Algumas lições das urnas

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As melhores lições para a vida se colhem no lombo da caminhada de cada um, por vezes, essa, supera em muito, um canudo universitário. O cotidiano é um professor “PhD”. Alguns caminham séculos sem avançar em nada! A boa diplomacia ensina o respeito ao semelhante, enquanto o aculturamento é uma necessidade individual, mas pode ser obtido em ambiente coletivo, enquanto o aprimoramento é indispensável (reescrito).

No Brasil havia o voto a cabresto e embora não esteja totalmente erradicado, o “ar da graça” dá sinais. As irregularidades eleitorais precisam ser banidas. É mister saudar essa evolução, feito uma conquista da sociedade nacional. Mantê-las, torna-se uma bandeira. São vitórias lídimas à saudar (reescrito).

Por outro lado, os votos lançados nas legendas denotam a falta de confiança dos eleitores nos candidatos apresentados pela sigla. Esse fato poderia causar espanto, diante da enormidade de candidatos aos cargos eletivos. Contudo, a confiança é algo pessoal e intransferível. Votar na legenda não é ilegal, mas sim, um voto discordante! Agora, o que dizer do voto de rebeldia? Aquele voto lançado em candidato inexistente? O chamado voto em branco? É preciso refletir! Por sua vez, o voto nulo pode representar a falta de domínio da máquina eletrônica pelo eleitor, ao mesmo tempo, também pode ser um voto discordante. Plenamente compreensível. E as abstenções? Embora o eleitor esteja na cidade, mas deixa de exercitar o seu direito? No pleito de sete de outubro os votos “em branco” mudariam os resultados em mais de um município da nossa Comarca.

No Brasil se vive a democracia plena? Estamos enganados? O vizinho país da Venezuela nos dá um exemplo: lá o voto é livre! Vai às urnas somente aquele que assim o desejar! Aguardamos com ansiedade a mudança nesse quesito! A proposta popular é uma alternativa.

A lei da ficha limpa tem origem em proposta popular, deu certo, mas necessita de aprimoramentos, dentre eles – o exercício de atividade lícita dos candidatos. O Supremo Tribunal Federal, por sua vez, está demonstrando sua independência, impensada por muitos, condenando os envolvidos no caso do mensalão. Há outras pendências? É evidente que sim! Aos poucos vamos aprimorando a democracia. Para tanto, inúmeras providências devem ser tomadas pelos legisladores e aí se concita aos parlamentares verdadeiramente empenhados na faxina nacional. As providências são inúmeras, contudo, medidas imediatas, para vigorar já no próximo pleito.

Hoje se houve manifestações premeditadas com a atuação do Supremo Tribunal Federal, premeditadas, pois o ex-presidente Fernando Collor de Mello fora deposto pelo Congresso Nacional e condenado na esfera Judiciária, desta forma, aos de memória atrofiada há que se lembrar que o ex-presidente não pertencia à sigla dos mandantes mensaleiros.
Logo o país dos sonhos é possível, mas cada cidadão precisa contribuir com o aperfeiçoamento democrático oferecendo sugestões. Vai para o debate: voto livre; ficha limpa para assunção de cargos, inclusive, entidades privadas; título de eleitor obrigatório com comparecimento ao processo cidadão para pretendentes aos cargos públicos, quer por concurso ou cargos de confiança, em qualquer esfera (veja o leitor, que embora livre o voto, o cidadão precisa exercer a cidadania e ainda ser ficha limpa); banir da vida política o candidato comprador de votos; caçar o título do eleitor que vender o voto; perda definitiva do título de eleitor para o agente que intermedia a compra de votos; em caso de condenação judicial, em qualquer desses itens, o cidadão se torna definitivamente inelegível, por igual, impossibilitado de exercer todo e qualquer cargo público. O leitor que pretender oferecer sua contribuição pode enviar para nosso endereço. (publicado em 11/11//2012)