Chegou sorrindo

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Quem? Deixa pra lá! Chegou sorrindo e pronto!! Os flecos da manhã mandavam bala, entre arbustos e vinham se insinuando, insinuando, sempre insinuando e cada vez mais!

Quando o doce da noite, embala o alvorecer, oferece a sua mão já descolorindo, aos matinais tons de orvalho, enlaçadas, reafirmam o pacto eterno, nos debruços da montanha, prometendo em breves horas, um reencontro, enquanto isso, a noite repousaria no seu magnífico esconderijo, interim aproveitado pela manhã, para exibir seus encantos, esbaldando-se sobre a coxilha.

Mas que sorrido lindo! Queres mesmo saber, hem! Espera aí, talvez, te conte logo adiante. O capim estava enserenado, liso, para andar sobre ele, resvalares e mais resvalares, nos caminhares ao encontro dela.

Porque nos descuidos, perdi-me num proibitivo, ela, sem melhor endereço, quiçá, frustrada, decidiu prosseguir não por si, mas sim, pelo todo poderoso que jamais perdoa, sempre anda no mesmo sentido, mantém a passada firme, perene, persistente, incansável. Equívoco, não é o relógio.

A face radiante ao extremo! Estavas belíssima, minha flor encantada… suprassumo da beleza. Perdoem-me Cleópatras, mas o sorriso dela resplandecia, qual momentos de lágrimas, quando os cristais rebrilham intensamente.

A face deitava alegria, quando viu-me, estonteou! Desfaleci. Mudos, permanecemos. Tudo aquietou. O derredor, estupefato, o silêncio dançava arrepios, lobisomem algum ousou se alvorotar em uivos. Nada é eterno e refeito, contemplei outra vez, a beleza crepuscular.

Tombado em sono profundo, qual, em efeitos soníferos, envolvido em sonhos, sonhares na manhã, devem ter um significado bem distinto daqueles que se enlevam no meio da noite, resvalar no íntimo da mente, apartar figuras, imagens, semblantes, locais, paisagens, no complexo e carregado “depósito” de cada ser, sem haver sido previamente provocado, inexplicáveis para os humildes, caem no colo dos “piaget’s” e eles que se deleitem em explicar as questões, contudo, o sonho da manhã, ofereceu outro rosto, formoso em si, risonho a beça, logo, formoso e risonho, era ela! Contudo, dessa, não vai revelação.

Ainda tens a intenção de saber daquela que chegou sorrindo?

Ah, sim, vou contar, seria deslealdade omitir tamanha beleza, antes, contar, embora o leitor saiba, do todo poderoso que jamais perdoa, é incansável e sempre anda no mesmo sentido, esse é o Universo. Haveria no mundo feminino, alguém capaz ser: das moças, a moça; Das belas, a bela; Das virtuosas, a virtude; das formosas, a formosura; das encantadas, o encanto; das maravilhosas, a maravilha! No nosso “paraíso” – quem chegou sorrindo – foi a Lua!

 

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