Shazan

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Cedo me envolvi com livros e revistas de quadrinhos. Lia Pato Donald, Mickey, Capitão Marvel, Super-Homem, contos. Aos 10 anos, em São Borja, ganhei um livro. Era o maçudo ‘Os Três Mosqueteiros’. Foram dias e noites envolvidos pelos confrontos de Athos, Porthos, Aramis e D’Artagnan com os soldados do Cardeal.

Shazan II
Isso, as matinês do Municipal e Variedades, os seriados de Flash Gordon, Tarzan, faroestes de Roy Rogers, Gene Autry, Zorro e Durango Kid me tornaram torcedor dos mocinhos. Naquele finalzinho dos anos 1940, princípio dos anos 1950, deixaram o adolescente faminto de aventuras.

Shazan III
Pouco depois, comecei a ler notícias e artigos do ‘Correio do Povo’, ‘Diário de Notícias’ e da revista ‘O Cruzeiro’. Às vezes em voz alta, imitando o Repórter Esso. Encontrei minha vocação, potencializada pelas leituras de Capitão Marvel, na vida civil locutor da emissora da cidade.
Quando o perigo rondava, bradava ‘Shazan’ e se transformava no Capitão Marvel.

Shazan IV
Outro herói inspirador foi o tímido repórter do ‘Planeta Diário’, identidade secreta do homem de aço.
Na missão de comunicador, tenho me travestido de Super-Homem e invocado ‘Shazan’.
Mesmo não trocando a roupa às escondidas, nem caindo um raio sobre mim, como acontecia com o repórter Clark Kent, o radialista Billy Batson, tenho cumprido minhas missões!

Encontro
20 de abril tem jantar-baile, no Gaúcho, promoção conjunta da Associação dos Santo-angelenses, Clube Gaúcho e apoio de Santo Ângelo Viva Gente.
Animação de Os Fugitivos e DJ Paulo Klitzke.
Buffet, Chica Sperling.

Decisão
Dois sábados atrás, lembrei responsabilidade que recaía sobre o ministro João Augusto Nardes, do Tribunal de Contas da União (TCU), ao decidir representação do Ministério Público denunciando acordos de leniência que a Controladoria-Geral da União (CGU) pretendia firmar com empreiteiras envolvidas no petrolão.
Pois Nardes decidiu que tais acordos assinados entre a CGU e as empreiteiras têm de passar pelo crivo do Ministério Público e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
Também ‘que cada etapa de um desses acordos de leniência deverá ser verificada por auditores do TCU’.
Para ser aprovado, terá de ser vantajoso à administração pública, alavancando ‘processo investigativo na busca de outras pessoas físicas e jurídicas praticantes dos fatos delituosos’.

Pronunciamento
Terça-feira, 10, deputado Eduardo Loureiro ocupou Grande Expediente da AL para pronunciamento abordando ‘Municipalismo e Desenvolvimento Regional’.
Com dois mandatos como prefeito de Santo Ângelo, parlamentar enfatizou necessidade de lutar por um novo pacto federativo, redefinindo as responsabilidades de cada um. Disse, ainda, que a federação brasileira está longe do ideal. Aproveitou para lembrar 31 projetos de sua região aguardando recursos. Entre as autoridades, presença de seu pai, conselheiro do TCE Adroaldo Loureiro.

Atraso
Preocupante a recorrência de anúncios de atraso de salários pelo governo, enquanto Sartori tenta tapar o rombo nas contas estaduais, de R$ 5,4 bilhões.
Todavia, não deve ser atrasando salários, especialmente os menores. Salário é sagrado.
Como a ideia de parcelamento foi abortada pelo Tribunal de Justiça, outra forma terá de ser buscada para enfrentar a crise financeira. De qualquer forma, atraso soa obliterado nos ouvidos do funcionalismo.
Enquanto isto, vender ativos e buscar parcerias privadas podem ser saída emergencial.

Guerra
Desgastado relacionamento entre o procurador-geral da República Rodrigo Janot e os presidentes do Senado, Renan Calheiros, e da Câmara, Eduardo Cunha. Motivo: o listão do STF.
Cunha afirmou que agora é guerra. Informa possuir várias cartas na manga e que irá até o fim. Calheiros também está revoltado.
Ronha vai longe.

Dilma
Citada na Lava Jato, mas não investigada, no meio de toneladas de problemas, Dilma poderia começar a governar, tirar o País da estagnação, aproveitando que os presidentes do Senado e da Câmara estão fragilizados.
Acertou trazendo vice, Michel Temer, para o núcleo de articulações. Poderia fortalecer equipe econômica, mexer no ministério e nos porta-vozes. Precisaria esquecer o monólogo, tratar melhor a oposição e evitar discursos ruins como no domingo.

Dilma II
Debitar problemas à crise internacional e à seca doeu. Ajuste fiscal que defendeu é forma de jogar a irresponsabilidade governamental ao povo.
Deveria reconhecer os problemas da Petrobras e sacar a estatal do fundo do poço.
Enfim, querendo, poderia ordenar mudanças, melhorando a governança.
Panelaço, vaias e gritos de ‘fora Dilma’ demonstraram a insatisfação em várias regiões, equivocadamente minimizados por setores do PT.

Francisco
Incansável trabalho de Silvano Saragoso objetivando visita do papa Francisco às Missões.
Ela demanda amplo apoio, trabalho de convencimento, passa por instâncias diplomáticas, mas certamente se dará com uma conjugação de fatos – circunstanciais e produzidos.

Francisco II
Aspiração deve ser coletiva. Dos prefeitos das Missões, das autoridades eclesiásticas, cúrias Angelopolitana, Metropolitana e demais forças vivas. Oportunidade para que se efetive a visita do papa jesuíta seria aproveitar roteiro à América do Sul. Daí a necessidade de informação periódica da agenda do Santo Padre, que é elaborada com antecedência.

Francisco III
Primeira visita que o hoje Santo João Paulo 2º fez a Porto Alegre, em 1980, esteve inserida num périplo amplo, preparado pela Santa Sé e autoridades brasileiras. Ater-se ao pormenor pode ajudar no planejamento da visita de Jorge Mario Bergoglio às Missões.

Listão
Divulgada lista pelo STF com 49 nomes dos envolvidos na Lava Jato.
Seis políticos do PP gaúcho serão investigados: Jerônimo Goergen, José Otavio Germano, Renato Molling, Afonso Hann, Vilson Covatti e Luis Carlos Heinze. Todos (alguns chorando, como Jerônimo Goergen) negam participação.
Nacionalmente, partido tem 32 nomes investigados.
Conforme doleiro Alberto Youssef, recebiam mesadas para votar a favor do governo.

Listão II
PT igualmente terá sua cúpula investigada: ‘cara-pintada’ Lindbergh Farias, Humberto Costa, líder da bancada (ex-coordenador da campanha de Dilma), ex-ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffman, tesoureiro-geral, João Vaccari Neto, e ex-ministro da Fazenda Antônio Palocci. Todos negam. Aguardam-se desdobramentos da investigação e estratégias das defesas.