A moça roliça do David Coimbra

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O David cria com facilidades perfis humano, em especial o feminino. É de se ver que suas figuras possuem elevado senso de persuasão. As “volteadas e circunferências” são bem acentuadas. Moldadas ao extremo! Típicas daquele que possui sensibilidades e percepção aguçada. O imaginário do David é dinâmico, se molda ao assunto que pretende discorrer. O contexto esportivo merece grande destaque, embora não se deixe limitar por ele.

Em que pese as turbulências cotidianas, ainda mais das metrópoles, o alto astral é determinante em seus textos, induzindo o leitor a se ver amamentado pela leitura. A ironia é sua comparsa, ainda que as lisonjas mereçam destaque. Algumas crônicas se aproximam da hilaridade, o que a torna mais prazerosa, de bem fácil “digestão”, um dos elementos essenciais do elo de ligação, entre o colunista e a leitura. Suas mensagens induzem-nos a crer que desconhece o cabresto no linguajar, ajustando a terminologia ao assunto em pauta, sem menor receio. Isso o qualifica.

Porém, há uma mocinha sobre a qual ele fala menos, ela é pouco delineada, menos feminina, bem mais roliça, menos curvilínea, mais rechonchuda, feito assim, essas mais expressivas, alguns dizem: redondinhas! Nessa, ele é vidrado! Quase silencia, fala menos que poderia/deveria. Esconde-a “malvadamente”.

Não raro, ouve-se dizer que vive com ela aos carinhos. Ora a tomaria nos braços, noutras, estaria com ela sobre a cabeça, por vezes, a deixaria sobre o peito, teria verdadeira paixão em deixá-la sobre as coxas, um prazer enorme em lançá-la nos ares e vê-la cair no solo, em especial, em gramados. Até mesmo severos adversários dele contam seu lado humanitário, se solidarizando com os amigos, partilhando sua preferida.

Certo dia, dita moça trocou de vestido! Ele, apaixonado, ficou radiante diante do novo visual. Com ela nos braços, não deixou ninguém se aproximar! Igualzito aos ciumentos. O carinho dispensado estaria causando certo constrangimento. E ela, sempre que possível, gosta de passear, saltita, faz vôos feito aves, desvia de obstáculos, se choca contra outros, mas a sua maior felicidade estaria em correr, preferencialmente, em rolas gramados bem cuidados, até porque, afirmam convincentemente, que ela fica ainda mais liiiiiiinda ao desfrutar de espaços bem ornados, coloridos, com imensa plateia.

A inveja é adversária de todo o invejoso e aos sucedidos cabem os méritos das conquistas, logo, a beleza da “cinderela”, as suas proezas de seus vôos magníficos nos deixam com água na boca. Sem maior pretensão, mas esperançosos em fruir do fascínio extraordinário que ela exerce sobre a humanidade, estamos dispostos a disputar uma pelada, com a moça roliça do David Coimbra.

Sempre na flor da mocidade, sem nunca envelhecer, magnífica em sua trajetória, a bola tem um brilho especial: cativa o ser humano! Por mais experimentado que seja um narrador, por mais vivido que seja o (a) cidadão (ã), por mais estruturado e requintado que seja o estádio, ainda que elegantíssimo o (a) jogador (a), e diante da fortuna do (a) espectador (a), do (a) empresário (a), da agremiação, a bola e sua incontestável e singela beleza, fascinam e dominam as emoções no planeta.

Ela é soberana! Sua majestade. Somente o Criador é capaz de superá-la em esperanças. Uma jogada perfeita nos leva ao delírio. Um golaço é indescritível. A conquista de um título maravilhoso. É o êxtase!! Ah, fosse a bola capaz de minimizar as desavenças extra campo, semeando a paz nos estádios e fora deles. Essa é nossa maior esperança, neste momento!