Poderoso

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‘Dez anos no poder’ comemorados por petistas e agregados. Presentes Lula da Silva e mensaleiros condenados, invalidando pregação da inexistência de corrupção no período.

Como sempre ex-presidente se mostrou primeiro entre pares, omitindo os 8 anos de FHC.

Aos petistas, maior feito foi tentar erradicar a pobreza extrema, esquecendo-se de que tudo começou nos governos de Itamar e do tucano. Seu aperfeiçoamento foi o mérito na tentativa de zerá-la.

Década também foi comemorada na Capital. Discursos foram semelhantes. Não faltou nem o malho na imprensa!

Quanto à réplica de Aécio Neves antecipou 2014, com poucas soluções aos problemas nacionais.

Como não se vislumbra uma terceira força espera-se que situação e oposição refaçam discursos, mostrando projetos para melhorar o país, não apenas com o “Bolsa Família’”.

 

Renúncia

Agora que renúncia do Papa Bento XVI se consumou, lembro texto de Moisés Mendes, em ZH.

Giza o jornalista, que conheci no ‘Cotrijornal’ nos anos 1970, o Papa fez o que muitos não fazem: renunciar.

Verdade. Como o Papa rendeu-se ao ato da resignação, Pelé. Fogem dele entes como Sarney.

Deixou o Trono de São Pedro após ter dado o máximo de suas forças físicas atendendo as batidas de seu relógio biológico, num ato de grandeza.

Eis o transcendental dilema vivido por Bento XVI: sair quando ainda poderia ficar. É necessário espírito nobre, desapego à pompa, respeitando as circunstâncias.

Aguarda-se seu sucessor depure as entranhas do Vaticano combatendo as disputas de poder, desvios de dinheiro e a fragilidade humana que conforme Ratzinger, ‘está presente’!

 

Esdrúxulo

Burocracia que emperra o serviço público é capaz de transformar mocinhos em bandidos.

Ocorre na BM. Um de seus membros luta contra o imponderável. Ferido no confronto de Cotiporã acabou tendo uma de suas mãos paralisadas.

Bizarro é que o brigadiano perdeu quase metade de seu minguado salário enquanto convalesce. Insólito é que não pode se aposentar ou ser promovido por responder inquérito devido ao confronto defendendo a sociedade. Perverso é que, considerado culpado de ter atirado em um bandido, perderá o que já é pouco.

Se tudo está inserido em um Estatuto, por que não modificá-lo evitando desestimular aos policiais no confronto com criminosos?

 

Custos

Brasil é o segundo colocado entre 110 países no custeio anual dos seus 594 deputados e 81 senadores, gastando com cada um, 7,4 milhões de dólares, anualmente.

Passaria em branco se resultados fossem melhores e a corrupção, com exceções, não campeasse.

 

Exclusão

Em Horizontina, político dá demonstração de que ainda há esperanças.

Antônio Lajus, vereador do PPS, abriu mão de seu salário de R$ 3.500,00 mensais, para duas sessões semanais.

Informa-se dinheiro é doado a entidades assistenciais.

Sua justificativa é rápida e certeira: “Vereador não é profissão…”.

É isso!

 

Blog indigesto

Passagem da blogueira cubana, Yoani Sánchez, coloca a prova instituições e conceitos como democracia, liberdade de expressão, ir e vir.

Autora de ‘Geração Y’, padeceu vaias, gritos de protestos e palavras de ordem.

Estranho é que entre os que protestavam estavam muitos dos que fazem manifestações a favor dos mensaleiros…

A cubana os considerou ‘extremistas’!

Para o regime dos irmãos Castro, Yoani é ‘ inimiga da pátria e da revolução’!

Na contrapartida acusa o regime de proibi-la praticar a ‘livre expressão, empurrar a saúde à beira do colapso’ acrescentando que o ‘desastre da economia leva as pessoas a roubarem’.

Lembrei frase batida: ‘manda quem pode, obedece quem precisa… ’

Ou desafia a ditadura!

 

Recanto

Ilmo Sefrin, o Nico, comunicando realização do 19º Encontro Cultural e Artístico da Confraria Recanto do Sabiá.

Será nos dias 8 e 9 na sede, no Entre-ijuis.

Encontro abre sexta, 8, às 21h.

Haverá concurso de músicas e poemas inéditos.

Sucesso!

 

Ser missioneiro

Carlos Roberto Severo, santo-angelense, colorado, atua há 37 anos no ramo editorial-gráfico.

É pai de Lucas e Mariana.

Democrata, abomina os extremos.

Sobre o tema, opina: “Para esse cabedal de virtudes, façanhas e defeitos, inerentes a nossa condição humana (muitos decorrentes do somatório das diferentes culturas moldadas ao longo dos séculos, até fazer surgir o ‘Missioneiro’), alguns fatores foram decisivos.

Cito nossa capacidade de adaptação e assimilação às condições que nos foram, e ainda são impostas, pela política federativa injusta, motivadora duma guerra de 10 anos, no século XIX, onde o povo dessa região teve participação efetiva, ou a façanha de nosso herói maior, Sepé Tiaraju, que tombou ‘peleando’ em defesa de nossa terra.

Mas para ostentar o gentílico ‘Missioneiro’, que dá a quem recebe o direito de considerar-se um Nativo das Missões e, consequentemente, alguém que traz em seu âmago toda a essência do caráter, cultura e coragem da gente desta terra, não basta nascer aqui. É preciso se fazer Missioneiro ao longo da existência.

O Missioneiro é singular!

Diferente dos demais “tipos” que compõem o povo Rio-Grandense seja pela forma de viver a vida ou pela maneira de mostrar esse jeito de vida a quem é de fora.

Somos um povo capaz de atos de grandeza e bravura, como mostram nossos antepassados através dos feitos heroicos, de vultos até hoje vivos na memória de todos que preservam essa história e têm, nesses vultos e nessa história, sua fonte de inspiração.

Até mesmo os defeitos não chegam a nos depreciar, ao contrário, é mais um fator a nos diferenciar dos demais.

Digo isso numa análise despretensiosa, empírica, de quem se considera apenas um deles, a trazer n’alma essa essência tão peculiar a todos nós.

Eu também me vejo entre aqueles que gostam da conversa franca do “olho no olho”, orgulham-se de habitar essa histórica região e ser chamado de Missioneiro”.