Até quando

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A população mundial, indistintamente, tem se estabelecido ao longo dos cursos hídricos. Compreensível? Totalmente! A vida depende necessariamente da água. As cidades sem cursos d’água, sem dúvida, gostariam possuí-los. O trato que eles recebem, depende do estágio cultural da população. Porém, cabe indagar, outra vez, até quando vamos utilizar as áreas sujeitas a enchentes. Aos gestores de todas as esferas, por incumbência do cargo(exigência legal), cabe a tomada de medidas inerentes a questão. O problema é mundial, mas a afetação maior, será sempre local.

A agulha no disco, xis da questão, são os recursos para remover a população antes estabelecida nos locais de risco. Todavia, a primeira atitude é impedir a reutilização dos espaços de risco. A questão da alocação de recursos afins, induz a reflexão: em cada enchente se despendem milhões de reais, para atender as populações vitimadas (e também ocorrem os famosos desvios, não dos cursos, mas dos recursos), pelas águas rebeldes. Recursos esses, se bem sopesados, tivessem sido utilizados de forma preventiva, resolveriam a questão de forma simples, não utilizá-las.
Santo Ângelo, felizmente, de longa data tem estado livre de enchentes mais severas, é verdade que a canalização, em parte, do arroio Taquarinchim, por ação de gestores e as medidas apropriadas de dragagem do nosso querido riacho, pelos administradores, estão a permitir a vazão das águas, embora o desleixo de muitos desavisados, insistentes em lançar-lhe, até mesmo, eletrodomésticos, entre tantos outros.

Sem dúvida alguma, o homem possui instrumentos de aferição capazes de determinar até aonde as águas de possíveis enchentes podem chegar, inclusive, em eventual represamento dos rios maiores, consequentemente, seus afluentes, como é o caso do Guaíba, por exemplo, na região metropolitana, exceto, as imprevisibilíssimas.

O volume de recursos despendidos em socorro aos atingidos, possibilitaria realocar um grande contingente populacional, evitando-se o “desperdício” de elevadas somas, além disso, o povo estaria em local seguro. Nos novos loteamentos, o gestor local, somente deverá conceder autorização, mediante a observação desses detalhes. A lei assegura-lhe essa máxima.

Basta verificar a situação dos atingidos por tragédias, a desolação, o aniquilamento e a fragilidade, diante da força das águas. Os prejuízos são de ordem econômica, social e moral, onde ocorre a desestabilização. O homem está conquistando o espaço interplanetário, quiçá, para realocar as gentes desalojadas pelas águas, no Planeta Terra. Essa medida, se mostra prudente, desde que impeçam o loteamento das regiões inapropriadas nos planetas a ser explorados.

Bater novamente na mesma tecla faz sentido diante dos distúrbios enfrentados pela população, ainda, pelos volumosos valores que deixam os cofres públicos, quando somos uma nação em desenvolvimento, que, na forma do gingado atual, passado mais um século, se encontrará no mesmo patamar sócio/cultural/econômico atual, sonhando-se para a civilização do porvir, administradores com olhares lúdicos.

Quando somos assolados por fenômenos naturais, a situação toma outros contornos, por ser daqueles que nem sempre os institutos de previsão e aferição possam determinação a potencialidade, embora, nos países desenvolvidos já hajam abrigos subterrâneos e as vidas ceifadas, resultam zeradas.