Dedos de Deus em mãos de Maria Preta – parte 2

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Na memória de Dona Mercedes, uma das filhas de MARIA LUIZA PRETTO MAZO, estão armazenados muitíssimos clientes desta, por igual, fatos inusitados e outros que ela entende – milagres – esse é um direito dela, pois, está assim compreendido. Todavia, a saudosa deve ter enfrentado casos de difícil resolução, vale dizer: nem todos ficaram satisfeitos! Porém, isso não retira dela os méritos, tampouco as centenas ou milhares de pessoas que sentiram alívios e/ou o restabelecimento completo.

Dentre os fatos de destaque mencionados por Mercedes, está um que ela denomina enfarte, talvez hoje o linguajar médico seja outro, mas cabe destacar que (in) determinado cidadão foi vítima de problemas de saúde, ficando com os membros totalmente paralisados. Após vários dias, sem obter melhoras com os tratamentos, os familiares procuraram Maria Preta, e esta aceitou que lhe trouxessem o paciente. Nesse momento os olhos de Mercedes brilham mais: em poucos dias disse ela, ele voltou a caminhar e embora sua residência fosse próxima ao quartel, ele vinha a pé até nossa casa (na Daltro Filho, próximo a Avenida Brasil).

Conta ainda, que a esposa de um profissional da área de medicina sofria com permanente dor de cabeça, dormir: somente com analgésicos! Em determinado dia, uma senhora, amiga da família, procurou Maria Preta e relatou o fato, combinando ambas, a um atendimento, o que realmente fora procedido, mas sem o conhecimento do marido/médico. Era normal a “enferma” permanecer acordada, diante das dificuldades em conseguir dormir.

Numa tarde dessas, em movimentos precisos a senhora foi conduzida para o atendimento. Já na primeira noite, a “enferma” em hora incomum, teria dito ao esposo: estou com sono! Vou dormir. Contudo, não se medicara. Na noite seguinte, a cena se repetiria. Nesse ínterim, o médico profetizava para a amiga comum: parece que minha esposa está melhorando! Passados alguns dias, totalmente curada, em nova confabulação, a amiga confessou ao médico que levara a esposa deste, aos cuidados de Maria Preta, para o silêncio deste. Porém, a partir daquele momento, nunca mais o médico teria ameaçado denunciar a massagista à polícia.

Menciona outro fato em que um cidadão sofrera gravíssimo acidente automobilístico e em consequência, passou por mais de vinte cirurgias, apesar disso, ficara inviabilizado. Certo dia, já sem esperanças de cura, fora levado pelos familiares à presença de Maria Preta. Segundo a informante Mercedes, os dedos mágicos de Maria, devolveram ao vitimado todos os movimentos de pernas e braços, se restabelecendo na plenitude.

Mas dentre as imagens mais fortes guardadas com carinho na mente de Dona Mercedes, dão conhecimento de que uma menina, com apenas dois anos de idade fora levada até Maria Preta, com a espinha quebrada, de imediato, a saudosa massagista teria solicitado aos clientes presentes, que concedessem preferência à pequenina, diante da gravidade, necessitava de premência. Talvez a juventude atual, nunca tenha ouvido falar que em casos de fratura, em especial, na medicina campeira, a taquara tinha grande importância, pois, era com pedaços adequadamente cortados que se imobilizavam pernas/braços quebrados, e segundo Mercedes, foi com pedaços de taquara que Maria Preta imobilizou a pequenina da cabeça aos pés. Mas utilizou-as também, na espinha. A pequenina restou totalmente recuperada. Esse, aos olhos de Mercedes foi “um verdadeiro milagre”!

Na vida da gente não há troca de calendário
há um período finito com noites e dias, com flores
e espinhos, colhidos à luz da semeadura!