A insensibilidade e os livros

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Soou nos confins – e quem não ama ler nunca entenderá por que tanto amor por um “monte papel”. Advém que as lavras contidas nos libretos são mensagens postas ao leitor, prazerosamente, soltas tal as púrpuras ao vento, talvez as velhas ditas, por desfolhadas, sejam desditas, paradigmas contracenantes, cantos sem melodia, em muitos egos, quiçá, adiante, retornem robustos, com maior valia! A insensibilidade não falece de sensibilidade, apenas, impede esta de aflorar os seus dons natos, essas virtuosas preces, escondidas e arrinconadas no fundão da mente, feito as libélulas nos casulos, diversa dessas quanto ao tempo certo da “desova”.

Há um romance em cada sorriso! E nos rostos sem sorrisos, há romances? Vivêssemos isolados, os sorrisos ficariam sem melhor importância. Porquanto, seres sociais, a intercomunicacão exige uma conduta mais sublimar, aí entra em cena o indispensável aflorar da sensibilidade. Essa determinante é imprescindível! Acordá-la, porém, é o verbo intercorrente, enquanto a forma de proceder no despertar da dorminhoca sensitiva se constitua na mais difícil das tarefas.

O livro poderia estar neste contexto, fosse ele, obra exclusiva da sensibilidade, afabilidade, responsabilidade e do total domínio de conhecimento do assunto abordado e da repercussão que a obra poderá tomar a partir de sua apresentação ao mundo acadêmico da leitura, conquanto, quando não devidamente explicito, se tratar de ficção, por exemplo, há o iminente perigo de ser lhe dada a conotação de obra histórica, asseverando inverdades por verdades incontestes.

A pretensão inicial do(a) Autor(a), seja ela qual for, jamais pode ser dissociada no andor da carruagem, por sentimentos estranhos ao matiz inicialmente proposto. É neste ínterim, por vezes, que ocorre e se estabelece um campo minado, uma mutação, essa, pode ser decorrente do desconhecimento da importância quanto literatura, outras, exatamente, ante a insensibilidade e/ou da vaidade do(a) agente. A pessoalidade do Autor está comprometida com a repercussão da pluralidade que abraça a obra ao ser dada a sua apresentação ao universo do leitor.

Estamos diante da realização de mais uma Feira do Livro de Santo Ângelo. O início está previsto para as 9 horas, desta quinta-feira (3), 3 de outubro, junto ao Centro Municipal de Cultura. A Feira terá por Patrono a figura exponencial, quase um monumento vivo, sem dúvida, lendário – PEDRO OSÓRIO DO NASCIMENTO. E por falar em Pedro Osório, quando em 2008, na condição de Patrão do CTG 20 de Setembro, propusemos e realizamos uma homenagem ao grande Mestre, na sede da entidade. Pedro Osório merece o reconhecimento da comunidade. Também, dedicamos a ele, uns versos, em nosso primeiro livro – Segredos de um rio -, por oportuno, registramos: DOM PEDRO OSÓRIO – Está escrito nos anais / que Dom Pedro é Osório, / taura por nascimento / e parente do Honório, / sob o azul do firmamento / bebe saudades no “empório”. Senhor da humildade, / Mestre na sabedoria, / Doutor na fraternidade, / Excelência na fidalguia, exemplo de dignidade, / Professor na sociologia. Galgou na vida agruras / laborando sacrifícios, / colhendo amizades, / na lavoura do destino / frutificaram vitórias / palatais de vencedores. No tordilho dos anos / ginetiando corcovos, / menestréis ensinamentos / domaram o outrora potro, / e nos passitos da mansidão / logrou o seu doutorado. Na caminhada terrena / passo a passo soube andar, / desconhecendo fracassos, / conquistou muitos lauréis, mas nenhum tem mais valia / que os amigos que granjeou.