A brisa e o vento

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 Quando o Sol se faz sentir, todo “cristão” se rende ao poder desse astro maravilhoso que não nos deixe perecer no inverno! Sempre é de bom alvitre fazer um raciocínio da forma de vida que levaríamos, sem o astro maior do nosso Sistema Planetário. A gente reclama do calor, mas isso é natural, afinal, o ser humano está sempre clamando ou reclamando, por ou contra algo. Faz parte do jogo! Para que houvesse uma mudança, teríamos que recomeçar o mundo, entretanto, isso é que não vai ocorrer.

As brisas são ventos próximos das superfícies marinhas e estão diretamente associados as altitudes e influenciados pela geografia local, enquanto as direções resultam dos somatórios dos efeitos locais (globais). Da mesma forma que o aquecimento da terra e dos oceanos, pelo Sol, age diretamente sobre a direção dos ventos, em consequência da pressão exercida pelo calor sobre ambos, distintos entre si, esses, se manifestam sobre as temperaturas que são desiguais, embora em pequeno espaço geográfico, porém, semelhantes quando não iguais, no período noturno, oportunidade em que o calor desacelera sobre terra/mar, também de forma distinta. As brisas são sempre bem-vindas, por vezes, até acariciam, na falta de algo mais concreto.

Os ventos correspondem aos deslocamentos do ar de regiões de alta pressão atmosférica em direção às regiões opostas, aos quais são dadas denominações diversas, correlatas às suas próprias movimentações, a velocidade, a intensidade e a duração. A circulação atmosférica em grande escala é impulsionada pelo aquecimento diferenciado da terra e dos oceanos, entre a linha do Equador e dos pólos, além da rotação do planeta.

Enquanto às brisas tem o “poder” acarinhador, os ventos, sabidamente, deram ao homem suporte para inúmeras atividades. Inspiraram o transporte marítimo movido a velas, fornecem a força para a geração de energia eólica, impulsionam o lazer: veleiros e balonismo. Subsidiam a indústria aeronáutica na redução do consumo de combustíveis, entre tantas outras atividades que o homem se serve dos ventos, todavia, sem indenizá-lo, mas cobra pelo “invento”. Mas a ação do ar em movimento pode levar sementes para distantes rincões, fazendo do planeta uma grande sementeira.

Por outro lado, não há bônus sem ônus, os mesmos ventos que trazem benefícios, semeiam tempestades! Os ventos galopantes deixam rastros de destruição em ambientes totalmente nativos e naqueles em que a ação do homem se fez valer. Já faz parte dos noticiosos cotidianos, dar ciência à população, das destruições ou “destruições” ocorridas em determinadas regiões, por obra dos fortes ventos, que pediram cancha.

No mesmo sentido das brisas os ventos amenizam o calor quase escaldante, esse, mais acentuado quando a chuva teima em não vir, e é nesse momento crucial de uma estiagem mais prolongada, que a gente busca em ambos – brisas e ventos – amenizar o desconforto do intenso calor enviado pelo rei Sol. Reclamar não resolve, nem mesmo, é a melhor saída, pois, sabidamente, “amanhã”, na invernia, vamos saudá-lo, novamente!

Brisa – do concurso Poema no ônibus/2010
Carícia benévola balsâmica/idolatria apaixonante do poeta/redefinição modelar de carinho/sintática mutação adjetiva. Roças minha intimidade/com o perfume da paixão/anestesiando malquerenças/colhidas com desalmados. Benfazeja fragrância/retemperada de esperança/em tempos de primavera/sobrinha das marias-moles. Roça, ó brisa, roça minha face, “far-te-ei meu grande amor”!