Chuva ou Praia

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Os fenômenos naturais ocorrem naturalmente! Pode haver interferência Divina? Para aqueles que creem na existência de um Ser Supremo, sem dúvidas, o Criador coordena as ações, porquanto, os descrentes, evidentemente, não partilham dessa máxima. Contudo, a nosso ver, secas e enchentes jamais se constituíram em sentença Divina contra os humanos, são apenas, consequências naturais, decorrentes dos movimentos planetários, deste gigantesco Cosmos e as interações de todos os mecanismos intergalácticas.

No cenário anterior as chuvas, dado a estiagem que assolava o pago gaúcho, ouvíamos uma jovem rural, totalmente desinibida soltando o verbo, contra aquilo que entendia, constituir-se numa afronta ao rural, quando os noticiários televisivos davam e arguiam e postulavam, por tempo ensolarado para frequentadores da praia, enquanto no interior, fonte da produção agropastoril as plantam dobravam-se ante os rigores do Sol, dando aos plantares campesinos, um aspecto douradilho, com consequências funestas no contexto das colheitas. A rural suplicava por pensamentos positivos, pelo retorno das precipitações pluviométricas!

Dizia ela, em sua jovialidade, as pessoas pedem por sol na praia, conquanto o campo necessita de chuva, água! Apelam pelos raios solares, ignoram ao estiagem e a frustração das colheitas. Faltando o alimento, os preços se elevam, a fome bate, dizia. A situação da água no campo é bem diferente da urbana, nessa, o povo possui o precioso líquido em abundância, junto as torneiras, de outra banda, a vida campestre tem situação muito mais delicada, secando as fontes naturais, a calamidade se estabelece, pois, para abastecer as plantações e lotes de criação, a situação torna-se desesperadora! Todos sabem disso, porém, o clamor possui cores distintas. Daí a súplica da moça, postulando aos urbanos, por civilidade.

Os interesses realmente são antagônicos (oponentes, diria Olívio), cada ser olhando e buscando salvaguardar os seus, ambos compreensíveis, mas diametralmente opostos, consenso inviável, embora as consequências atinjam toda a coletividade. Quando a oferta escasseia, no Brasil não se analisa as razões, aplicam-se aumentos, por vezes, consideráveis, recaindo sobre o consumidor final! Esse, tantas vezes saudou os raios solares, para poder curtir a praia, não raras vezes, resta indignado com o preço das mercadorias. A sua postulação por sol ou chuva, sequer interferiu no resultado de uma estiagem ou enxurrada!

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