Ah, se as estrelas do infinito falassem

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As estrelas de Hollywood são falantes – até demais – ! Compreensível, é o ápice na vida artística delas. Estamos falando nas estrelas de todos os sexos. Alguém não gostaria de estar no lugar delas? Pois que levante o chapéu! Elas vêm falantes, elegantemente produzidas, embora a natureza lhes tenha sido benévola e as deixado com a parte externa belíssima. As vestimentas são verdadeiras produções artísticas, com cortes, recortes e fendas, em todas as direções, exigindo certo exercício ao imaginário alheio.

Aquelas do antigo sexo feminino então, surgem com decotes sutis e também os extremados, onde até os mamilos, por vezes, aproveitam a porteira aberta e saem para passear ou pouco, apreciar o espetáculo! Situação semelhante a do albergado, esses também se aproveitam dos momentos de descuido e dão uma volteada, às vezes não voltam, mas os mamilos, mesmo aplaudidos pela aventura são recolhidos! Alguns já murchos, pela sucção, outros soberanos e altivos, trepidantes no andar da passarela, logo vem a lembrança de mamãe e dos tempos de bebê…!

Hoje é dia de reverenciar as estrelas terrenas e também as do infinito, essas últimas, ao contrário das terrenas falam apenas com seus interlocutores diretos e um deles foi o Patrono da Cadeira 16 da Academia Santo-angelense de Letras – Apparício Silva Rillo -, numa prosa com elas, transcreveu em Lagoa: As estrelas pediram, / pediram um espelho / pra nosso Senhor. O Senhor, surpreendido, / estranhando o pedido / chamou por Maria. As estrelas pediram, / pediram um espelho / pra Virgem Maria, / Maria tão boa! Cortou do infinito / um pedaço de céu, / de um pedaço de céu / ela fez a lagoa.
Percebe-se que as estrelas se comunicam, basta, entende-las! Ainda bem que as estrelas são reservadas, silentes entre si e com as gentes da Terra, do contrário, já imaginaram? Onde iriam parar os teus segredos? Quando a Lua tira uns dias para descanso e talvez, desovar num outro planeta as aventuras de cada um (a), do contrário ela explodiria! Pois são nesses momentos que as estrelas são as guardiãs e cuidam dos movimentos dos terráqueos. Elas se diferenciam das estrelas de Hollywood por guardar para si o que vêem na procissão noturna (mencionada em Lagoa, por Apparício).

Imagine o leitor (a) um bilhão e trezentos milhões de chineses em pé, lado a lado, conversando ao mesmo tempo! Um alarido infernal, ensurdecedor. A população de sete bilhões de habitantes na Terra deve representar um pequeno percentual das estrelas que pontilham o infinito e fossem tagarelas qual somos nós, convenhamos, seria uma desgraça. E quando o assunto fosse, assim, falando baixinho – fofocas –, nossa mãe! E o assunto ficaria ainda mais complicado, conforme ocorre no descrito nalgum verso do mestre Tadeu diz: veja como é que pode, ta saindo fofoca, até por debaixo de bigode!

As estrelas do infinito merecem o nosso aplaudo por se constituírem em fonte de encanto, conter uma beleza terna, agir com exemplar comportamento, sutis no agir, irradiar uma magia indescritível, contagiar os pirilampos, silenciar segredos alheios, prosear entre si aos sussurros, na ausência da lua – iluminar a vastidão – , levar a paz aonde não haja ódio e deixar para cada um de nós conduzir a própria vida.