Talvez da próxima vez…

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…que já tem data definida no calendário: 2014, a quantidade de folhetos e os famosos “santinhos” dos inúmeros candidatos que concorreram às vagas oficiais não se tornem lixo no meio da rua e no pátio da vizinhança, com ajuda de um soprinho de vento. Deprimente constatar que a velha mania de despejar propaganda política (informação ou desinformação/dependendo de que lado você estava na batalha/e nunca esquecendo que seu voto foi, é, e continuará sendo “sagrado e secreto”), justamente no dia máximo de se demonstrar respeito à democracia nacional é um ato insano, assim como a boca de urna, a compra de votos e maniqueísmos afins. Não existe ninguém nessa cidade santo o suficiente que possa vir a ser canonizado! Por outro lado, até o mais perverso dos perversos um dia já teve mãe e pediu sua benção! Aliás, uma ressalva: se levarmos as últimas consequências um dos mandamentos dessa filosofia: “Purificar o que sai da boca, não praguejar, caluniar ou mentir,” colocando Chimangos e Maragatos em campo aberto provavelmente sobrariam não mais que meia dúzia em pé!

Talvez da próxima vez: em 2014 ou 2016, sacrifiquemos uma quantidade bem menor de árvores para imprimir igual quantidade de bobagens. Valendo-se dos meios eletrônicos, cujo custo é mínimo e o retorno garantido do Oiapoque ao Chuí. Com ampla liberdade de expressão, ao contrário do que alguns ainda acreditam ser verdade absoluta, a Internet já há muito deixou de ser um território de ninguém. Tanto no mundo real como no virtual você é o único responsável pelo que escreve, twitta ou emite opiniões, seja num bate-papo em salas de chats, no seu facebook ou num e-mail privado enviado ao seu melhor amigo da 5º série, que aliás, sabe tudo da sua vida deste a 5º série! Independente se você está muito feliz com o candidato vencedor ao paço municipal ou tremendamente desgostoso com o continuísmo da atual situação, não será nesse espaço que faremos a minuciosa análise dos fatos e boatos, do que foi ou do que deixou de ser e do resultado final das urnas. Afinal diz ser: “O tempo o senhor da razão!” Felizmente ou infelizmente (depende do seu esforço e preferências pessoais no campo de batalha), sinta-se convidado a juntar seus esforços, expandir suas ideias e repartir conhecimento junto a comunidade da qual você faz parte. Durante a campanha ouvimos gentilmente todas as (inúmeras) promessas. Em 2013 faremos gentilmente as cobranças, de apoio, incentivo, respeito e colaboração.

Parabéns aos eleitos. Sucesso a todos. Coragem e cabeça erguida aos que não alcançaram seus objetivos. E principalmente um recado a todos os que ainda insistem em emporcalhar as ruas justamente no dia mais bonito da festa de democracia e liberdade de escolha. Atitudes assim não tornam ninguém mais inteligente do que é, pelo contrário, além de deixar a cidade uma sujeira, deixam a moral uma nojeira!