uma absurda maioria dos capítulos. Sobram poucos, geralmente no final, cor-de-rosa.

Nada contra as novelas, mas suas tramas, recheadas de maus caráteres, vilões, adúlteros, traidores, assassinos, dentre outros desvios de condutas.

Equilíbrio – Como a vida imita a ficção, pode ser um incentivo às praticas semelhantes entre mentes mal formadas ou em formação, esse recorrente desfile, de segunda a sábado, de tramposos, psicopatas, bêbados e drogados, privilegiando o crime, mostrando sua anatomia.

Diretores e autores das obras televisivas deveriam, sem tirar os ganchos ou enfraquecer enredos, equilibrar o jogo entre o bem e o mal. Torná-las mais leves, mais figurativas, menos cruentas.

O placar hoje favorável aos vilões e às vilãs poderia ficar equilibrado.

O que você pensa?

Polêmica – Dia desses conversando com educadores, discutimos uma polêmica levantada em torno da punição imposta, poucos anos atrás, por uma professora a um aluno que pichara as paredes do educandário, logo depois de ele ter sido pintado, num mutirão da coletividade escolar.

A professora, tomada de santa indignação vendo o trabalho ser destruído em ato vandálico por um integrante da escola, ordenou que o aluno as repintasse ao mesmo tempo em que lhe dirigiu palavras consideradas humilhantes.

Dimensão – Claramente configurava-se um ato de indisciplina do aluno. Haveria exagero da professora também, vice-diretora da escola?

Por isso o assunto saiu da escola ganhando dimensão, passando pela educação, que deve começar em casa, desde a tenra idade.

O respeito ao próximo, aos mais velhos, professores, bens individuais e ao patrimônio de todos, nascem no recôndito dos lares.

A escola ensina e os pais ou responsáveis educam, mostram limites.

Punição – É acaciano: os limites que o estudante ultrapassou são impostos pelos pais. Evitariam atitudes criminosas, principalmente que ele, sentindo-se impune, em um futuro próximo pratique infrações e crimes maiores do que pichar paredes.

Meses depois a professora seria punida pela justiça e condenada pela promotoria da Infância e da Juventude, a pagar meio salário mínimo de multa.

Certamente por isso, as pichações na escola continuaram…

Ao final da discussão, todos nós concordamos: a punição da professora inocente foi a vitória do culpado.

Reflexão de fim de semana – “As almas dos homens são imortais. Porém as almas dos justos são imortais e divinas” (Sócrates)