Voltar para ver

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 Estou escrevendo à luz de vela. No entanto completamente desprovida de romantismo. Um blecaute cujas causas ignoro, deixou meu bairro e provavelmente grande parte da cidade, jogados à completa escuridão. A bateria do notebook está na metade. (Essas baterias duram pouquíssimo.) Acabo de chegar de uma reunião hiper cansativa e infelizmente hiper improdutiva, então o banho gelado até que foi gostoso. Mas agora, precisando “concretizar um milhão de tarefas” e “a bateria me dizendo” que garantirá energia suficiente para quando muito… umas dez coisinhas?!? Selecionar as de maior urgência e emergência, oh céus… façam um exercício simbólico ilustrativo para constatar minha angústia… Minutos atrás… bem… quem quase teve um blecaute fui eu!

Lembrei-me de Thomas Edison, o que nesse instante realmente se encaixa perfeitamente. Thomas Alva Edison (1847-1931), americano de origens holandesa e canadense, cujas patentes originais (ou adquiridas e aprimoradas por ele), ultrapassam o espantoso número de 2.000, não foi só um inventor inteligentíssimo no tempo em que viveu, foi um sujeito visionário que deve ter tido uma super ajuda divina para num exercício de imaginação, não somente prever o futuro da nossa espécie, (talvez por isso tenha recebido o apelido de o “Feiticeiro de Menlo Park”), mas ajudar a criá-lo. Aliás, segundo consta nos livros de história, seu primeiro invento foi uma máquina de votar. Tinha tão somente 21 anos, mas na época ninguém deu à mínima. Sem “desconsiderar” que na escola, seu professor afirmara aos pais, “que o garoto apresentava problemas, fazia perguntas demais e tinha um bichinho no corpo, impedindo-o de ir adiante!” Felizmente eles foram bacanas o suficiente para deixarem-no montar um laboratório de química no sótão da casa, devorar livros de ciência e continuar livre em sua jornada.

Voltar para ver. É isso que estou pensando. Não. Me expressarei melhor: espero que ele já tenha voltado, entenderam? Num processo reencarnatório ou de continuidade de suas experiências evolutivas. É totalmente injusto que, (com muita sorte), poucos de nós atinjam um século de vida. O gênio Edison morreu aos 84, há exatos 80 anos – seu aniversário é 11 de fevereiro – e nesse período, “já aconteceu de tudo” no Planeta Terra. Ele mereceria voltar para ver e saborear a transformação fascinante no mapa mundi, – a partir da luz artificial que ilumina as nossas vidas – e dos demais inventos. Aliás, agora me veio à mente uma piada que recebi na semana de Natal, cujo final termina assim: (…) “Não precisa encher sua casa de Pisca Pisca, meu chapa. Quem nasceu nesse mês foi Jesus Cristo e não o Thomas Edison!”

Ah sim… há controvérsias… de que Jesus Cristo nem tenha nascido no 25 de dezembro. (Mas também, é Papai Noel quem leva créditos pelo Natal, já há décadas, nesse consumismo ao qual ficamos entorpecidos.) E por sermos tremendamente mal agradecidos (em todos os sentidos), é que lembrei do Thomas Edison, somente porque minha 3ª vela está derretida e a bateria do notebook próxima do abandono! Irmãos, sem Fé não somos ninguém! (Óbvio!) Sem luz elétrica, coincidentemente também…