Porque as pessoas mudam tanto?

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Questiono-me seguidamente sobre essa questão. Não que sofra de insônia ou mal estar ou a deixe interferir por completo no meu dia a dia, alterando as várias decisões ou escolhas que precisam ser tomadas. Foi Soren Kierkegaard, filósofo dinamarquês (1813-1855) que disse certa feita: “A vida só pode ser compreendida olhando-se para trás, mas só pode ser vivida, olhando-se para frente.” É justamente a essa parte da história – no caso a nossa história aqui compartilhada – a que me refiro em especial nesse parágrafo. Por que as pessoas que conhecemos ao longo de suas existências mudam tanto? E por que na maioria das vezes, mudam para pior?

Todos os dias somos levados a fazer escolhas. Todos os dias nos deparamos com caminhos estreitos, com armadilhas, com situações inusitadas, com problemas complexos, com desgostos e desapontamentos. Mas seguimos em frente, não porque somos forçados a fazê-lo, mas porque escolhemos não esmorecer, não desanimar, não desistir, não jogar tudo para o alto, seduzindo-nos com a propaganda mágica das soluções fáceis num piscar de olhos, das traquinagens, dos conchavos, das trocas de favores na calada da noite ou na esquina da praça a céu aberto! Seguimos em frente porque acreditamos no dia de amanhã, no sol depois da chuva, na calmaria depois da tempestade, na possibilidade de crescer, compartilhando com o próximo nossas experiências e delas nos valendo para não cometer novamente os mesmos erros.

Todos os dias somos levados a fazer escolhas. Difíceis, mas não impossíveis. “Felicidade é a certeza de que a nossa vida não está se passando inutilmente.” Tal nos disse há muitos anos atrás, o maravilhoso escritor Érico Veríssimo (1905-1975). E ser útil além de doar-se, é saber ouvir e calar na medida certa. É entender que nem todos pensam e agem iguais a nós. Nem todos vem o mundo da mesma forma que nós. Então volto a me questionar por que as pessoas não aprendem com seus erros? Por que não buscam honrar seus compromissos? (A palavra proferida. As promessas de amor ou amizade.) Por que mudam tanto e porque mudam para pior, destruindo tanto a si mesmas quanto aos outros que estão ao seu redor?

Albert Einstein (1879-1955) afirmou uma vez: “Existem apenas duas maneiras de ver a vida. Uma é pensar que não existem milagres e a outra, é pensar que tudo é um milagre.” Quando faço minhas orações, agradecendo a Deus por mais um dia que se encerra e todas as possibilidades que me foram presenteadas de fazer algo melhor penso que tudo é um milagre. Não importa se estou radiante de felicidade ou deveras aborrecida. Simplesmente agradeço e peço orientação para continuar. Parece simples e simplesmente o é. Porque tenho fé e ela me fortalece a cada dia mais e mais. E você?