Sete anos antes de hoje

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Provavelmente contávamos quilinhos a menos na farmácia da esquina. Minúsculas ruguinhas escondiam-se frente à luminosidade do espelho da sala. E os fios brancos de sabedoria, não eram em número suficiente para provar aos nossos pais e avós, que enfim havíamos amadurecido! Eis que agora, toda essa quilometragem percorrida, leia-se experiências que nos trouxeram até esse exato momento é a nossa história sendo escrita com pinceladas de alegrias e/ou sofrimentos, desejos e/ou decepções, desânimo e/ou esperança, raiva e/ou perdão. Fé ou a falta de Fé. Um intrincado quebra-cabeça que desvenda o enigma de quem somos nós rumo ao futuro. Futuro às vezes arduamente planejado, (e ainda completamente desconhecido), que nos mantém conectados uns aos outros, mesmo que muitos da nossa espécie não queiram saber ou aceitar esse fato: estamos todos interligados o tempo todo!

Sete anos antes de hoje, o YouTube (criado por Jawed Karim, Chad Hurley e Steve Chen, pertencente atualmente ao Grupo Google que prepara também a investida em projeto de televisão online), e que é considerado a maior biblioteca de vídeos mundial com mais de 3 bilhões de visitas diárias, era tão somente um esboço. Esboço como outros milhares de projetos virtuais que nasceram antes ou depois dele. Mas não faça nenhuma ligação com “a mística da perfeição” em torno do número 7, porque se o texto fosse escrito em 2013, obviamente estaríamos nos referindo ao aniversário de 8 anos de existência desse canal de entretenimento, pesquisa, cultura e curiosidades em geral (e sem igual), que recebe em torno de 50 vídeos por minuto!

Não vou listar dados estatísticos além dos que já citei. Tudo é superlativo. Tudo impressiona. De certo modo até assusta pelo poder de abrangência. E ainda que você não seja um usuário cadastrado ou produtor de qualquer tipo de conteúdo, com certeza já recorreu digamos assim “as suas páginas” em busca de um trailer de cinema, uma pegadinha, um show, um link indicado por amigos, um link postado por amigos, um socorro técnico do tipo “perguntas e respostas” para sanar dúvidas de algo que realmente precisava naquele instante. Enfim… Sete anos atrás muita coisa era diferente, a começar por nós mesmos. Tem uma frase do Bob Dylan (o norte-americano Robert Allen Zimmerman 1941-) que diz: “O homem é um sucesso se pula da cama pela manhã, vai dormir a noite e nesse meio tempo, faz o que gosta.” E outra do Bob Marley (o jamaicano Robert Nesta Marley 1945-1981) que complementa: “O que eu faço hoje é importante porque estou trocando um dia da minha vida por isso.”

Somos privilegiados por viver num tempo em que a tecnologia nos conecta a quase todos os universos possíveis, ainda que não conheçamos todos os existentes além da Via Láctea! Porque como eu disse: tudo é superlativo. Entretanto… não descuide de um detalhe ultra importante: por mais que estejamos hipnotizados e navegar no hiperespaço seja fascinante, não se esqueça de dar atenção especial àqueles que vieram antes de você. Talvez seus pais (ou avôs aí do lado) não conseguiram fazer a transição do mundo analógico para o digital e não estejam nem aí (Bolhufas!) para o YouTube, Twitter, Facebook, Tumblr etc e tal. Mas pela lógica da criação… sem eles (nossos pais e avós) não seríamos ninguém. Nem inventaríamos ou curtiríamos coisíssima alguma. Sem a participação deles… nem ao menos existiríamos. Enfim… Bolhufas!!!