25 de Julho

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A data 25 de julho, no Brasil é reservada para homenagear o Colono e o Motorista. Comemorar sem parar com o labor, por óbvio! As duas categorias profissionais, sem dúvida alguma, são expoentes da nação: uma, pela produção alimentar; duas, pelo transporte, quer do produto in natura, outra, do produto industrializado. A falta de transporte ferroviário dá ao motorista a condição de imprescindível, conforme foi visto, havia aproximadamente dois anos, por ocasião da greve dos profissionais dessa categoria, em apenas duas semanas, o pavor se estabeleceu na população, diante da falta produtos nos pontos de venda.

Enquanto isso, o laborioso produtor rural, tão relegado no plano social da nação brasileira, é único responsável pelo fornecimento de alimentos, sustentáculo, no quesito fome/alimento, alimento/fome, injustamente, “merece” olhares desmedidos e injustificáveis em todos os sentidos, da população não rural, deitando constrangimentos profundos nos sentimentos da alma dos rurais, além de alijar-lhes da participação ativa e soberana das decisões da nação, exceto, as ínfimas janelinhas abertas, normalmente, quando alguém já está ao alcance do observatório daquele busca no interiorano, um apoio próprio.

Em outros tempos, quando D. Pedro I, Imperador do Brasil necessitou formar uma defesa militar, buscou nos alemães um suporte, dada a ligação da Imperatriz, naquela nação, trazendo inclusive, soldados prussianos para formação da defesa do Império e assim se fez, com ou sem aceitação daqueles em vir ao continente americano. Havia quem aceitasse e outros, contudo, rebelaram-se, emergindo fatos estarrecedores, relatos dão conta de fuzilamentos sumários de rebelados, ainda em águas europeias, desembarcando-os na terra de Santa Cruz, e, uma vez desembarcados, os não aproveitados para defesa, sobreviveram na condição de produtores rurais, alocados estrategicamente, pelo Imperador!

Por certo, todos os nossos homens do campo, no sentido amplo, provindos de além-mar, por imperioso, merecem ser estatualizados, diante das agruras da época, associada ao abandono pelo governo, falta de estrutura, a ausência de escolas, hospitais, remédios, alimentos, moradias, galpões, ferramentas adequadas, sementes, comércio de eventuais safras, estradas do nada – para lugar algum, ausência total de mecanização, briosos, valorosos, destemidas gentes, jogadas às feras, cujos filhos foram arrebanhados, por igual, contra a vontade, nas inúmeras refregas internas e externas, por vezes, irmãos lutando contra irmãos, uns sem saber dos outros.

Fique em casa! Houvesse o Colono deixado de lado o trabalho, donde viria hoje, a carne, os ovos, os hortigranjeiros, a farinha, o arroz, enfim, esse vasto rosário de alimentos imprescindíveis, houvesse o Motorista abandonado o boleia do caminhão, onde buscaríamos nossos medicamentos, alimentos! Por certo, já teríamos transformados os móveis em alimentos e a casinha estaria vazia! Ah, talvez, fosse a formula para conseguir aplicar o distanciamento social periférico. Nas mansões as medidas impostas são aplicáveis, contudo, essa não é a base piramidal, reduto do grande contingente populacional. O Grande Arquiteto Universal há de abençoar as gentes do campo e do volante!

 

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