Pedro Belmonte

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Quem pensava não fossem encontradas provas para condenar os mensaleiros, errou. Difícil será penalizar a todos. Negativo as brigas de egos entre os ministros. Seria por isso a supressão por acordo, de réplica e tréplica entre relator e revisor?***Não estranhe se receber no celular um ‘torpedo de voz’ de candidatos. A ferramenta e o telemarketing estão largamente em uso. Sem legislação específica, cabe aos candidatos autocensurarem-se***Liberdade de expressão ficará ameaçada, em todo o globo, caso dono do Wikileaks, Julian Assange, seja extraditado aos Estados Unidos***A conferir: solavancos entre MP e PC, na Capital, resultariam de quizila institucional, funcional ou pessoal? Nesse prende e solta ganha a bandidagem***Conforme o JM a BM começou a trabalhar nas ruas, em duplas ou individualmente, a pé e motorizadas. Sempre defendi essa ação. Sou do tempo dos Pedro & Paulo, que personificavam segurança. A Capital também mereceria policiamento mais eficaz. Estariam faltando efetivos e viaturas***Campanhas no RS bastante judicializadas. Principalmente contra o uso de imagens, sons e lideranças não oriundas do partido do candidato à majoritária, pelas coligações.

De índigo e cristal – É tema dominante. Está na internet. São recorrentes as perguntas: ‘Você conhece alguma?’; ‘Como são?’.

Talvez seu irmão e irmã mais novos, sua filha, seus netos, sejam crianças da nova era: índigo ou cristal.

Tudo teria iniciado na aurora da década de 1980. Crianças maravilhosas começaram a nascer, para ajudar a humanidade a mudar social, espiritual, educacional e familiarmente.

Chegam para diminuir o distanciamento entre as pessoas, pensar e agir.

São intuitivas, inteligência superior e vivem pela liberdade.

Difícil explicá-las. Mas estão por aí. Aguce sua atenção. E encontre uma dessas crianças maravilhosas.

Agosto – No último dia 20 de agosto completaram-se 47 anos de intensa nevasca sobre Santo Ângelo e região.

Não consegui ver nada da neve na cidade, pois estava em viagem de trabalho. Assisti ao espetáculo da natureza na estrada que liga Santo Ângelo a Santa Rosa, ainda sem asfalto.

Dia 24 de agosto de 1984, nevou em Porto Alegre.

Também não pude assistir. Estava em São Borja, com Adroaldo Loureiro e João Carlos Nascimento e Silva, acompanhando Tancredo Neves, Pedro Simon e Alceu Colares, que visitavam o túmulo de Getúlio Vargas, nos 30 anos de sua morte.

Sem neve, o frio na ‘Terra dos Presidentes’ era intenso.

Exemplo – Prefeitura de Santo Ângelo dá exemplo de economia e aproveitamento de um prédio que poderia se transformar em elefante branco.

Refiro-me à transformação do antigo prédio do Fórum, para sediar várias repartições. Seus mais de 2 mil metros quadrados abrigarão a Secretaria Municipal de Saúde, o Centro de Saúde, Procon e a Susepe.

Prefeitura desembolsa, atualmente, R$ 3.800,00 mensais de aluguel por imóvel acanhado de pouco mais de 500 metros quadrados.
Na reforma em andamento serão aplicados R$ 750.000,00, bem menos do que o custo de 200 aluguéis. O prédio foi repassado pelo Estado ao município, após gestões do prefeito Eduardo Debacco Loureiro.

Programas políticos – Não sei aí, mas aqui a campanha política de rádio e TV é risível. Frases feitas, slogans que não fecham com as propostas, têm sido constantes entre os candidatos a vereador. O que mais se ouve é o batido, ‘tenha vez e voz na Câmara… ’ Há quem pareça não concorrer a vereador, mas a deputado, governador, tais as propostas estapafúrdias.

A renovação é mínima.

Quanto à majoritária, anotei em um programa crassos erros de português. Quando se sabe que há pós-produção e edição, maltratar o vernáculo é o máximo do desleixo, para dizer pouco.

 

O trem – Estão nas redes sociais campanhas pela volta da ferrovia. O governo Dilma parece igualmente interessado. Não obstante as décadas perdidas, há tempo para retornarem os comboios ferroviários, de cargas e passageiros.

Pouco antes de iniciar em rádio e jornal, trabalhei numa empreiteira paulista de remodelação de vias férreas.

De 1963 a 1966 fui de auxiliar a chefe de escritório da Serfer S/A, baseada na gare da extinta V.F.R.G.S. Era encarregada da troca de dormentes e trilhos, para suportar as pesadas, velozes e modernas composições a diesel.

Os trabalhos se estendiam de Cruz Alta a Santa Rosa, tocados por aproximadamente 600 homens. Houve incremento das viagens pelo Minuano – com relativo conforto e restaurante a bordo –, entre Santo Ângelo e Porto Alegre. Os trens de carga, também com locomotivas a óleo, começaram a substituir a bucólica Maria Fumaça.

O futuro sobre trilhos parecia ter chegado. Porém, a Revolução de 1964 optou por rodovias. Ouvia os engenheiros questionar: “Por que não tocar a rodovia e continuar modernizando as ferrovias?”

Com a expansão das rodovias as ferrovias foram minguando, ficando decrépitas, esquecidas. Hoje estão sucateadas.

 

A foto – Em 1984 editei o Jornal das Missões.

Oportunizou-me desenvolver o que gosto: o jornalismo comunitário e investigativo.

O JM preparava-se para completar o primeiro aniversário.

Auxiliado pela Prefeitura e comunidade, o jornal promoveu a campanha SOS Bombeiro – Comunidade Alerta. Ao final o arcaico quartel foi remodelado, com aumento de efetivos e viaturas. Modernizada a subseção, foi instituída a Comissão Antifogo para acompanhar as necessidades dos bombeiros, atualmente com jurisdição regional.

Aquele ano me colocou frente a frente com João Peludo. Ele e seu comparsa Buldoguinho infernizavam a cidade e davam trabalho à polícia. Em um tiroteio, Buldoguinho acabou sendo morto. João Peludo continuou. Acuado fugiu para Novo Hamburgo. Capturado foi trazido para Santo Ângelo.

Detalhe: as notícias nos jornais eram publicadas sem a foto do facínora.

Publicamos uma foto em close do Peludo. Mostramos a face do criminoso. Vieram dúvidas e desmentidos.

A prova de que a foto publicada no Jornal das Missões era verdadeira, chegou quando João Peludo foi removido de Novo Hamburgo para Santo Ângelo.

Reflexão de fim de semana – “Toda a reforma interior e toda a mudança para melhor, dependem exclusivamente da aplicação do nosso próprio esforço” (Immanuel Kant)