Santo

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Visita de João Paulo II, em 1980 causou comoção. 

Por 12 dias entre o fim de junho e início de julho visitou 13 cidades, inclusive Porto Alegre.

Aqui permaneceu por 22 horas.

João Paulo chimarreou, usou chapéu de gaúcho e rezou missa para 300 mil fieis, na rótula da Érico Verissimo, bairro Azenha, atualmente chamada de ‘Rótula do Papa’.

Claudio Karlinski e eu participamos da equipe da Sepé, que cobriu sua visita, desde a chegada, no dia 4, até partir no dia seguinte.

O grande momento para a imprensa aconteceu no Salgado Filho. Ficamos muito próximos dele. Lasier Martins e eu éramos os únicos repórteres de rádio na pista quando um robusto e corado

Papa desceu pelas escadinhas do avião, com insígnias do Vaticano, se ajoelhou, beijou o concreto e nos abençoou!

“Ucho, ucho, ucho, o Papa é gaúcho!”, fieis entoaram, mais tarde, na sua chegada à Catedral Metropolitana. Respondeu, perguntando: “O Papa é gaúcho?”.

Em 1980 João Paulo II já transmitia humildade e doação, atributos que diferenciam o simples mortal dos apóstolos e santos!

Em 2010, Bento XVI decretou o reconhecimento das suas virtudes e dos milagres ocorridos por sua intercessão.

 

Mercado

Depois dos 144 anos de história do Mercado Público – cartão-postal da Capital –, ser quase incinerados, é buscar recursos para recuperá-lo urgentemente.

E esquecer essa insanidade de implodi-lo!

Também deve ser oferecida uma melhor atenção aos bombeiros e às suas necessidades de viaturas, mangueiras, escadas e auto plataformas para combater sinistros desse porte.

Detalhe grave: apesar deste e dos incêndios anteriores, inexiste um PPCI, no Mercado.

 

Razão e Ética

Atuais e deploráveis maus exemplos de entes políticos, levam a questionar: por que desce tanto quem deveria ser exemplar?

Alguém escreveu: “Se queres conhecer um homem, dê-lhe poder…”.

O estadista, José Bonifácio de Andrada e Silva, pregava: “A sã política é filha da honra e da razão”.

O Patriarca da Independência e da Abolição, certamente revira-se no túmulo com tanta falta de ética, razão e honra na política. Poucos se enquadram na sua prédica.

 

Razão e Ética II

Sem honra, sem razão, vive boa parcela dos políticos brasileiros, encantada pela força e pelos benefícios dos cargos!

Sobrou ao homem comum tentar resgatar um pouco da dignidade nacional, enxovalhada.

Pensamos que depois das mobilizações nas ruas, o Brasil não seria o mesmo.

Estávamos enganados…

Passou pouco tempo e tudo voltou a ser igual.

Foram-se, novamente, a honra e a razão!

Ficaram os que levam vantagem em tudo!

 

Diárias

Na rede as altas diárias dos vereadores santo-angelenses.

Conheço alguns pessoalmente, outros pela trajetória. Tenho todos, aprioristicamente, como respeitadores do dinheiro público.

Acessando-se o site, notam-se discrepâncias de valores.

Campeão de diárias gastou mais de 22 mil reais. Seguem-se valores de pouco mais de 19 mil; 10.600, aproximadamente e 9.400 reais.

 

Diárias II

Até 28 de junho, há quem não utilizou um centavo. Existem outros na faixa razoável de 3 e 2 mil reais e um, se comparado aos demais, risíveis 780 reais.

Diferenças são abissais. Por que um não a utiliza e outro saca mais de 22 mil reais?

Suscita polêmica, particularmente, os valores entre 22 e 9 mil reais.

Ao que se sabe, a população pede revisão e a análise da real necessidade de altas diárias.

De janeiro a junho, foram consumidos R$ 90.713,61 em diárias.

 

Voos

Não é que o uso de bens públicos para uso particular foi mais além do comentado na coluna passada.

Afora os presidentes da Câmara, Henrique Alves e do Senado, Renan Calheiros, ainda se envolveram o ministro da Previdência, Garibaldi Alves Filho (primo de Henrique) e o presidente do STF, Joaquim Barbosa.

O presidente do Supremo teria usado cota de passagens destinada a viagens.

Num ou noutro caso as viagens não eram a serviço.

Dados oficiais indicam que nos últimos 5 meses foram requisitadas 85 aeronaves por Henrique Alves e Renan Calheiros!

Não há desculpas. O mínimo seria a devolução das quantias gastas, em viagens comprovadamente de recreio!

E mergulharem em uma profunda reflexão!

 

Médicos

Trazer ou não médicos estrangeiros?

Deixando de lado o cunho ideológico que acabou ganhando, deve ser encarado pela realidade dos fatos.

Qual é essa realidade?

Existiriam médicos brasileiros em número suficiente conforme dados liberados pelas instituições médicas. O que parece ser o empecilho é a forma como os médicos são tratados, ou seja, quando ligados ao serviço público geralmente são por contratos. Nesse caso ficam à mercê do dirigente do momento, dos partidos políticos, sem sopesar o principal – à bem da saúde pública – a necessidade de mantê-los trabalhando.

Esse seria o maior temor dos médicos, principalmente recém-formados e, ao que parece, deve continuar. Conforme Pacote anunciado por Dilma Rousseff, novos médicos serão contratados, por 3 anos de duração. Como sempre chegou gerando polêmica, entre a categoria, especialmente a residência obrigatória de dois anos no SUS.

 

Médicos II

Ficou faltando o que os dirigentes classificam de carreira de Estado. Independente do prefeito, governador ou presidente, o médico continuaria empregado, atendendo a população.

Já a intenção do Governo Federal em importar médicos estrangeiros, se choca não somente no viés ideológico, mas especialmente na sua qualificação, pois não passariam pelo revalida.

Como as decisões no serviço público são lentas, é bom que o Ministério da Saúde, os conselhos e sindicatos médicos sentem-se e debatam o assunto amplamente, aparando arestas.

Mas terá de ser rápido, sério e que todos os tipos de paixões ou corporativismo, fiquem no lado de fora da sala de reunião!